Pré relatório da IGF aponta para responsabilidade financeira sancionatória e parcial das partes envolvidas

– Em causa as despesas de cerca de 800 mil euros que foram efetuadas sem respeitar a Lei dos Compromissos, no final do mandato do PSD/CDS-PP.
O projeto de relatório da Inspeção Geral de Finanças (IGF), foi apresentado na última reunião da Câmara de Nelas (CMN), no passado dia 29 de Julho, para discussão e exercício do direito de contraditório. Contactado pelo nosso jornal o Vereador do PSD, Artur Jorge Ferreira, admite alguma ambiguidade na sua interpretação, designadamente na parte que diz respeito à obrigatoriedade da autarquia efetuar os pagamentos dos fornecimentos efetuados e comprovados, ou se deverão ser os fornecedores a mover ações em Tribunal para o efeito. Sobre a questão criminal, considera que “este pré relatório não fala em crime reintegratório de ninguém. Fala que pode haver procedimentos ao nível de fundos disponíveis que não foram efetuados”. “Também não é claro sobre a forma como os empresários podem receber, até porque existem faturas na contabilidade que não foram devolvidas. As obras e maior parte das faturas foram confirmadas quer pela IGF quer pela CMN”, diz-nos,nada mais querendo adiantar, pois defende que “há que esperar pelo relatório definitivo depois do contraditório dos visados”. Ainda assim deixa uma questão no ar : “O que vai fazer a CMN com o material que usou se o relatório disser que não o devia ter usado?”. Por seu turno, o Vereador do CDS-PP, Manuel Marques, mostrou-se “muito satisfeito” com este documento, pois “não há referência a qualquer crime e apenas nos vão ser aplicadas multas, que poderão ascender a 3 mil euros, mas que recorrerei, com a convicção de que vai ser causa ganha”. Marques faz uma leitura mais concisa deste pré relatório :  “a IGF aponta para a obrigatoriedade da autarquia pagar as Facturas, pois tinha que as lançar na contabilidade”, isto sem necessidade dos fornecedores “recorrerem à via judicial”. Também contactado pelo nosso jornal, o Presidente da Câmara remeteu para uma grande entrevista que nos vai conceder o esclarecimento cabal desta matéria. Borges da Silva fez questão somente de levantar o véu : “A IGF diz tudo no pré relatório : já há muito nervosismo instalado”.

6 comentários a "Pré relatório da IGF aponta para responsabilidade financeira sancionatória e parcial das partes envolvidas"

  1. Paguem aos fornecedores e
    deixem-se de tretas…

  2. Como é que nelas vive sem coração?

  3. Quem comete erros de leza património devia ir preso.

  4. esta gente pensa que o pré-relatório consagra os procedimentos irregulares e ilegais(?) de realização de despesas? despesas pelo telefone direcionadas.

  5. Portugal é um país de presos políticos e perseguidos…coitados eles tem tão boas intenções quando não cumprem a lei para ajudar os amigos , afinal é para o bem de todos… e as multas são pequenitas ….uns gostam de robalos e charutos , outros é mais queijos. ….uma nação corrupta não tem futuro. Não preciso do IGAF para condenar atos de promiscuidade e má gestão dos dinheiros públicos . Devemos lutar por boas práticas de gestão transparentes porque os desvarios e favores a amigos , estão a custar muitos sacrifícios aos portugueses em impostos excessivos. A câmara de nelas também contribuiu para a festa nacional da bancarrota.

  6. Sr.Jornalista,sempre tão rapido a citar o jornal do centro e agora que nelas é chamada á 1a pagina e com reportagem bombastica na pagina 12 v.exa limita-se a proteger a isaura e o marques

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