CANIL de SEIA acusado de abater de animais com grande violência. Presidente da Câmara promete remeter o assunto para o Ministério Público.

A situação foi denunciada por várias pessoas e organizações, incluindo o Cantinho da Lili, um projecto de solidariedade animal que resgata, cuida, abriga e reintegra animais abandonados e mal tratados, situado em Gouveia. Rapidamente difundida na rede social Facebook, esta denúncia foi complementada com imagens que valem mais do que mil palavras …
O autor das fotos da suposta barbárie cometida no canil de Seia, optou por ficar no anonimato. 
Este canil, que se encontra a funcionar há mais de 8 anos e recebe também, ilegalmente, animais dos concelhos de Gouveia e Oliveira do Hospital, está alegadamente a abater os cães e gatos por asfixia e afogamento, com enorme crueldade. O material que estará a ser usado é um laço e um balde de água, denotando falta de assistência veterinária e o abate descontrolado e violento. 

Nas fotografias, o frigorífico aparece quase vazio e não há sequer sinais de material de primeiros socorros ou de um simples desparasitante, mas apenas de remédios para ovelhas. 
“Não podemos provar a morte dos animais por afogamento e asfixia mas temos essa indicação de vários testemunhos e os animais mortos nas fotografias encontram-se cheios de feridas, molhados, com escoriações e sinais de uma violência brutal”, acusa Liliana Campos, responsável pelo Cantinho da Lili, que apela ainda que “outras associações e organizações de protecção animal se juntem a nós”, depois de já terem enviado o processo, documentado com as imagens, para o SEPNA de Lisboa. 

Vânia Marques, uma Senense, que reside em Mafra, foi das primeiras a denunciar a situação e a divulgar as imagens chocantes. Muito sensível para as questão relacionadas com a proteção dos animais, decidiu contactar o Presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Camelo. 
Na sua página no Facebook, relatou que “falei longamente por telefone com o presidente da câmara, que me garantiu não ser do seu conhecimento que ali se pratiquem actos ilícitos, ainda que tenha concordado que alguns procedimentos não serão os mais adequados, como o seja o de ter os cadáveres expostos em frente aos animais vivos”. O autarca adiantou ainda que “por princípio deposito confiança no veterinário municipal, não tendo dados que me levem a pensar e agir de forma diferente, mas que no entanto e perante as acusações feitas a um dos serviços do município, irei remeter o assunto ao Ministério Público para averiguações”, mostrando-se “aberto” para encetar conversações “com quem tenha sugestões ou projectos a apresentar para alterar e melhorar as condições do canil municipal e práticas, pedindo também que para tal haja à posteriori colaboração directa com o canil, de pessoas e ou associações”.

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