Câmara aposta em obras de proximidade em Vila Ruiva

Continuam os trabalhos de execução dos passeios e rede de águas pluviais na Rua da Capela / Rua de S. Bartolomeu em Vila Ruiva, Freguesia de Senhorim, com a colocação de lancil na delimitação da faixa de rodagem da zona pedonal e pavimentação de passeios, a que se vai seguir a construção de diversas lombas redutoras de velocidade no espaço urbano da aldeia. “Mais uma intervenção urbana que vem dotar este acesso de melhores condições para a população local”, refere a autarquia no seu sítio na internet.

29 comentários a "Câmara aposta em obras de proximidade em Vila Ruiva"

  1. Senhor Director da Folha de Nelas,
    Estou admirado ao "Black-out" do seu jornal à notícia da prisão do ex Primeiro Ministro de Portugal, face ao relevo que lhe tem sido dado em tudo que é "MEDIA"!

    • """"Justiça e vingança
      por Marinho Pinto

      Há, em Portugal, cidadãos que nunca poderão ser humilhados pela justiça como está a ser José Sócrates: os magistrados.

      24.11.2014 00:30A detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates levanta questões de ordem política, de ordem jurídica e de cidadania. Mais do que a politização da justiça, ela alerta-nos para a judicialização da política que está em curso no nosso país.

      José Sócrates acabou, enquanto primeiro-ministro, com alguns dos mais chocantes privilégios que havia na sociedade portuguesa, sobretudo na política e na justiça. Isso valeu-lhe ódios de morte. Foi ele quem, por exemplo, impediu o atual Presidente da República de acumular as pensões de reforma com o vencimento de presidente.

      A raiva com que alguns dirigentes sindicais dos juízes e dos procuradores se referiam ao primeiro-ministro José Sócrates evidenciava uma coisa: a de que, se um dia, ele caísse nas malhas da justiça iria pagar caro as suas audácias. Por isso, tenho muitas dúvidas de que o antigo primeiro-ministro esteja a ser alvo de um tratamento proporcional e adequado aos fins constitucionais da justiça num estado civilizado.

      É mesmo necessário deter um cidadão, fora de flagrante delito e sem haver perigo de fuga, para ser interrogado sobre os indícios dos crimes económicos de que é suspeito? É mesmo necessário que ele, depois de detido, esteja um, dois, três ou mais dias a aguardar a realização desse interrogatório?

      Dir-me-ão que é assim que todos os cidadãos são tratados pela justiça. Porém, mesmo que fosse verdade, isso só ampliava o número de vítimas da humilhação. Mas não é verdade. Há, em Portugal, cidadãos que nunca poderão ser humilhados pela justiça como está a ser José Sócrates: os magistrados. Desde logo porque juízes e procuradores nunca podem ser detidos fora de flagrante delito.

      Em Portugal, poucos, como eu, têm denunciado a corrupção. Mas, até por isso, pergunto: seria assim tão escandaloso que um antigo primeiro-ministro de Portugal tivesse garantias iguais às de um juiz ou de um procurador? Ou será que estes, sim, pertencem a uma casta de privilegiados acima das leis que implacavelmente aplicam aos outros cidadãos?

      A justiça não é vingança e a vingança não é justiça. Acredito que um dia, em Portugal, a justiça penal irá ser administrada sem deixar quaisquer margens para essa terrível suspeita.

      Carlos Alexandre – Está há vários anos no Tribunal Central de Instrução Criminal e por lá ficará o tempo que quiser, pois os juízes são inamovíveis. Tempos houve em que um juiz não podia permanecer num tribunal mais do que seis anos (era a regra do sexénio) e, por isso, recebia um subsídio para a habitação. Porém, desses tempos, só resta, hoje, o dito subsídio, bem superior, aliás, ao salário mínimo nacional e totalmente isento de impostos.

      Duarte Marques – Este deputado do PSD veio manifestar publicamente júbilo pela detenção e humilhação pública de Sócrates, com o célebre ‘aleluia’. Era evitável a primária manifestação de ódio quando até a ministra da Justiça nos poupou ao habitual oportunismo político. Talvez mais cedo do que tarde se cumpra a sentença de Ezequiel: "Os humildes serão exaltados, e os exaltados serão humilhados.""""

    • ""Pinto Monteiro tem uma opinião sobre o que está a acontecer ao ex-primeiro ministro: "Para quem está na Justiça, já nada surpreende". E não tem dúvidas: "Está a haver um aproveitamento político num caso jurídico. E uma promiscuidade entre política e justiça".

      Ler mais: http://expresso.sapo.pt/pinto-monteiro-almoco-com-socrates-foi-inocente-falamos-de-viagens-ele-tinha-um-livro-para-me-oferecer=f899647#ixzz3K47ZAkK6

    • Era bom que uma certa jornalista em vez de ser biografa de um certo senhor politico era bom que em relação a esse senhor politico em vez de fazer a sua dele biografia fizesse tambem umas certas investigações relativamente a atividades passadas. Era bom que fizesse. E não faz porquê? Assobia para o lado? E era bom tambem que uma certa televisão fizesse o mesmo. Neste nosso Portugal é preciso ter cuidado, com as "botas"

    • Ana de Lurdes | 25 Novembro, 2014 às 11:36 |

      A minha decisão está tomada. Contra as "botas" saudosistas VOU VOTAR NO PS. Estes acontecimentos tiraram-me as dúvidas (apesar de concordar que a justiça faça o seu papel). Não gosto é que me atirem poeira para os olhos. Não pode valer tudo para influenciar os eleitores. É sempre o mesmo filme. Para mim vieram à lã e vão ficar tosquiados. Sei bem as histórias que me contou o meu saudoso avô, que ainda no tempo do "botas" faziam o favor de deixar votar porque era um abastado agricultor. Votar é como quem diz!!! Um dia já tinham votado por ele. Ò senhor António o senhor é cá dos nossos e por isso…E o meu avô nunca mais lá voltou, mas um dia disse-me que morria feliz porque viviamos em liberdade, a liberdade que ele não teve durante décadas. Em homenagem ao meu avô esteja onde estiver a minha decisão está tomada.

    • Ao cuidado do anónimo dsa 01:09

      OPINIÃO
      O incomparável José Sócrates
      JOÃO MIGUEL TAVARES 25/11/2014 – 07:28
      37

      TÓPICOS
      José Sócrates
      Durante muitos anos, eu fiz parte do grupo dos “obcecados”. De cada vez que falava em José Sócrates num texto – e falei muitas vezes –, as pessoas suspiravam, os leitores criticavam, os amigos gozavam, os colegas bocejavam.

      Diziam: lá vem ele outra vez, mas porquê esta obsessão?, Sócrates já nem sequer está no governo, este tipo nunca lhe perdoou tê-lo processado, a fulanização em política é uma forma de populismo.E durante muitos anos, eu tentei explicar pacientemente, persistentemente, teimosamente, que José Sócrates era diferente, que era único, que não se podia comparar a ninguém, que ele era a pior coisa que nos tinha acontecido desde o PREC. Porque se é certo que o ex-primeiro-ministro teve muitos opositores, boa parte deles, de Daniel Oliveira a Pacheco Pereira, sempre se recusaram a ver em Sócrates o que não se via em nenhum outro – por muitas falhas que lhe fossem apontadas, ele era tratado como mais um, os problemas eram menos dele do que do “sistema”, os seus erros e as suas mentiras, diziam os grandes intelectuais anti-fulanização, eram partilhados por muitos mais.

      Com o correr do tempo, os “obcecados” foram diminuindo. Após o fim da era socrática, as televisões afastaram-se, os jornais respeitáveis viraram costas, e os colunistas sérios puseram ar de enjoado. Restou o Correio da Manhã, o Sol, em parte a Sábado, recorrentemente acusados de obsessão persecutória, quando qualquer pessoa que soubesse fazer contas de somar sabia não haver qualquer justificação possível para a vida que José Sócrates levava em Paris. Mas parece que neste respeitoso Portugal insistir em fazer perguntas óbvias passa por má educação. Perguntava-se uma vez e Sócrates não respondia. Perguntava-se duas vezes e Sócrates não respondia. E quando se perguntava a terceira vez já se estava a criticar o jornal por insistir na pergunta em vez de se criticar Sócrates por recusar a resposta.

      Nem agora, após José Sócrates ter sido detido para interrogatório, essa sede de generalização parece saciada. Ele é preso e avançam de imediato as profecias apocalípticas: é o fim do regime que se aproxima; é a política, como um todo, que é atingida. Não, senhores, não. O regime tem imensas falhas e a política infindáveis problemas, mas Passos Coelho tem toda a razão quando afirma que nem toda a gente é igual. E José Sócrates, graças a Deus, não é igual a ninguém. Ele é o special one da indistinção entre verdade e mentira, pela simples razão de que nunca viu diferença entre uma e outra. A sua detenção não é o fim do regime. Pelo contrário: foi durante o seu consulado que o regime esteve quase morto. O que está agora a acontecer é o oposto disso: é o regime a funcionar outra vez.

      E a funcionar apesar de todas aqueles que, confundindo mais uma vez as prioridades, estão muito preocupados com a detenção de Sócrates ao sair de um avião ou por a SIC ter filmado um carro a ir-se embora do aeroporto. Ai, meu Deus, que os jornalistas foram informados! Eu, de facto, preferia que os jornalistas não tivessem sido informados. Mas preferia muito mais que José Sócrates não tivesse sido – e a verdade é que ele foi escandalosamente informado e protegido pela justiça durante anos a fio. Num país onde quase não há busca sensível que seja feita sem que os visados estejam prevenidos, eu diria que há fugas de informação bem mais perniciosas do que aquelas que beneficiam a comunicação social. Andaram dez anos a fazer-nos passar por parvos. Se calhar já chega.

    • Sr.Anónimo das 08:16,
      Aconselho-o a deslocar-se à Covilhã, que fica perto e informar-se de certas precocidades!!

    • Sr. Anónimo das 01:09,
      O Senhor não se deve lembrar, porque possivelmente ainda não era nascido, quando do acidente de Camarate em que morreu,entre outros Sá Carneiro, os socialistas que assistiam, no Rossio ou Praça da Figueira, ao um comício para as presidenciais entre Ramalho Eanes e Soares Carneiro,quando souberam da morte de Sá Carneiro bateram palmas!

    • Dona Ana de Lurdes,
      Não sei a que despropósito invocou o "Botas" que por acaso nunca foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro,etc.
      Lembro-lhe também, que as maiores trapalhadas actualmente com eleições , têm acontecido nas eleições de PS. A Senhora segue à risca as instruções do seu camarada e vizinho de Concelho Jorge Coelho," quem se mete com o PS leva". Não chamo ao Dr. Jorge Coelho, "Coelhone", porque só bem educado!!!!

    • ´Caro Anónimo das 08:05,
      Depreende-se do artigo postado por si que foi assim, que o Dr.Pinto Monteiro, inocentemente, ajudou o Ex Presidente do Supremo a mandar apagar as gravações entre o "Dr".Vara e o Eng.º Técnico Sócrates no caso Face Oculta.

    • Com a devida vénia ao José da PORTADALOJA,
      Ao cuidado do anónimo das 08:05,
      Pinto Monteiro comentou o encontro prandial no Aviz, com José Sócrates…
      Pinto Monteiro, juiz jubilado, antigo PGR, conta como almoçou na terça-feira com José Sócrates. Diz que foi a secretária (!) deste indivíduo que lhe telefonou a combinar o almoço e Pinto Monteiro lá foi, cantando e rindo. "Não achei nada estranho". "Foi a primeira vez que almocei a sós com José Sócrates". "Disse que tinha um livro para me oferecer". "Falamos de livros, das viagens dele". "Nunca me perguntou nada de justiça". "Só achei estranho agora, achei uma coincidência complicada depois de ver esta detenção, que eu ignorava completamente que havia um processo contra o engenheuro José Sócrates. Ignorava completamente isso e não achei nada estranho". "Nunca me foi perguntado nada". "A nossa conversa foi completamente inocente".

      Depois passou a a especular como é que o jornal Sol soube do repasto. "Foi escutas", disse, o que revela uma gravidade que pode muito bem ser difamatória. O Sol lá saberá o que fazer com esta acusação…

      Pinto Monteiro precisa de um processo de averiguações no STJ, porque continua sujeito aos deveres dos magistrados. Só isso. E já agora precisa que lhe perguntem se não se sentiu, sei lá, parvo. E se um antigo PGR deve sentir-se assim, também a fazer dos outros parvos.

      A entrevistadora perguntou-lhe se era normal um antigo PGR almoçar com estas pessoas. Disse que sim e que almoça com quem acha bem e por quem nutre simpatia. Confirmou que é o caso de José Sócrates.

      Em final de conversa disse que este assunto Sócrates já está a ter aproveitamento político e que o PS está a sair prejudicado. Disse isto com aquele ar de quem "não tenho medo de ninguém". Este antigo PGR não tem vergonha destas coisas?

      Enfim.
      Publicada por josé à(s) 24.11.14 47 comentários:

  2. Caro Leitor

    A nossa "fronteira" há muito que rigorosamente definida : notícias locais na nossa área de abrangência e regionais e nacionais, somente quando tal se justifique pelo impacto direto nos concelhos de Nelas e Carregal do Sal. Ainda assim, nos comentários vamos publicando alguns de índole nacional. Saudações

  3. O lancil já existia, a água das chuvas corria naturalmente pela rua nas valetas. Mais uma grande obra!

  4. Têm mais do que merecem!
    O EX vereador de lá teve mais que tempo para láter feito essas obras!

  5. Grandes Obras Borgilistas.
    Quem tanto carregou no anterior executivo, nos muros, nos lancis e nos passeios, estes estão a fazer exatamente o mesmo. O que dirá o comentador deste espaço quando não se cansa de falar em muros e passeios?
    GRANDE OBRA.

  6. Parabens dona Ana de Lurdes.

  7. Vamos registar para memória futura a frase" os politicos não são todos iguais"

    E já agora era bom que um certo politico colocasse tudo a ceu aberto sobre umas certas atividades no passado.

    No dia em que fizer isso até sou capaz de mudar de opinião. Até lá é como outros

    Tretas, leva-as o vento

    Uma coisa é o Socrates ter errado, Se errou que seja condenado.

    Outra é aproveitarem-se com fins eleitorais…baralhando tudo…

    • Quem está a baralhar são socratistas Ex . Edite Estrela,Mário Soares, João Soares, Silva Pereira,etc-etc.

    • Claro que não são todos iguais. Ou já se esqueceram o que esse "querido" disse antes das eleições.
      Se pensam que cozendo o Sócrates em lume brando, até às eleições vão inclinar os eleitores desde já afirmo que tirem o cavalinho da chuva. Estou-me borrifando para todos os Sócrates deste mundo.

      Não terão o meu voto nem da minha família. Não esquecemos que essa gente nos mandou emigrar a todos e nos colocou em situação que só nós sabemos. Para nós isso do Sócrates não passa de fogo de artificio.

      E já agora tambem concordo com essa história das saudades do botas que muitos destes politicos têm. Se podessem depois de nos mandarem emigrar colocavam-nos uma canga em cima.

    • Que bom exemplo de democracia é sua família, caro comentador das 22:04! O senhor manda e toda a família obedece!

  8. Nem o Mugabe faria melhor!!!!

    portadaloja
    portadaloja12@gmail.com

    quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
    Mário Soares: similis cum similibus
    Observador:

    Mário Soares assumiu a defesa mais acérrima de José Sócrates até ao momento, depois de uma visita de mais de uma hora à prisão de Évora. “Todo o PS está contra esta bandalheira”, disse o fundador do PS, acrescentando que a operação Marquês “não é outra coisa que não seja um caso político” e que “todo a gente acredita na inocência do ex-primeiro-ministro” – “menos o senhor”, referência ao jornalista que lhe dirigia uma pergunta.

    “Isto é uma malandragem daqueles tipos que atuam mas que que não fizeram nada”, disse o ex-Presidente, referindo-se indiretamente à investigação. “Isto não tem nada a ver com os socialistas, tem a ver com os malandros que estão a combater um homem que foi um primeiro-ministro exemplar”.

    A propósito destas coisas será bom recordar que Mário Soares tem apoiado activamente bandalhos ao longo dos anos.

    Já se "atravessou " por Bettino Craxi, quando este se "evadiu" para a Tunísia e até o foi visitar quando era presidente da República. Toda a gente o desculpou porque os jornalistas também o fizeram. Mário Soares pagou do bolso dos portugueses viagens e viagens por todo o mundo por onde viajou a jornalistas que depois não o criticavam. Comprou-os e muitos deixaram-se vender.

    Depois defendeu o inoxidável Andreotti, quando ninguém na Itália o fazia.

    Agora esta vergonha para as instituições democráticas.

    Porque é que o faz? Simples: é da mesma laia.

    Há uma pergunta que os jornalistas devem fazer a Soares: quanto paga à enfermeira que o costuma acompanhar diariamente, nos tempos que correm? Segundo se diz serão cerca de 10 mil euros por mês, mas a filha pode confirmar. É assunto da vida privada? Pode ser mas Soares está sempre a meter-se onde não é chamado, pelo que deve suportar essa intromissão.

    Por últimos: este bandalho, porque se comporta como tal, ofende as instituições judiciárias do país e nada de nada lhe acontece. Da última vez que ofendeu as instituições democráticas que jurou defender enquanto presidente da República, foi aquando de um encontro com Isaltino de Morais a quem passou um atestado de inocência depois de este cumprir a pena.
    Agora procura activamente politizar o exercício da justiça relativamente a um correligionário cujos rabos de palha são tantos que cobririam este desgraçado. Perdeu a cabeça porque anda atoleimado ou o caso terá outros contornos? Esta repristinação da famigerada tese da cabala irá replicar-se neste PS?
    Será muito mau sinal, mas esperemos para ver. Em dez anos o povo português aprendeu algumas coisas sobre o PS, neste aspecto. E sobre a justiça também. Veremos por isso o que isto dá.

    Curiosamente, aquando do caso Casa Pia andou mudo e quedo durante anos. Nada falou, como agora o faz. Fê-lo depois, quando o processo tinha serenado, para atacar os poderes públicos da investigação. Nada lhe sucedeu.
    É altura de lhe perguntarem porquê. E talvez Carlos Cruz saiba melhor que ninguém…
    Publicada por josé à(s) 26.11.14 6 comentários:
    terça-feira, 25 de Novembro de 2014

    • Se queres o marocas tambem na piltra é melhor dizeres já. Mas há quem veja as coisas de forma diferente das que tu vês. Tu só vês contra o PS. Mas devias ver ver para todos os lados. Pois se eu mandasse no País todos os politicos desde o 25 de Abril incluindo Autarcas tinham que se explicar.

    • Caro anónimo das 15:39,
      Em primeiro lugar não o vou tratar por tu porque não lhe dou essa confiança. Em segundo lugar aconselho-o a ler o livro escrito pelo seu camarada Rui Mateus: Contos Proíbidos -Memórias Dum PS Desconhecido- se tiver a sorte de encontrar algum, uma vez que foram retirados do mercado por ordem do seu ídolo "Marocas" como o senhor lhe chama.

    • Sócrates reage. "Vou desmentir as falsidades e responsabilizar os que as engendraram"
      Ex-primeiro-ministro ditou um carta ao advogado, João Araújo, que foi divulgada esta quarta-feira à noite pela TSF e pelo Público. "Não raro, a prepotência atraiçoa o prepotente", diz o ex-primeiro-ministro, que pede para o PS não se envolver. Sustenta que a acusão é "infundamentada" e fala em "humilhação gratuita".
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      0:08 Quinta feira, 27 de novembro de 2014 Última atualização há 2 minutos

      FOTO PAULO CARRIÃO / LUSA
      Inesperado – e inabitual. José Sócrates reagiu à sua detenção, ao interrogatório e à prisão preventiva numa carta que ditou ao advogado a partir de uma cabine telefónica do estabelecimento prisional de Évora. "As imputações que me são dirigidas são absurdas, injustas e infundamentadas", diz o ex-primeiro-ministro, citado pelo "Público" e pela TSF, que divulgaram o conteúdo das palavras.
      São oito parágrafos. Sócrates afirma que, "em legítima defesa", vai "desmentir as falsidades lançadas" e "responsabilizar os que as engendraram" – e vai fazê-lo "conforme for entendendo". "Este caso tem contornos políticos", refere.
      "A minha detenção para interrogatório foi um abuso e o espetáculo montado em torno dela uma infâmia", prossegue o antigo governante, que está acusado de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Sócrates fala em "humilhação gratuita" e considera "injustificada" a medida de coação determinada pelo juiz Carlos Alexandre – prisão preventiva.
      "Este é um caso da justiça e é com a justiça democrática que será resolvido", continua José Sócrates, que pede para o PS não se envolver. "Este processo é comigo e só comigo. Qualquer envolvimento do Partido Socialista só me prejudicaria, prejudicaria o partido e prejudicaria a democracia."
      O ex-secretário-geral do PS conta que, depois de "cinco dias 'fora do mundo'", tomou consciência de que, como é habitual, as imputações e as 'circunstâncias' devidamente selecionadas contra mim pela acusação ocupam os jornais e as televisões". E critica a violação do segredo de justiça: "Essas 'fugas' de informação são crime. Contra a justiça, é certo; mas também contra mim".
      Depois, diz que não espera "que os jornais, a quem elas [as fugas de informação] aproveitam e ocupam, denunciem o crime e o quanto ele põe em causa os ditames da lealdade processual e os princípios do processo justo".
      De seguida, refere-se ao "verdadeiro poder – [o] de prender e de libertar". Mas faz uma ressalva: "Não raro a prepotência atraiçoa o prepotente".
      Quase no fim, agradece as manifestações de apoio – ainda esta quarta-feira, foi alvo de uma visita de Mário Soares. "Não tenho dúvidas que este caso tem também contornos políticos e sensibilizam-me as manifestações de solidariedade de tantos camaradas e amigos."
      O último parágrafo é lacónico: "Este processo só agora começou".

  9. Igual proteção da lei
    VITAL MOREIRA
    Ontem 00:05
    É evidente que num Estado de direito ninguém está acima da lei penal, incluindo ex-primeiros-ministros, que não têm direito a nenhum tratamento de favor. Mas também todas as pessoas, incluindo os ex-primeiros-ministros, têm direito a igual proteção da lei, sem nenhuma penalização ‘ad hominem'.
    Ora, é lícito duvidar se o tratamento dado a José Sócrates desde a sua detenção obedece a essa elementar norma republicana. Tanto as decisões relativas à detenção e à prisão preventiva, como a escandalosa filtragem seletiva de informação para o exterior (privilegiando a imprensa tabloide de maior audiência), em flagrante violação do segredo de justiça, tudo isso deixa muito a desejar em termos de ‘due process' constitucional-penal, fazendo lembrar as lamentáveis cenas da ilegítima detenção e prisão preventiva do antigo deputado Paulo Pedroso, há uma década.
    Começando pela detenção de Sócrates, era ela necessária para assegurar a prestação declarações perante o juiz de instrução? Tinha algum sentido ir deter José Sócrates no aeroporto à saída do avião, quando bastava esperá-lo discretamente à porta de casa, se se temesse pela salvaguarda de elementos de prova? E era mesmo preciso avisar previamente as televisões mais sensacionalistas e arranjar aquele "estardalhaço" mediático no aeroporto de Lisboa para todo o mundo ver?
    A PGR apressou-se a esclarecer que a detenção se devia a suspeitas de vários crimes. Mas obviamente não bastava anunciar em abstrato os tipos penais de que Sócrates é suspeito, dando pasto às mais mirabolantes, odientas e assassinas especulações, como se verificou ao longo de vários dias (curiosamente, porém, sem a mínima substanciação da alegada corrupção, o que não deixa de ser intrigante). Era obrigatório saber-se em que atuações concretas consistem as suspeitas, a que época se reportam e nomeadamente se envolvem responsabilidades como governante ou não e se têm a ver com dinheiros públicos ou não. Num Estado de direito, os suspeitos têm pelo menos o direito de não serem expostos à condenação e lapidação sumária em público, antes mesmo de serem presentes ao juiz e muito menos antes de haver acusação.
    O mesmo padrão se observa no decretamento da prisão preventiva, que não pode ser uma medida discricionária e que só pode ser aplicada como última instância, quando outras "medidas de coação" de mostrem comprovadamente insuficientes. Ora, as razões invocadas, nomeadamente o perigo de perturbação do inquérito – conceito assaz indeterminado -, estão longe de ser convincentes para justificar a grave privação do direito à liberdade e ao trabalho dos detidos. A comparação com o recente caso da liberdade caucionada de Ricardo Espírito Santo é chocante.
    Não surpreende a sede de vingança do sindicato de ódios que o antigo primeiro-ministro concitou com a supressão de regalias profissionais e corporativas, desde os jornalistas aos magistrados. Não admira o desforço da imprensa tabloide que ele olimpicamente ignorou e enfrentou sem nenhuma condescendência. Mas, por maior que seja a sua eventual responsabilidade penal, que está por apurar, nada pode justificar a sua ostensiva exposição à humilhação pública por parte das autoridades judiciárias.
    Não basta à justiça ser equânime; também tem de parecê-lo.

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