Visão de três produtores sobre a Feira do Vinho do Dão 2015

Raquel Mendes Pereira, proprietária da Quinta Mendes Pereira, fez ao nosso jornal um balanço muito positivo da Feira do Vinho. “Tivemos um incremento nas vendas e nos contactos comerciais”, adiantou-nos, realçando que “é uma feira cada vez mais orientada para o público interessado no setor”.
Luís Abrantes, co-proprietário da Quinta da Alameda (em conjunto com o enólogo Carlos Lucas), fez renascer das cinzas um dos rótulos mais antigos e tradicionais de Nelas. Relançando a marca para um patamar “premium”, com um Tinto Reserva Especial, obtido a partir das quatro castas tradicionais do Dão (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alflrocheiro), presentes em vinhas velhas, a “responsabilidade é grande”, diz-nos, revelando que “não iremos descer de qualidade – os 15 hectares de vinha darão a quantidade que tenha a qualidade que exigimos, mesmo que nalguns anos não se produza”. O néctar foi uma das grandes revelações da Feira, tendo surpreendido pelo seu vigor e elegância. Um Dão Automático que promete dar muito que falar. Instado a avaliar o impacto da Feira do Vinho, onde esteve presente pela primeira vez como expositor, o empresário destacou estar a tornar-se “num verdadeiro certame da especialidade”. 
Paulo Santos, o empresário que relançou também outro rótulo tradicional de Nelas (Titular), fez também um balanço positivo do evento, quer em termos de vendas “muitos superiores aos anos anteriores”, quer ao nível da organização, o que não impede de sugerir algumas mudanças : “sou da opinião que a área de alimentação deveria estar mais próxima dos produtores, em local central e que o certame deveria atribuir um prémio, através de um júri independente, por exemplo para o melhor vinho ali apresentado”.

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