ADELINO AMARAL faz um balanço muito positivo da gestão do atual executivo Camarário

   O líder do PS de Nelas e atual vereador em regime de não permanência, Adelino Amaral, concedeu-nos uma primeira entrevista, pouco mais de um ano depois da vitória do seu partido nas autárquicas, que colocou um ponto final a oito anos de poder da coligação PSD/CDS-PP
    Aquele que foi o rosto mais visível da oposição ao poder de Isaura Pedro, instado a fazer um balanço do primeiro ano de mandato do executivo liderado pelo independente Borges da Silva, adianta-nos que “estamos totalmente concordantes com a orientação política geral do executivo”. Em relação aos aspetos mais positivos da atual gestão, destaca a “melhoria da situação financeira, encarar o emprego como primeira prioridade aliada à política de fixação de pessoas, e ainda a questão ambiental, que é algo premente, depois do executivo anterior nos ter deixado numa situação de calamidade”.
“O concelho de Nelas foi uma referência em termos de dinamismo industrial, que se perdeu entretanto nos oito anos de poder da coligação, devido à falta de confiança dos empresários no poder autárquico – essa credibilidade e dinamismo estão a ser claramente recuperados o que tem sido muito positivo para o concelho. Agora temos autarcas proativos”, elogia.
Relativamente a aspetos menos positivos, refere-nos “as limitações grandes em termos de investimentos nas freguesias: existe pouca dotação orçamental a este nível”, embora admita que “deriva dos atuais constrangimentos, em termos de recursos financeiros”.
No que diz respeito à oposição, teceu algumas considerações críticas: “Manuel Marques está a seguir um percurso de afirmação política pessoal, de marcação de terreno, sem nenhum projeto por trás”.
Sobre o PSD considera ainda ser “cedo” para avaliar o papel que vai ter no atual panorama político local, mas realça que o vereador Artur Jorge tem mantido a coerência de apoio à atuação do anterior executivo, não tendo ainda “rompido com essa postura”. 
IMI deverá reduzir logo que as finanças estejam saudáveis
Adelino Amaral mostra-se também um defensor da desoneração de impostos e taxas em Nelas – um dos poucos concelhos do país que tem neste momento, por exemplo, a taxa de IMI no máximo permitido por lei (0,5%). “Julgo que mais até do que a oposição, o presidente da Câmara é o primeiro interessado em baixar o IMI, pois essa foi uma promessa eleitoral”, refere-nos, defendendo que “o modelo de gestão do PS deverá ser desonerar a carga sobre os munícipes, para tornar o concelho mais atrativo, quer em termos de investimentos privados, quer em termos de fixação de famílias”.
Acerca do momento em que deverá acontecer essa redução, acredita que só “depois de termos as finanças camarárias em situação saudável e confortável, deverá ser tomada essa medida”. “A gestão financeira da autarquia melhorou muito – eu sempre defendi uma gestão rigorosa, transparente e democrática e é isso que está a acontecer”, acrescenta. “Uma das prioridades, que o executivo já está a tratar, é renegociar os empréstimos contraídos pela anterior gestão, cujas taxas e comissões, que representam encargos que chegam a 10% ao ano, são proibitivas”, salienta. “Eu fico perplexo com a demagogia de algumas pessoas sobre esta questão do IMI. Depois de andarem oito anos a votar a favor da fixação das taxas máximas (mesmo em 2005, quando chegaram ao poder, em que a situação financeira até permitiria um desagravamento), vêm agora defender a sua redução”, critica. 
“Não defendo o aumento das tarifas da água”
Instado a pronunciar-se sobre o estudo para uma eventual revisão das tarifas da água em Nelas, o vereador do PS assume não ser favorável a essa decisão, afirmando que deve existir um “equilíbrio entre o preço pago pelos munícipes e as necessidades de manutenção da rede de abastecimento em bom funcionamento, ou seja, deverá sempre existir um fundo para investir na rede”. “Defende que, nesta matéria, a autarquia não deve ter nem lucro, nem prejuízo, e ter um sistema de gestão da água sustentável por si próprio”.

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