APOIOS À AGRICULTURA foram tema de Conferência em Nelas

O Município de Nelas, a ADD – Associação de Desenvolvimento do Dão e a CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal levaram a efeito, no passado, dia 2 de Dezembro pelas 10h no Auditório do Edifício Multiusos, uma sessão de informação intitulada “A PAC e Futuro – Apoios à Agricultura”.

A sessão teve como objetivo informar os agricultores do concelho para as novas medidas inseridas no PDR2020 – Programa de Desenvolvimento Rural2020, designadamente os apoios ao investimento, 2º Pilar da PAC, e os pagamentos diretos constantes do 1º Pilar da PAC. Neste sentido, os presentes foram alertados pelo representante da CAP para a necessidade urgente dos agricultores que se queiram candidatar em 2015 aos prémios de ovinos, caprinos e vacas aleitantes, se dirijam, até ao final de Dezembro de 2014, às instituições que habitualmente os apoiam, no sentido de declararem o número dos efetivos animais. Foram ainda referidas as condições de acesso e da atribuição da ajuda em cada uma das ações.
Da sessão informativa, os agricultores foram também informados dos apoios ao investimento previstos na Portaria 230/2014 de 11 de Novembro, que regulamenta as seguintes ações:
– 3.2 “Investimentos na exploração agrícola” para projetos de investimento com um custo elegível superior a 25 mil euros, beneficiando de uma taxa base de financiamento de 30% acrescidos de majorações constantes do anexo II da referida portaria;
– 3.3 “Investimentos na transformação e comercialização de produtos agrícolas” para projetos de investimento com um custo elegível superior a 200 mil euros, beneficiando de uma taxa base de financiamento de 35% acrescidos de majorações constantes do anexo II da referida portaria.
Os projetos de investimento têm de ser submetidos para decisão até ao final do ano no portal do Portugal 2020.
O Presidente da Câmara, José Borges da Silva realçou a importância do sector primário para o concelho de Nelas apelando que todos fossem disseminadores da informação e face à relevância do sector colocou o Gabinete de Apoio ao Empreendedor do município à disposição de todos, para que na posse do máximo possível de informação procedam à apresentação de candidaturas.
A ADD e a CAP prontificaram-se para a realização de novas sessões de esclarecimento. O representante da ADD alertou ainda os presentes para o facto dos investimentos abaixo dos limites acima indicados virem a ser geridos pelo GAL/ADD2020 após processo de concurso em vigor.

2 comentários a "APOIOS À AGRICULTURA foram tema de Conferência em Nelas"

  1. Santos Pereira: Portas fez “intriga e chantagem” com o país e não merece “perdão”
    28/11/2014, 20:40227.393 PARTILHAS

    No livro "Reformar sem medo", o ex-ministro da Economia fala da sua saída do Governo e conta que Portas estava "descontraído" com promoção de Maria Luís horas antes de se demitir.

    O ex-ministro da Economia Álvaro Santos Pereira fala pela primeira vez sobre a crise política do verão de 2013 em que acabou despedido do Governo e foi substituído por um centrista, Pires de Lima. No livro “Reformar sem medo”, que chegou esta sexta-feira às livrarias, o ex-ministro relata os dias frenéticos daquele verão e Paulo Portas, que passou de uma demissão a ser empossado vice-primeiro-ministro, não sai nada bem na fotografia. Portas “intrigou” contra Santos Pereira desde o primeiro dia do Governo e fez “chantagem” com o país numa atitude que não merece “perdão” – palavras do ex-ministro.
    “O que me é insuportável é a intriga pela intriga, é os políticos fazerem tudo o que está ao seu alcance, sem olhar a meios, para ter mais poderes ou ganhos políticos. Isso acho profundamente lamentável, errado”, escreve Álvaro Santos Pereira, acusando Portas, líder do segundo partido de coligação, de ter feito, para mais, “intriga e chantagem com um país numa situação dramática e que estava sob assistência financeira”.
    No capítulo “A intriga política”, o primeiro ministro da Economia de Passos Coelho conta como viveu os dois anos em que esteve no Governo e, por ordem cronológica, a sua versão dos acontecimentos nos primeiros dias de julho de 2013.
    “Há pessoas que se dedicam quase em exclusivo à intriga política (…) frequentemente escudando-se por detrás de políticas populistas e de facilidade comunicacional”, diz, referindo-se a Portas e revelando que, desde o início do Governo, “houve intriga e conflitos internos”. “Não tenho dúvida que parte dos ataques foi interna”, explica, lembrando uma célebre frase do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill: “Os adversários sentam-se em frente e os inimigos ao lado (na bancada do Governo)”.
    “Tudo começou” pela tutela da AICEP, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, – conta Santos Pereira – e “depois prosseguiu com tudo o que envolvesse boas notícias, investimentos, Concertação Social, ou até os ataques aos lóbis”. Foram “dois anos de ataque cerrado, embora nunca direto”, refere.
    Até que chega o dia 1 de julho, em que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, se demite. “O timing da demissão de Vítor Gaspar surpreendeu-me”, disse. Mas, “a surpresa das surpresas aconteceu dia 2 de julho”, terça-feira, dia em que Portas apresenta a demissão – durante a tarde.
    Nessa manhã de dia 2, Portas ainda lhe liga para discutir uma nomeação para a Autoridade da Concorrência, um “pretexto”, segundo Santos Pereira. Acabam a conversar sobre a demissão de Gaspar e Portas diz-lhe, a propósito da sua sucessora, Maria Luís Albuquerque, que “não conhecia bem a nova ministra”. Estava “relativamente descontraído” e disse que preferia que a escolha tivesse recaído sobre o ministro da Saúde, Paulo Macedo. Horas depois, Portas demite-se invocando ter sido contra a escolha de Maria Luís para substituir Gaspar.

  2. Álvaro Santos Pereira tem conhecimento da demissão de Portas, nessa tarde, já em Berlim, onde tinha uma reunião de trabalho, e fica “siderado, atónito, perplexo” com a notícia. “Senti que a pátria tinha sido traída e que o país tinha sido atirado para a lama, tinhamos acabado de deitar o trabalho dos últimos dois anos para o lixo”, conta.
    No livro, o ex-ministro revela que ligou a um ministro do CDS (teria sido Luís Pedro Mota Soares, ministro da Segurança Social pois a outra pessoa indicada pelo partido é uma mulher, Assunção Cristas, na Agricultura). Santos Pereira diz-lhe que “era preciso que o CDS continuasse no Governo” e aquele responde-lhe que “as coisas estavam muito mal entre os dois partidos, que não havia confiança entre eles e que o melhor mesmo era que o CDS saísse do Governo e haver um acordo de incidência parlamentar até ao final da legislatura”.
    Essa solução era, para o então ministro da Economia, “um disparate e um caos total”. E diz ao interlocutor “que pedissem o que quisessem, mesmo a pasta da Economia”. Segundo Santos Pereira, esta pasta era “uma ambição do CDS desde o primeiro dia”. Um dirigente do CDS, António Pires de Lima, acabou a substitui-lo. “Para mim era evidente o que iria acontecer”, sublinha.
    Pedro Passos Coelho já estava com Santos Pereira em Berlim quando Paulo Portas recua na sua decisão e dá o “irrevogável” por não dito. Santos Pereira reage sem oposição à sua substituição no Governo porque “o país não precisa de mais dramas e turbulências”, mas não deixa de considerar o que se passou “uma chantagem”.
    Na segunda-feira seguinte, dia 8, o ministro começa a encaixotar as suas coisas no gabinete. O Presidente da República não dá posse aos novos ministros, porém, e pede um entendimento alargado. O processo de negociações, que termina sem sucesso, demora três semanas “bastante difíceis”.
    Durante esse período, ocorre no Parlamento um debate do Estado da Nação e um debate de moção de censura ao Governo. “No debate do Estado da Nação, mantive a compostura e fiquei sentado a ouvir o discurso de alguém que fez o que fez ao país”, lembra, sobre Portas, acrescentando que “há limites” para “os sapos que se tem que engolir na política”. No debate seguinte, saiu da sala no momento em que Portas discursa e também já não vai à tomada de posse dos novos ministros para não ter que “apertar a mão” ao empossado vice-primeiro-ministro.
    Santos Pereira termina o capítulo dedicado ao Portas com uma interrogação:
    “Em qualquer outro país minimamente avançado e democrático, essas ações nunca seriam perdoadas, nem pela opinião pública, nem pela imprensa e muito menos pelo próprio partido. É chocante e é pena que os agentes políticos e a imprensa não tenham atuado em conformidade com alguém que assim agiu. Porque será?”.

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