Contratação de empréstimos junto do Crédito Agrícola vai permitir poupança de 2,2 milhões em juros

– Câmara e Assembleia Municipal aprovam por unanimidade financiamentos no valor de 8,68 milhões de euros destinados a substituir os créditos na CGD e BCP, com “spreads” 54% inferiores aos anteriores.

– Dívida total da autarquia continua em queda e situa-se em 29.12.2014 no valor de 13,3 milhões de euros, o que contrasta com os 15,3 milhões em 28.10.2013, segundo dados fornecidos pela autarquia, ou seja, menos cerca de 2 milhões. Já as disponibilidades sobem para 2 milhões. 
   A negociação decorreu ao longo de 2014 e foi assumida pessoalmente pelo presidente da Câmara, Borges da Silva. A Autarquia de Nelas irá contratar os novos empréstimos junto do Crédito Agrícola, com um “spread” de 3% sobre a Euribor, o que de acordo com o executivo irá representar uma poupança ao longo da sua maturidade – 14 anos – de cerca de 2,2 milhões de euros. Borges da Silva,em declarações ao nosso jornal, considerou “não termos tido melhor forma de terminar o ano de 2014, entrando em 2015 com um grande futuro para o Concelho de Nelas e todos os Munícipes”. O otimismo e positivismo do autarca tem sido uma nota dominante na sua ação política. A negociação só chegou a bom porto, porque “a nossa gestão recuperou a credibilidade e o crédito perdidos pelos nossos antecessores”. 
   

   Lembramos que os empréstimos destinados ao saneamento financeiro da autarquia, foram contratados num período muito conturbado, em termos financeiros, quer para o país, quer para a edilidade, que foi considerada em desiquilíbrio financeiro estrutural, o que resultou em “spreads” e comissões bancárias entre 6% e 7%. O alivio neste encargo, será destinado, em cerca de metade, para “amortização mais acelerada do capital em divida nos primeiros anos”, como nos revelou Borges da Silva, que se mostra confiante em “mais rapidamente conseguirmos a revisão ou mesmo a extinção do plano de ajustamento financeiro que herdamos”. O edil estima que se a evolução da situação económico financeira se mantiver “como nestes 14 meses desde que estamos no poder”, em 2017 a autarquia estará com a sua dívida de médio e longo prazo “abaixo do limite legal, que é de 11,5 milhões de euros”, ou seja, Borges da Silva prevê poder baixar o IMI “a médio prazo”.

3 comentários a "Contratação de empréstimos junto do Crédito Agrícola vai permitir poupança de 2,2 milhões em juros"

  1. Pois, o IMI aumentou de 2013 para 2014 de 800.000,00€ para 2.500.000,00€, aqui está a redução da divida. E este executivo teima em não Baixa-lo, pudera!!!!

  2. culpados são os eleitores que "aceitam" o aumento "assassino" do IMI, o descarado aumento obsceno de + de 300 % no imposto a pagar e como se não bastasse ainda levam com a taxa màxima de 0,5 % aprovada pelos membros da assembleia municipal.

  3. Com o aumento do IMI, 1,1 milhoes de euros por ano, dá para reduzir a divida em 2017, para 10 milhões e não para 11,5 milhoes.

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