Bloco de Esquerda apresentou em Viseu o seu cabeça de lista às legislativas

António Gil tem 51 anos é professor, poeta, ficcionista e cartoonista com vários livros editados e consagrados, tendo recebido o Prémio de Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Animarte-Viseu.
“Assisto a um despovoamento agressivo e forçado do interior, causado pela austeridade”
A apresentação destacou-se pela forma original como apresentou os motivos e razões pelas quais decidiu aceitar o desafio do Bloco de Esquerda, dividindo a intervenção em nove partes e apresentando um objecto para cada uma delas.
Um globo terrestre, uma ampulheta, uma agenda, uma garrafa de água, uma caixa de comprimidos, uma carta de cobrança e finalmente umas botas. Por esta ordem de apresentação António Gil descreveu os motivos que o levam a ser candidato independente pelo BE, afirmando estar em sintonia nas posições de cariz internacional e nacionais, sentindo a necessidade de intervenção no interior e no distrito de Viseu onde diz assistir “a um despovoamento agressivo e forçado do interior, causado pela austeridade” dando como exemplo as portagens nas ex-SCUTS, o encerramento de serviços públicos, o aumento de presos e diminuição da qualidade dos serviços prestados pelos serviços privatizados como os CTT e as Águas do Planalto.
Quando apresentou as botas que representam o “caminho que ainda está por fazer”, António Gil afirma que decidiu ir ao encontro da política “tentando transportar para o seu interior ideias novas capazes de cumprir os sonhos de sempre: comunidades constituídas por cidadãos críticos e participativos, coisa que jamais se conseguirá sem activismo político.”
“Não podemos pensar que a mudança se faz apenas pela participação em uma manifestação isolada, é preciso participar na construção dessa mudança”
“Não podemos pensar que a mudança se faz apenas pela participar em uma manifestação isolada, é preciso participar na construção dessa mudança” disse António Gil quando questionado sobre qual a ligação da sua candidatura à participação na organização dos protestos do Que se Lixe a Troika em Viseu.
Não se fica pelos protestos do Que se Lixe a Troika o envolvimento do candidato nos movimentos sociais. Participou activamente na campanha pelo fim do sigilo bancário, nos protesto contra o fim do apartheid na África do Sul e nos manifestos pela independência de Timor, Palestina e Sahara Ocidental.

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