Pedro Passos Coelho defende corredor Viseu-Coimbra que inclua o IC12

O primeiro-ministro considerou na passada Sexta Feira,  que o corredor que a Infra-estruturas de Portugal tem desenhado para a ligação Viseu/Coimbra “traz realmente vantagens” e apelou para que a decisão definitiva seja tomada rapidamente para que “não se percam mais anos”.
“Não estamos a impor uma solução, estamos a abrir uma discussão sobre outras soluções possíveis, mas partindo logo com uma que nos parece ter mais vantagens e, desse ponto de vista, ser mais preferencial. Nada nos impede de tomar preferência nesta altura, com os dados de que dispomos esta ligação apresentada traz realmente mais vantagens”, alegou Passos Coelho.
Durante a apresentação da discussão pública do corredor do IP3, em Mortágua, o chefe do Governo sublinhou que a solução para uma ligação rodoviária entre Viseu e Coimbra apresentada pelo presidente da Infra-estruturas de Portugal não é definitiva e que há outras soluções.
“Como o presidente das Infra-estruturas referiu, há outras possibilidades, mas que não nos parecem do ponto de vista da racionalidade económica tão susceptíveis de sucesso quanto o cenário base que traçámos”, acrescentou.
Ao longo da sua intervenção, Passos Coelho evidenciou que “o Governo tem a obrigação de lançar esta discussão”, no entanto, espera que “ela não se confunda de modo nenhum com qualquer questão eleitoral”. “O Governo é um Governo que está em funções, não está em gestão. É a segunda vez que o afirmo para ver se atalho caminho a falsas discussões”, sustentou.
O responsável defendeu ainda que esta é uma discussão pública que deve ter início com celeridade, para que se possa tomar uma decisão final sobre o traçado a executar. “Nós sabemos, neste caso, que em meados de 2017 talvez possamos ter obra e isso é importante para toda esta região, que essa obra aconteça. Já se perderam tantos anos neste processo, gostaríamos que não fossem perdidos mais”, disse.
No entanto, “se nada acontecer daqui até Outubro ou Novembro, a discussão pública que se há-de iniciar vai ser só em 2016”. “E não teremos obra para 2017, mas talvez para 2018, portanto, a obrigação do Governo é lançar a discussão, fazer o seu trabalho de casa, pô-lo à disponibilidade de todos e depois aguardar que essa discussão, que se vai prolongar para lá das eleições, se possa concluir tão rápido quanto possível para que o futuro Governo tome a decisão final”, destacou.
No seu entender, esta é uma obra que “tem influência sobre a competitividade dos territórios, sobre a competitividade das empresas”, com “o grosso” da empreitada à disposição de financiamento privado. “Não significará para os contribuintes um sobre-esforço no futuro. É nosso convencimento que há mercado e interesse privado nesta ligação e nesta obra”, concluiu. 

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