LUSORADON é especializada em resolver problemas de radão em edifícios e promete custo acessível

Empresa viseense é especializada em medir e mitigar este gás em edifícios, que é considerado altamente nocivo para a saúde. O seu diretor Bruno Nogueira ALERTA para a necessidade de prevenir o problema através da medição, e para a importância de resolver o problema, se este for detetado.

Os contactos da Lusoradon são através do 967 087 084, geral@lusoradon.pt ou através do site www.lusoradon.com 

A vossa empresa nasce naquela que é considerada uma das regiões com maior incidência de radão em Portugal. Têm identificada a dimensão do problema em toda a região e quais as sub-regiões onde é mais grave?
Em termos nacionais, o distrito de Viseu é o segundo onde a concentração média de radão é a mais elevada, a seguir ao da Guarda, segundo o mapa que o Instituto Tecnológico Nuclear Português elaborou. Neste mapa, é possível ver em quase todos os concelhos do distrito de Viseu, é elevada a probabilidade de haver edifícios com concentrações elevadas de radão. Contudo, num estudo publicado pela Universidade de Coimbra, podemos observar que em medições feitas em edifícios na zona sul de Viseu foram encontradas concentrações médias de radão particularmente elevadas, numa lista encabeçada pelo concelho de Nelas, e seguida por Oliveira do Hospital e Tondela. 
A solução que propõem para proteger e reparar as habitações em que consiste? Qual o custo da vossa solução? Ela é definitiva? 
O radão não tem cheiro nem cor, é impossível de o detetar a olho nu. Para detetar se existe algum problema, é pois fundamental medir as concentrações de radão em cada edifício, principalmente nestes concelhos onde o risco é mais elevado. Para esta medição disponibilizamos um kit de medição com 2 medidores, que custa 49€. Para casas pequenas ou apartamentos, um medidor pode ser suficiente para a medição, pelo que o Kit de medição fica por 30€. 
Se forem detetadas concentrações elevadas de radão, temos um serviço para reduzir substancialmente o radão num edifício, através da instalação dos chamados sistemas de mitigação de radão. Para isso, fazemos um estudo da casa e projetamos o melhor sistema, que permita reduzir de forma eficaz a concentração de radão. 
Os custos da mitigação de radão andam normalmente entre os 1200€ e os 2500€, mas na maior parte dos casos, conseguimos instalar sistemas de redução eficazes por cerca de 1500€.
Como a principal fonte de radão nas casas são normalmente os solos debaixo destas, um dos tipos de sistemas que instalamos, extrai o ar rico em radão debaixo da própria casa, prevenindo a sua entrada. Quando a maior parte do radão está a ser gerado a partir do granito dentro da própria casa, no caso de haver por exemplo paredes de granito, podemos instalar sistemas específicos que diluem a quantidade de radão no interior da casa, através da introdução de ar já climatizado. Estas soluções tanto funcionam e são habitualmente usadas em vivendas e grandes edifícios como prédios, escolas, hospitais como podem também ser instaladas individualmente em apartamentos.
Todas estas situações funcionam com a aplicação de sis- temas de ventilação especiais, pelo que há algum consumo elétrico para os manter, que andará na ordem dos 50 a 200€/ano, mas geralmente estes custos são menores que 100€/ano. Com a instalação destes sistemas, consegue-se geralmente trazer os níveis de radão para valores bem abaixo do limite de 400Bq/m3 previstos na legislação portuguesa para edifícios existentes, ou mesmo abaixo dos 200Bq/m3, que é o limite recomendado em muitos países da Europa.
Atenção que estou a falar da resolução dos problemas de radão mais comuns, com concentrações médias entre os 200 e os 1000Bq/m3. Como estou a falar num concelho, onde existe a situação das casas da Urgeiriça contaminadas com resíduos das minas de urânio, com valores de radão que podem ser muito mais elevados, devo alertar que estes sistemas, individualmente, podem não ser capazes de reduzir o radão nessas casas, para valores abaixo dos 400Bq/m3.
Quais os riscos que correm os habitantes que têm residências com um nível de radão considerado perigoso?
O radão é considerado pela Organização Mundial da Saúde a segunda causa de cancro do pulmão e a primeira causa de cancro do pulmão para não-fumadores. Em Portugal, morrem cerca de 4 mil portugueses por ano de cancro do pulmão, sendo atualmente o cancro que mais vítimas mortais faz.
A EPA, Agência do Ambiente dos EUA, afirma que o risco de um não-fumador contrair cancro do pulmão é de 0,2% para quem esteja exposto a uma concentração média de 48Bq/m3 e esse risco sobe para os 3,6% se exposto a uma concentração média de 740Bq/m3 de radão. Já o risco para um fumador de contrair cancro do pulmão, é de 2% se exposto a uma concentração média de 48Bq/m3 que sobe para os 26%, se exposto a uma concentração média de 740Bq/m3 de radão.
Segundo o maior estudo europeu sobre o radão, feito até agora, que abrangeu mais de 21 mil medições em 13 países, mas onde não estavam dados de Portugal, a exposição ao radão nos edifícios é responsável nesses países por 9% das mortes causadas por cancro do pulmão e 2% de todas as mortes por cancro. O mesmo estudo conclui que o risco
de contrair a doença aumenta 16% por cada 100Bq/m3 adicional de exposição ao radão.
É ainda incerto que o radão cause outro tipo de doenças, mas vários estudos recentemente feitos na Europa, sugerem uma relação entre o radão e a leucemia.
Há quem diga que basta ventilar as casas para conseguir alguma eficácia. Pode esclarecer-nos esta situação?

A ventilação natural das casas é sem dúvida altamente recomendada para todas as casas da região, pois tendem a ter valores de radão mais elevadas do que noutras. De preferência, abrir várias janelas nos andares mais baixos da casa, durante algumas horas, todos os dias. No entanto, o maior período de tempo que passamos em casa e durante o qual estamos mais expostos ao radão, é durante a noite e neste período não costumamos ter as janelas abertas. Como o radão está constantemente a entrar na casa, vindo dos solos debaixo da casa e/ou materiais de construção de granito, arejar a casa durante o dia tem assim efeitos limitados na redução da exposição a que estamos sujeitos. Já os sistemas de mitigação de radão podem funcionar 24h por dia e permitem de forma eficaz, reduzir a exposição ao radão dos seus moradores de forma contínua.
Em países com grande incidência do problema, que soluções têm sido adotadas e qual a sua eficácia ? 


Nem sempre têm sido nos países com maior incidência do problema do radão, que mais medidas têm sido tomadas, mas sim nos países mais desenvolvidos. Por exemplo, em quase todos os países do Centro e Norte da Europa e na América do Norte, existem milhares de empresas especializadas a instalar sistemas de mitigação de radão, existe legislação e fiscalização específica a que estas empresas devem obedecer no seu trabalho, têm sido investidos muitos milhões de euros em campanhas de divulgação e em estudos minuciosos realizados pelas instituições públicas, para identificar as zonas de maior risco. Quase todos estes países têm intensificado a luta contra o radão, nos últimos anos, principalmente na informação das populações, para que se saibam proteger por elas próprias, do problema.
Países que como Portugal, têm problemas graves de radão em vastas regiões do seu território, como a Irlanda, a Noruega ou a República Checa, têm estado muito mais ativos na defesa contra o radão do que o nosso. Deram prioridade a proteger as crianças, medindo o radão todas as escolas e infantários e praticamente já repararam todas as que apresentavam valores acima dos limites legislados ou preveem concluir nos próximos anos. Têm-se ainda focado na detecção e reparação de situações de radão nas habitações sociais, nos edifícios públicos e em apoiar os privados a reparar as suas casas, por vezes através de subsídios para o efeito. Em zonas de elevado risco de concentração de radão, têm já previsto nos seus regulamentos de construção, quais os métodos construtivos a que os novos edifícios devem obedecer, para serem mais resistentes ao radão.
Nos EUA, já foram instalados sistemas de mitigação de radão em mais de 1,7 milhões de edifícios e no Centro e Norte da Europa em centenas de milhares de edifícios. Prevê-se que desta forma se vão salvar muitos milhares de vidas, mas ainda é muito cedo para analisar a real eficácia destes programas, pois é a exposição longa ao radão, que provoca a maior parte das doenças.
Quer deixar alguma mensagem aos nossos leitores?
Saiba que nos concelhos de Nelas e Carregal, pode contar com os nossos serviços da Lusoradon, para detectar se a sua casa está em risco de altas concentrações de radão e repará-la, se necessário.

2 comentários a "LUSORADON é especializada em resolver problemas de radão em edifícios e promete custo acessível"

  1. Os contactos da Lusoradon são através do 967 087 084, geral@lusoradon.pt ou através do site http://www.lusoradon.com

  2. Anónimo | 9 Maio, 2015 às 21:47 |

    a câmara devia estar interessada, tem alguns locais a descontaminar.

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