“O que mais me preocupa é a restrição na concessão de crédito, agravada pela crise do BES”

José Pedro Costa, licenciado em Contabilidade e Administração pelo IPV/ESTV é Técnico Oficial de Contas, com um longo currículum na área da Contabilidade, Fiscalidade e Gestão, exercendo a profissão como TOC desde 1985, o que lhe confere uma grande experiência nestas áreas de conhecimento.
O proprietário e Técnico Responsável do Gabinete de Contabilidade FACTORGESTE, sedeado em Nelas,  foi por nós convidado a fazer um ponto de situação do mercado, com ênfase para alguns temas da atualidade económica recente em Portugal.
Que serviços presta e há quanto tempo está no mercado ?
Já exerço a profissão como TOC, executando e prestando serviços de consultoria técnica e fiscal a diversas empresas, desde 1985.
Como empresário na área da Contabilidade e Fiscalidade, estou no mercado desde 1998, tendo fundado a FACTORGESTE -Gabinete de Contabilidade, Fiscalidade e Gestão, sedeada em Nelas
Relativamente aos serviços que prestamos no Gabinete que administro, eles são essencialmente nas áreas da contabilidade, fiscalidade e gestão: 
Contabilidade: Consultoria, contabilidade organizada, escritas não organizadas, constituição de sociedades, gestão de ativos; 
Fiscalidade: Consultoria., impostos: IRS – IRC – IVA – Outros Impostos;
Gestão de Recursos Humanos: Processamento de Salários, Segurança Social, Mapa de Férias, Quadros de Pessoal, Balanço Social.
           Mais  recentemente  iniciámos  uma  nova atividade na área da mediação de seguros, 
           sendo atualmente agente da companhia “Liberty Seguros, S. A.”
Qual o sentimento atual de confiança dos seus clientes e que setores estão mais e menos animados?
         Quando, como é do conhecimento público, o rendimento disponível das famílias tem vindo a ser diminuído, quer seja pelos cortes salariais, quer seja pela enorme carga fiscal com que nos deparamos atualmente, o que provoca uma forte diminuição no poder de compra, naturalmente que o grau de confiança dos pequenos e médios empresários não é  elevado. 
Desenvolvendo eles a sua atividade económica com base no Mercado Interno, é fundamental para o seu crescimento que o consumo interno aumente, o que só acontecerá, se o grau de confiança do consumidor aumentar também. Para isso é necessário que as suas disponibilidades financeiras cresçam, isto é, que o valor monetário que fica depois de pagarem os impostos diretos seja suficiente para o consumo dos bens que satisfaçam as suas necessidades e para sua poupança.
Contudo, apesar de todas estas condicionantes, a verdade é que, embora com algum ceticismo, vão-me fazendo sentir que têm alguma confiança na situação económica do País, que vai dando alguns bons sinais, ainda que ténues, segunda a sua perspetiva. 
O caso BES teve impacto junto dos seus clientes ? 
No grau de confiança relativamente ao desenvolvimento da sua atividade económica, não.
O caso BES despoletou neles um aumento de desconfiança no sistema bancário, já instalada, como se sabe, por motivos de vária ordem, como por exemplo o caso BPN, que aliás, é um sentimento transversal ao cidadão comum.
O que mais os preocupa são as restrições ao crédito bancário que se verificam paras as Micro, Pequenas e Médias Empresas, o que lhes dificulta o seu crescimento e por vezes até a sua sustentabilidade.

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