AZU denuncia a Paulo Portas o crime ambiental na Ribeira da Pantanha e irá promover um debate público “para defesa do ambiente”

– Câmara de Nelas já foi notificada para tamponar a saída dos efluentes da empresa Sueca, Borgstena, responsável pelas descargas poluentes, mas tem pedido moratórias no sentido de resolver o problema. União Europeia reafirma no próximo Quadro Comunitário o princípio do poluidor-pagador e não contempla fundos para o ETAR´s industriais.

A Associação Ambiental para as Zonas Uraníferas (AZU) marcou presença na passada Sexta Feira na receção ao Vice Primeiro Ministro, na empresa Nelense, Borgstena, que a despeito de ter anunciado criar na sua unidade industrial mais 350 empregos, continua a cometer um crime ambiental, há vários anos, lançando os seus efluentes industriais na Ribeira da Pantanha, provenientes da sua tinturaria, o que tem contaminado não somente este, mas vários outros cursos de água. Também a área de lazer dos Valinhos, numa magnífica requalificação efetuada pela EDM, tem sido afeteada, com a sua lagoa poluída. É todo um ecosistema que se encontra ferido de morte, afetando o tão estratégico setor turístico na Urgeiriça, Canas e principalmente Caldas da Felgueira, onde o termalismo que representa SÁUDE, continua a coexistir com um grande foco de poluição, que pode comprometer esse mesma saúde.
Cascata da Ribeira da Pantanha 
Ativamente, há vários anos, a lutar pela defesa do ambiente, a AZU entregou a Paulo Portas um dossier sobre todas as ações e denúncias levadas a cabo, designadamente as queixas que fez chegar às autoridades competentes, incluindo a Comissão Europeia. A direção da Associação fez chegar à nossa redação uma nota de imprensa, onde dá conta de todo o processo :

NOTA DE IMPRENSA

A AZU tem efetuado ao longo dos últimos oito anos, a denúncia, acompanhamento e pressão, na tentativa de resolução sempre adiada, da Poluição da Ribeira da Pantanha pelos efluentes industriais da Empresa Borgstena, no Concelho de Nelas, situação que põe em causa o Ecossistema, bem como o rio Mondego e por sua vez a Barragem de Aguieira.
 Das queixas diversas que fizemos ao Ministério do Ambiente, APA e restantes entidades fiscalizadoras em 2013, obtivemos como resposta por parte do referido Ministério, terem sido instaurados diversos processos de contra ordenação à Borgstena, não tendo estes surtido efeito. Fomos também informados que em conexo com as situações anteriores, e face à ligação dos efluentes da Borgstena ao coletor Municipal foram instaurados processos, em Abril e Maio de 2013, da Fiscalização da ARH de Viseu, ao Município de Nelas, por rejeição de Águas residuais sem título, do Sistema de Saneamento Público à ETAR da Urgeiriça.  
 Ainda por via da última queixa efetuada pela AZU, a Câmara Municipal de Nelas foi notificada pelo Ministério do Ambiente em Julho de 2014, no sentido de tamponar a saída do efluente da Borgstena, tendo sido pedida pela CMN uma moratória de 6 meses desde Julho de 2014 agora renovada por mais 6 meses até uma resolução da situação.
A AZU tem efetuado diversas reuniões, a nosso pedido, com a CMN e Borgstena, onde o problema foi analisado tendo sido previstas diversas soluções no sentido de eliminar os efeitos poluidores, até agora sem resultado. Nem os investimentos desperdiçados da CMN nem os da Empresa Borgstena , conseguiram evitar que continuasse a existir contaminação com parâmetros muito acima do admissível.
Pretendeu-se também, segundo a Câmara Municipal de Nelas, que o novo quadro comunitário permitisse introduzir uma candidatura para a resolução do problema dos efluentes industriais da Borgstena, no entanto, em virtude de as verbas comunitárias não contemplarem ETARs Industrias, remetendo para o princípio do poluidor pagador, estará desta vez a tentar apoio por parte do Ministério da Economia.
Perante este quadro ambientalmente negativo, não podemos deixar de fazer novamente denúncia e exigir das instâncias governamentais nacionais e europeias, que ponham termo a este atentado.
A AZU, aproveitou a visita do Vice-primeiro-ministro ao Concelho de Nelas e mais concretamente à Empresa Borgstena, para o alertar para este problema ambiental e para a necessidade de serem tomadas medidas urgentes, entregando pessoalmente, o dossier por nós elaborado acerca do assunto e responsabilizando assim o governo, através do Sr. Vice- Primeiro-ministro, de cumplicidade, caso não sejam tomadas medidas que ponham fim a este crime ambiental.
Iremos organizar um Debate Publico, para em conjunto com os cidadãos, tomarmos em mãos a defesa do Ambiente e da Qualidade de Vida a que todos temos direito!
A Direção da AZU
20/2/2015

6 comentários a "AZU denuncia a Paulo Portas o crime ambiental na Ribeira da Pantanha e irá promover um debate público “para defesa do ambiente”"

  1. Obrigado por terem feito a denúncia da vergonha que é essa situação. As diversas câmaras fingem que nada se passa é não tomam uma posição firme. Quem poluir paga, os nossos impostos não tem de pagar para a fábrica laborar. E a ameaça que fecham já é resposta ensaiada e concertada. Quem faz investimento para alargar a sua produção também deve ter em conta nesse investimento o tratamento dos resíduos que produz. Vergonha

  2. Eu tenho dois amores… Um é o concelho de nelas, outro é os meus constituintes… É não sem de qual gosto mais!

  3. Tanta injustiça nos comentarios, além de Borges da Silva que tem grande amor pelo concelho, há outro grande Canense que ama o seu Concelho como poucos, Jorge Machado de seu nome( vá lá, não se riam)

  4. Borges da Silva tem um grande amor pelo concelho de Nelas e nós bem sabemos qual é!!!!

  5. Meu filho a vida está difícil, a crise chega a todo o lado e as avenças dão muito jeito!

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