Programa Operacional do Centro 2020 define 10 objetivos temáticos para o território

Francisco Carvalho, Presidente da Associação de Desenvolvimento do Dão, em entrevista ao nosso jornal, fala-nos do novo quadro comunitário de apoio que está quase a bater à porta das empresas.
Qual a orientação estratégica, em termos de áreas prioritárias de investimento, do PORTUGAL 2020, ao nível da nossa região?
O Portugal 2020 definiu 10 objectivos temáticos para todo o território nacional e que estão vertidos também no Programa Operacional da Região Centro – Centro 2020. Assim sendo:
OT1 – Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação
OT2 – Melhorar o acesso às tecnologias da informação e da comunicação, bem como a sua utilização e qualidade
OT3 – Reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas e dos sectores agrícola (para o FEADER), das pescas e da aquicultura (para o FEAMP)
OT4 – Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os sectores
OT5 – Promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos.
OT6 – Proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos.
OT7 – Promover transportes sustentáveis e eliminar os estrangulamentos nas principais redes de infra estruturas.
OT8 – Promover o emprego e apoiar a mobilidade laboral
OT9 – Promover a inclusão social e combater a pobreza
OT10 – Investir no ensino, nas competências e na aprendizagem ao longo da vida
OT11 – Reforçar a capacidade institucional e uma administração pública eficiente
O que nos pode adiantar sobre algumas das condições exigidas aos promotores que se queiram candidatar e se continuará a ser privilegiada a comparticipação a fundo perdido?
Não haverá significativas alterações neste capítulo, o respeito pelos processos de licenciamento, fiscalidade, cumprimento dos mercados públicos, manutenção da actividade e dos postos de trabalho criados, aliados a um maior rigor no cumprimento das metas definidas no projecto que implicarão a devolução da totalidade das verbas financiadas a título de empréstimo, ou a conversão de parte desse empréstimos em financiamento a fundo perdido. A facilitação de alguns destes trâmites na fase de concurso, não significa que não tenham de ser impreterivelmente cumpridos até à conclusão do projecto.
Para quanto prevê a abertura do primeiro concurso para as candidaturas?
Não temos a certeza no que ao DLBC Rural ou Urbano diz respeito. Era intenção das ADL abrirem concursos no mais curto espaço de tempo, uma vez que os territórios estão sem qualquer aviso de concurso desde 2013. Parece ser intenção do Ministério da Agricultura, permitir a abertura de concurso em Julho 2015. Temos dúvidas tendo em conta que ainda se encontra a decorrer a fase de análise da Pré-qualificação das estratégias. No que concerne a outras medidas, estão já abertos avisos de concurso que podem ser consultados em www.portugal2020.pt, para o sector empresarial, para a transformação e comercialização de produtos agrícolas, investimentos na exploração agrícola e jovens agricultores…
Como avalia o atual estado da economia do país e da região?
Como qualquer outra região de interior, viu a sua situação agravada pela actual crise, o que se reflectiu no aumento do desemprego, principalmente da mão-de-obra pouco qualificada, falências de empresas, redução da actividade económica em termos gerais, aumento da emigração. Contudo muitos foram os empresários que apostaram na melhoria dos serviços ou produtos produzidos, conquistando novos mercados, com a consequente criação de trabalho. Contudo, muito ainda há por fazer, principalmente ao nível do trabalho em rede, da inovação e do marketing, com vista à internacionalização ou simplesmente a conquista de segmentos de mercado. Deve-se ressalvar a importância do sector primário para um impulso socioeconómico deste território, tendo em conta os excelentes produtos de qualidade, como por exemplo o queijo Serra da Estrela, vinho do Dão, maçã Bravo de Esmolfe e da Beira Alta, castanha Soutos da Lapa, bem como outros, que não sendo certificados são seguramente uma mais-valia, como a doçaria e os enchidos produzidos nesta região.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies