Adenda ao contrato de concessão das ÁGUAS DO PLANALTO vai ser questionada ao Governo

O dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes” Miguel Martins vai solicitar esclarecimentos ao Governo sobre uma adenda ao contrato de concessão do serviço de abastecimento de água em Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tábua e Tondela.,
“Comprometemo-nos a questionar o Ministério do Ambiente, o mais brevemente possível, no sentido de se obter esclarecimentos sobre a situação dos utentes servidos pela empresa Águas do Planalto, sobretudo no que diz respeito a uma adenda à concessão feita em 2007. Queremos saber se esta adenda salvaguarda ou não os interesses destes cidadãos”, alegou.
“Os Verdes” reuniram com o Movimento de Utentes das Águas do Planalto (MUAP) e tiveram conhecimento de que os consumidores dos cinco concelhos servidos pela empresa Águas do Planalto “têm a segunda ou terceira água mais cara do país”.
De acordo com o dirigente nacional, o encontro com o MUAP foi “extremamente útil, porque permitiu perceber como se desenrolou este processo de privatização da água”.
“Aliás, é um bom exemplo de como não se deve fazer e de como é prejudicial a privatização da água, a que chamam concessões, mas que acabam por ter o mesmo princípio: beneficiar uma determinada empresa privada que tem por objetivo o lucro, ao contrário do que faz um serviço municipalizado, que defende o bem público prestando um bom serviço aos cidadãos”, sustentou.
No seu entender, esta é “uma concessão com várias trapalhadas lesivas para o erário público”.
“Há uma concessão da gestão da água que numa primeira fase já é lesiva, mas que piora com uma adenda ao contrato e que vem sendo contestada pelo MUAP. As alterações acabaram por constituir algumas ilegalidades, traduzindo-se num novo contrato sem haver qualquer concurso público, passando o período de concessão de 15 para 30 anos”, referiu.
Luís Figueiredo, um dos responsáveis do MUAP – que tem vindo a lutar pela diminuição do preço da água nos cinco concelhos servidos pela empresa Águas do Planalto -, destacou que têm vindo a reunir com os diversos partidos políticos, com o intuito de dar a conhecer as suas reivindicações.
“Pretendemos acabar com esta concessão da água e deixarmos de ser a segunda ou terceira água mais cara do país, para passarmos a ter um preço de água condizente com o nosso nível de poder económico e com o PIB (produto interno bruto) das nossas regiões”, indicou.
Depois de reunirem com o PSD, PS, CDS/PP e BE, foi a vez de ‘Os Verdes’, “faltando ainda o PCP”.
“Nestes encontros, a parte mais comum é a grande admiração pelos valores e situações que apresentamos. Desconhecem o que se passa e até ficam com algumas dúvidas, mas nós temos tudo suportado em documentos”, sublinhou.
Da reunião com ‘Os Verdes’ levam “um pouco mais do que com os outros partidos”, porque “mostraram um projeto-lei apresentado na Assembleia da República, que mostra que estão completamente de acordo com os princípios defendidos pelo MUAP”.

1 comentário a "Adenda ao contrato de concessão das ÁGUAS DO PLANALTO vai ser questionada ao Governo"

  1. abuso de poder no uso da coisa pública, anulem a adenda ilegal ao contrato e faça-se novo concurso público.
    Apurem as responsabilidades dos atos praticados e que tenham consequências.

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