O PÉ FRIO de Costa … por PEDRO ALVES (Deputado do PSD)

A falta de ideias e de políticas alternativas, credíveis e exequíveis, à estratégia do Governo, tem empurrado o partido socialista para o patamar do entretenimento. Foi o que aconteceu com a solicitação do debate de urgência marcado para a passada quarta-feira questionando “a anemia do investimento, a estagnação da economia e a crise social.” Se “os guiões socialistas” já são, pela sua natureza, maus, diga-se que, neste caso, até este título é bem menos apelativo do que o mnemónico, dinâmico e até profético “da espiral recessiva”. Este sim, um verdadeiro sound bite de entretenimento político-económico com alguma ênfase apocalítica.
O pé-frio de António Costa prevalece. Logo no ano em que as exportações tiveram o seu melhor resultado de sempre, ultrapassando os 70 mil milhões de euros, o desemprego baixou 2,3 pontos percentuais, as taxas de juro a 10 anos baixam para níveis históricos de 2,72% e que, ao que tudo indica, a economia portuguesa continuará em convergência com a Zona Euro, em 2015, elege como urgência este debate. 
Assumir este debate com tónica em alternativas e no futuro seria o desejável e compreensível. No entanto, uma vez mais, os portugueses ficam sem saber o que Costa e o PS pretendem fazer. Não se entende esta postura de crítica gratuita do partido socialista quando estamos perante resultados históricos do Portugal Democrático. A economia cresceu sem se endividar, ou seja, sem sacrificar o crescimento e as gerações futuras. Todos nos recordamos das duas legislaturas de Sócrates em que não havia crise e divergíamos constantemente dos nossos parceiros na Europa. Com esta amnésia socialista é necessário parafrasear Pedro Queirós Pereira para afirmar que este partido socialista também “não lida maravilhosamente com a verdade”, ao que acrescento, nem com a realidade e a responsabilidade. 
Têm sido anos difíceis os que temos vivido. Apesar das dificuldades, a resiliência, o sacrífico e o trabalho dos portugueses têm contribuído para a alteração estrutural que está a ocorrer. Hoje a recuperação económica não se faz à custa do endividamento como no passado, mas graças ao crescimento económico. Esta é a grande mudança. Esta é a confirmação que a estratégia do Governo e da maioria, para resgatar o país da bancarrota onde o PS o deixou, está correta. 
 Hoje, Portugal é um país credível. É certo que nem todas as opções foram as melhores. Cometeram-se erros. Portugal já não é o que foi até 2011. Apesar dos presságios e das profecias socialistas, cumprimos: somos um país com melhores condições para o investimento, a economia voltou a crescer, o desemprego continua a baixar, a criação de emprego a recuperar… Portugal está no bom caminho.
Pedro Alves
Deputado do PSD

10 comentários a "O PÉ FRIO de Costa … por PEDRO ALVES (Deputado do PSD)"

  1. Um dos pés frios da Isaura foste tu jotinha encostado.

  2. estavas tão bem calado

  3. As atenções estão todas centradas na Grécia. Mas estará Portugal realmente melhor?

    A dura realidade portuguesa
    Para lá da questão da dívida, Portugal enfrenta outros desafios de peso: possui a mais baixa taxa de natalidade da zona euro e tem que lidar com um êxodo da população jovem para outros países, em regra com menores níveis de qualificações e de produtividade.
    Com 9 patentes por um milhão de habitantes, Portugal revela um melhor desempenho que a Grécia (com 4 patentes por milhão de habitantes). Contudo, distancia-se significativamente de países como a Itália, com 70, ou a Alemanha, com 27. E competir com base nos preços? Essa é uma estratégia muito difícil para um país europeu com elevados níveis de endividamento.
    Chego assim a duas conclusões: Primeiro, Portugal nunca reunirá condições para cumprir o serviço da dívida. Segundo, o acesso aos mercados de capitais é apenas o resultado das políticas do BCE e não do sucesso de políticas levadas a cabo internamente, à escala macro ou micro. Assim sendo, a que é que esta situação conduz?

    Uma solução idêntica à da Grécia?

    Até agora, o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, é um dos poucos a solicitar abertamente financiamento directo do BCE. A sua proposta, no sentido de que o Banco Central Europeu compre e permute títulos perpétuos de dívida pública, sem juros, parece ser demasiado criativa para que possa ser amplamente aceite.
    Quanto maior for o crescimento dos níveis de dívida dos Estados Membros europeus – e isto é matemática simples – mais evidente se torna que a dívida está fora de controlo. E nesse sentido a pressão sobre o BCE, para que "resolva" o problema, tornar-se-á insustentável.
    Quando falam sobre a Grécia, os meios de comunicação social costumam sentenciar que a extensão do programa pelo Eurogrupo permitiu "evitar a bancarrota do país". O que é obviamente um disparate.
    O que se adiou não foi a bancarrota, mas apenas a declaração oficial de bancarrota da Grécia. O momento em que a Grécia deixe de ter dinheiro não será um momento de falta temporária de liquidez (como a comunicação social supõe), mas sim a declaração oficial de um facto já conhecido.
    E é importante perceber que isto também se aplica, basicamente, a Portugal.

    Versão portuguesa do recente artigo de Daniel Stelter (fundador do think tank alemão Beyond the Obvious)

  4. Portugal é um País credível. O primeiro ministro é que não é um cidadão exemplar

  5. esta cara não me é estranha. ah já sei

  6. e quando este expulsou o actual presidente da CMN do PSD para arranjar emprego!
    Noticia da altura no público:
    Ainda assim, o ex-vice presidente da autarquia (cargo a que renunciou a 17 de Outubro) adiantou ao PÚBLICO não ter dúvidas de que a atitude da distrital "mais não constitui do que o pagamento do preço pela nomeação [esta quarta-feira] do ex-deputado do PSD, actualmente desempregado, e membro da distrital do PSD Pedro Alves para chefe de gabinete da presidente da Câmara de Nelas, juntando-se desta maneira à sua mulher, que desde final de Setembro ali também se encontra colocada a desempenhar funções, que se desconhecem, mas que dizem ser ligadas à educação"

  7. é preciso mostrar serviço para ires num lugar ilegível

  8. Senhor deputado Pedro Alves, com tanta sapiência porque é que não foi candidato à Câmara de Viseu ou mesmo à de Nelas, que também ajudou afundar.

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