Borges da Silva esteve hoje de manhã no Ministério da Educação





O Presidente da Câmara Municipal de Nelas, José Borges da Silva, deslocou-se ao Ministério da Educação e Ciência a
fim de ser recebido pelo Secretário de Estado do Ensino e Administração
Escolar,João Casanova, no sentido de expor as razões que validam a luta da
população da freguesia de Lapa do Lobo, na defesa da manutenção da sua Escola
Primária, que pertence ao Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim.

“A reunião com o membro do Governo tem sido reclamada há
muito e em particular desde segunda-feira passada, mas sem qualquer sucesso, o
que leva o Presidente da Autarquia a tal gesto de protesto, que se compromete a
não abandonar o Ministério até ser recebido pelo Sr. Secretário responsável
pela Educação e Ensino no País.
Dadas as condições de desenvolvimento que a freguesia conseguiu alcançar
graças a investimentos privados na recuperação de património e fomento da
formação e cultura, a Lapa do Lobo tem hoje uma capacidade de atração de
famílias inquestionável, se se mantiverem os serviços públicos ainda existentes
como é o caso da escola que apresenta excelentes condições para o desenvolvimento das crianças em causa, 31 alunos (16 no Jardim
de Infância
e 15 na Escola Primária), que desde 2ª feira passada,
não têm frequentado as aulas que merecem por direito.

O Presidente da Autarquia qualifica a decisão do Governo de encerramento
desta Escola Primária, de absurda,
injustificada e inaceitável, uma vez que a autarquia se disponibiliza para assegurar
os custos inerentes à contratação de um professor, e será sempre solidário com
os seus munícipes numa luta que é de todos e não apenas dos pais e dos alunos
envolvidos”, refere a autarquia em nota de imprensa que fez chegar à nossa redação.

8 comentários a "Borges da Silva esteve hoje de manhã no Ministério da Educação"

  1. Poderiam ser mais 7 alunos , se a nossa junta da Lapa, trabalha-se no sentido de sensibilizar os pais dos alunos que foram matriculados fora , fossem matriculados na Escola da Lapa,podendo a posterior pedir a transferência, como se verificou noutras escolas e muito bem.
    Mas para isso teriam que os elementos da Junta dar o exemplo de os matricular na nossa Escola, mas parece que deram o exemplo contrário.

  2. Afinal há aqui uma historia mal contada.

    Onde aparece o agrupamento de canas.
    Já sabiam do encerramnto a 1 ano, nada comunicaram ou não querem que se saiba que o jardim tambem pode ter os dias contados, sendo assim todos os alunos vao para CANAS?????

    • Pois também acredito que a Junta de Freguesia já soubesse do encerramento, não foi por coincidência , que os membros da Junta matricularam os filhos e netos fora da nossa Escola e até fora do concelho. anda tudo a enganar o Zé Povinho

  3. Cnas manda pá.

    O resto ainda esta pra vir

  4. O pa, afinal o que vai acontecer a educação nas aldeias … extinguir e passar tudo para as vilas não é.

    Alguem se deve estar a rir disto tudo e mais não digo…………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

  5. Com isto tudo os prejudicados são os alunos, que esta semana não tiveram aulas pensem bem nisso, está alguém a aproveitar politicamente, a campanha já começou!

  6. Tenho pena é das crianças, que estão sem aulas e a serem vergonhosamente manipuladas.
    Em 1º lugar esta lei (boa um má) já existe há muitos anos. Vem do tempo da ministra que apanhou recentemente pena suspensa – Maria de Lurdes Rodrigues, e tornada ainda mais dura pelo atual Governo.
    Ou seja, ninguém ficou AGORA surpreso ou escandalizado. Os que agora se indignam, quais virgens ofendidas, já sabem há muito tempo (anos) que com menos de 20 alunos não é autorizada a abertura do estabelecimento. Então o que falhou? TODOS. O Agrupamento, a Câmara e a Junta. Tiveram tempo mais que suficiente para juntar esforços para chegar aos 20 alunos (e não era difícil. A situação já aqui foi comentada – os que foram estudar "para fora", matriculavam-se antes na Lapa e depois pediam transferência -, ou, ainda melhor, sensibilizavam os pais para o efeito). Em vez de andarem agora "depois de casa roubada…" com reuniões diárias, manifestações e porta a porta, deviam tê-lo feito antes, com sessões de sensibilização, reuniões com a população, sensibilizando-a para a inscrição dos miúdos que não queriam ficar na escola e alertando-a para tudo o que estava em jogo, nomeadamente o seu encerramento e o mal que causava à terra e freguesia da Lapa do Lobo.
    Mas não! Para isso era preciso pensar, planificar, trabalhar na sombra… e não dava direito a holofotes, a primeiras páginas de jornais, a televisões em direto e outras promoções pessoais, selfies e afins. E não dava também para marcar pontos junto à população como paladino intransigente da defesa dos interesses das populações, nem junto ao partido e à estrutura distrital e nacional nos ataques aos mauzões do ministério.
    Enfim… é o que temos. Sempre foi assim, e sempre assim será.
    Reitero, tenho muita pena das crianças.
    NELAS XXI.

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