Chuva não tirou o público e o brilho das FESTAS de SANTO ANTÓNIO na Lapa

Os Canenses Paracetamol, a Banda Não Tem e a Tuna do Politécnico de Viseu (Tunadão 1998), abrilhantaram com excelente qualidade de execução vocal e instrumental as grandes festividades de Santo António, realizadas ontem na Lapa do Lobo, pelo 5º ano consecutivo. Apesar da chuva, reuniram muito público, que de forma entusiástica mais uma vez se associou a um dos grandes eventos culturais da aldeia, promovido pela Comissão Organizadora das Festas, pela Junta de Freguesia e pela ADCL Lapense, com o patrocínio da Fundação Lapa do Lobo. 
O padrinho das Marchas, que desfilaram desde o Largo dos Pinas até ao Terreiro das Almas, foi o encenador António Leal e respetiva esposa, em homenagem ao homem que pela sua santidade se tornou um ícone, tendo sido por isso canonizado pela Igreja Católica, pouco depois de falecer. Santo António de Lisboa distingui-se como notável orador e grande tramaturgo e é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tornou-se franciscano e viajou muito pela Europa, começando por Portugal. Santo António (o “santo casamenteiro”) tem a devoção das noivas : “se o bendito Santo António este ano me casar, cá voltarei para o ano pôr flores no seu altar”. 
A nossa reportagem ouviu alguns espetadores das festas, que unanimemente constataram a melhoria qualitativa “a cada ano que passa” deste grande evento cultural. Magalhães (56 anos), não nasceu na Lapa, mas mora ali há vários anos. “Todos os anos tenho estado presente nesta grande festa, que cada vez está melhor : este ano está um espetáculo”. Maria (59 anos), nasceu na  Lapa e também faz questão de marcar presença todos os anos no evento : “Gostei muito nos anos anteriores, mas este muito mais ainda”. O que constatou foi a presença de “menos rapazes”.
Mariana Marques, de 13 anos, também ainda não faltou nenhum ano e referiu ao nosso jornal que “este ano está tudo mais bonito, a começar pelos fatos”. 
Carlos Cunha Torres, presidente da Fundação Lapa do Lobo, mostrou-se “muito satisfeito” com a organização, depois da “mudança que se verificou no ano passado”. “Está tudo muito bonito e estas festas foram o retomar de uma tradição antiga na Lapa, que há cinco anos ajudámos a concretizar, e já faz parte da marca cultural da nossa aldeia”, afirmou, considerando não “haver muito mais a fazer para manter esta tradição genuína”. 
O arraial, com mais um excelente espetáculo de fogo de artifício, foi outro dos pontos altos das festas, com a habitual sardinhada a acrescentar-lhe mais um suculento”sabor” popular.

 

 

1 comentário a "Chuva não tirou o público e o brilho das FESTAS de SANTO ANTÓNIO na Lapa"

  1. E os bombeiros tambem presentes de prevenção ao fogo de artificio

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