Quinta de Lemos : modernidade e tradição 100% Portuguesas

    Da Habidecor saem para alguns dos melhores hotéis do mundo, lençóis de luxo (têxteis-lar), com um controlo de qualidade irrepreensível, que colocam a empresa em patamar “premium” à escala mundial. As chaves para o segredo do sucesso de Celso e Pierre de Lemos (Família) são apenas: saber de onde partem e para onde vão e sentimento de partilha. Foi com esse espírito que nasceu o projeto de enoturismo da Quinta de Lemos e recentemente o restaurante contemporâneo, Mesa de Lemos, com a cozinha de autor do Chef Diogo Rocha, natural da Urgeiriça. Partilhar com os seus clientes, de todo o mundo, desde o Dubai aos Estados Unidos, uma experiência única do que de melhor se faz em Portugal, é a proposta do multi-facetado projeto, que inclui também suites para alojamento exclusivo de clientes (têxteis e vinhos). Vinhos do Dão de excelência, com a assinatura enológica de Hugo Chaves, gastronomia criativa da Beira, mobiliário de alta qualidade, com design ímpar, fabricado em Nelas (Movecho), peças de escultura de Paulo Neves e um exímio aproveitamento da natureza, em que as imagens falam por si, são uma autêntica montra do que Portugal tem de melhor para oferecer ao mundo. São imagens que valem mais do que mil palavras …
Vinhos provenientes de uma viticultura primorosa são lançados no mercado depois de 5 anos em garrafa
     “Temos que em todas as colheitas fazer bons vinhos – esse é o nosso compromisso”, explica-nos o enólogo da Quinta de Lemos, Hugo Chaves, que com um extremo cuidado na viticultura consegue uma grande homogeneidade no produto final, colheita após colheita, com vinhos de grande caráter e elegância, gastronómicos por natureza e que têm tido um sucesso notável nos mercados externos. “Colocamos os vinhos no mercado somente 5 anos após estágio em garrafa”, conta-nos, acreditando ser este o “timing” certo para desfrutar ao máximo das propriedades únicas dos vinhos do Dão. Com as castas tradicionais do Dão ali se fazem vinhos com notável frescura e acidez. Tudo isto usando as mais modernos técnicas na viticultura, como provocar o aborto de algumas flores, para que todos os cachos possam ficar expostos à luz e uma monda extensiva o que tornam os vinhos de grande longevidade,mantendo o seu corpo e com uma acidez crescentemente mais pronunciada. Na Quinta de Lemos a madeira nova é usada com contenção : apenas 30%, em estágios que são prolongados – 18 meses, de forma a potenciar todas as propriedades que a madeira transmite ao vinho, dando-lhe complexidade e aromas, devido às próprias proteínas e polifenois que tem.
Frescura e produtos da Quinta são privilegiados por Diogo Rocha
    O peixe vem diretamente da lota de Peniche, numa seleção do melhor que a faina do enólogo Hugo Chaves vai pescando à linha (naquela que é a melhor zona do mundo para pescado). Frescura e mais frescura, num ambiente bucólico, é o que podemos encontrar na cozinha criativa da Mesa de Lemos, chefiada por Diogo Rocha, que há um ano e meio começou a preparar o contemporâneo e inovador espaço gastronómico, cujos ingredientes são 100% Portugueses, com ênfase para os produtos que a terra da Quinta de Lemos dá. Abrunhos, dióspiros, marmelos, figos, romãs … tudo tem aproveitamento, diretamente da Quinta para a Mesa de Lemos. “O nosso restaurante está em crescendo”, diz-nos, definindo como objetivo “sermos um espaço de referência, com uma grande diferenciação ao nível da escolha dos produtos”. Diogo Rocha confidenciou-nos que abraçou este projeto por sentir nele “algo de muito diferente”. “Trabalhar com peixe fresquissimo no interior é algo de muito estimulante, que me dá um grande gozo”, confessa, realçando “a grande frescura e qualidade em todos os produtos que aqui são servidos, desde um simples alho, que tem uma textura fantástica e um sabor único”. O restaurante que abre apenas (para já) às Sextas e Sábado à noite, só utiliza ingredientes “100% garantidos”, ou seja “se não estiver no nosso grau de exigência deitamos fora”. O Chef dá-nos algumas pistas da sua estratégia culinária “pretendo dar sempre algumas nuances do que era a cozinha das nossas avós”, para proporcionar aos clientes “uma experiência diferente, numa perspetiva minimalista, como o edifício onde estamos inseridos, não misturando demasiados ingredientes”
    Foi assim que tivemos o privilégio de brindar os nossos sentidos com uma entrada de favas da Quinta de Lemos com chouriço da Beira, harmonizados com um Alfrocheiro de 2009 e os seus exuberantes aromas a fruta madura, ainda com muita frescura e elegância, ou seja, com muito para dar. E no copo foi surpreendendo a cada travo e gole …
O prato de peixe escolhido foi o Peixe Galo com creme de espargos, acompanhado com o premiado Touriga Nacional de 2009, em que nos colocámos num patamar acima do Alfrocheiro. Ligação inusitada, poderão dizer alguns … nada disso : casamento exemplar – eu diria que foram almas gémeas.
    A carne tinha que ser da região : um intenso pastel de molho com folhado de Cabrito do Caramulo e legumos de Quinta de Lemos. Isto enquanto Hugo Chaves nos dava conta das inúmeras vantagens para a saúde do consumo de vinho, devido aos seus polifenóis, que têm uma forte componente antioxidante, em que o vinho quanto mais demorar a soltar os seus aromas, mais rico será nestas substâncias.
   Para fechar, com chave de ouro, um pudim de abrunhos da Quinta de Lemos, com creme de aveia. 
    A Mesa de Lemos vai mudando os seus menus semanalmente, e tem sempre ao dispor dos clientes duas propostas : o menu mesa de lemos (35€) e o menu de degustação (70€) com alguns vinhos incluídos, numa viagem descontraída e relaxada por sabores diferentes, que tem atraído muitos clientes de Lisboa e Porto, que ficam “deslumbrados”, com o que encontram. “A maior prova que temos de que estamos a fazer bem feito é que muitos clientes voltam”, termina Diogo Rocha.

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