Violentas acusações entre Borges da Silva e Manuel Marques foram o destaque da reunião de Câmara

– Javardo, bipolar e esquizofrénico político, burro, asno e jumento jurídico, foram alguns dos impropérios usados

A última reunião de Câmara de Julho ficou marcada por um agudizar da tensão política e pessoal entre o presidente, Borges da Silva, e o ex vice, Manuel Marques. O polémico tema das descargas poluentes da Borgstena veio de novo à tona, no período antes da ordem do dia, com Marques a questionar “os efluentes da Borgstena continuam a ser lançados na Ribeira da Pantanha ? Fui ao local e verifiquei isso mesmo”, afirmou. Borges da Silva respondeu que “dado o descaramento da questão respondo no prazo legal de 10 dias, pois o vereador Marques vem com o propósito de ajavardar a reunião”, acusando ainda o seu opositor de “não estar no seu estado normal”.
“O único javardo aqui é o Sr. Presidente”, retorquiu o vereador centrista, o que fez exaltar ainda mais Borges da Silva, que acabou por interromper a reunião durante 5 minutos. O presidente da Câmara acabou por pedir desculpa pela situação criada e pelos excessos cometidos, justificando que “já tive uma reunião no meu gabinete com a oposição para abordar este assunto”. “O Dr. Manuel Marques é que ligou os esgotos à Ribeira da Pantanha e os poços que mandou fazer valem zero”, reafirmou para revelar que a opção tomada pelo atual executivo foi “colocar os motores a funcionar para a ETAR 2 de Nelas ficar operacional, o que irá ser feito nas férias da Borgstena”, revelou, recordando que “o Concelho estava uma miséria em relação ao ambiente e caminhos florestais e anda o vereador Marques a meter todos os dias requerimentos sobre o que estamos a fazer. Temos consciência que foi também pela questão ambiental que o anterior executivo perdeu as eleições, pois abandonou todas as ETAR´s”.

“Se dentro de 4 anos os problemas ambientais não estiverem resolvidos, assumo que será um falhanço meu”

“Se dentro de 4 anos não tiver resolvido os problemas ambientais do concelho, considero que será um falhanço pessoal”, declarou Borges da Silva, que voltou a criticar Manuel Marques por “andar ontem a ver os esgotos com o Prof. Luís Pinheiro em vez de vir falar comigo”, situação que foi negada pelo vereador do CDS/PP que garantiu : “andei sozinho a ver os esgotos – não tenho medo de andar sozinho”.
O vice presidente da autarquia, Alexandre Borges, saiu também em defesa do executivo e lançou duras críticas a Manuel Marques : “o sr. ajavarda a política e tem problemas com o seu dicionário – não tem vergonha e os únicos industriais para si são os banqueiros. A Borgestena está a descarregar para a Ribeira da Pantanha tal como o sr autorizou, porque deixou as ETAR´s todas paradas. Seja coerente com o que fez no passado, isto não é um circo e interiorize finalmente que perdeu as eleições”. Marques reagiu afirmando que “só tenho vergonha de ver aqui sentado um vice-presidente que tanto mal fez ao Concelho, que o incendiou”, com Alexandre Borges a acusar Marques de ter estado 31 anos ligado à Câmara e deixado “o concelho neste estado”.

Borges da Silva assegura que não existe na autarquia “nenhuma autorização de obra sem o respetivo compromisso”

Aludindo a uma questão que Manuel Marques tem vindo a levantar no meio político local, Borges da Silva veio esclarecer que “não existe nesta câmara nenhuma autorização de obra sem o respectivo compromisso, a sua maneira de fazer política é pidesca e você não está no seu estado normal”.
“A política pidesca é para comprovar os factos. Quem não deve teme e eu saí daqui mais pobre do que quando entrei”, respondeu Marques que aproveitou para consultar os seus arquivos e afirmar que “o sr. presidente votou em 2008 ou 2009 favoravelmente a solução que apresentámos para os efluentes da Borgstena”. Em tom irónico, Borges da Silva apenas confirmou que “em 2008 fiz o pino porque estava em forma”.
“Você veste 2 fatos – um quando é poder outro quando é oposição – ou sofre de bipolaridade ou é esquizofrenia política, mas não quero andar à porrada e nesse aspecto até tenho medo de si”, criticou ainda Alexandre Borges.
Um dos temas abordados no período da ordem do dia, como já demos conta, foi a situação do encerramento das 4 escolas EB1 e a carta educativa. Artur Jorge Ferreira (PSD) defendeu que em Canas de Senhorim não se justifica a construção de um centro escolar, posição que contrastou com a do presidente da Câmara, sustentando que “com cerca de 200 alunos entre o 1º ciclo (165) e pré-escolar (44) claro que se justifica o centro escolar em Canas”. Na fase final da reunião ainda houve tempo para mais uma acalorada troca de insultos, com Borges da Silva a apelidar Manuel Marques de burro, asno e jumento jurídico a propósito da insistência de Marques sobre a eventual obrigatoriedade da autarquia (na sequência do contrato de comodato das antigas instalações da Federação Vitivinícola) em proceder a obras no edíficio da Federação de vinhos,  na sequência do contrato de comodato que celebrou com a CVR Dão. Borges da Silva sublinhou que no contrato está claro que “eventualmente a autarquia poderá fazer as ditas obras”, ou seja “a isso não está obrigada”. “Só um “burro jurídico transforma obras eventuais a fazer no futuro, com obras já comprometidas”concluiu o presidente da Câmara.

12 comentários a "Violentas acusações entre Borges da Silva e Manuel Marques foram o destaque da reunião de Câmara"

  1. mANEL MARQUES não se conforma, o seu amigo de Canas Lp convenceu-o que ainda era vice-presidente e podia autorizar o pagamento das faturas…………………………. eiha

  2. Para quando a divulgação das contas do mandato anterior? Tanta energia quando ganharam as eleições, afinal deixaram a CAMBRA de tanga oub foi falso alarme?

  3. Saber sair é uma virtude
    Saber perder honra os vencidos

    Este estilo guerrilheiro não ajuda nada politicamente
    um pré candidato

    Esta conduta "quantos são?" já teve o seu tempo

    Mudar é sempre possível

  4. Pois é caro comentador das 00:25, pergunte ao seu presidente quantas obras já fez o seu executivo sem procedimentos, já temos algumas provas

  5. Fina educação. Será que o primeiro predicado de um político concelhio é a sua falta de civismo? A capacidade de gestão não parece ser…. Imagino os assuntos da Câmara a serem tratados por este tipo de personalidades….pobre Concelho…

  6. Releve-se no campo ainda da Educação a forma civilizada como o José Borges tratou o Marques, apodando-o diversas vezes de burro. Para não falar nos seus habituais e conhecidos tiques de arrogância e prepotência do aqui quem manda sou, à boa maneira do Zé Correia. No fundo, o Zé Borges e o Manel Marques são também seus discípulos. Estão bem um para o outro. E assim (não) vai o nosso concelho…

  7. Acho piada ao habitual comentador do regime que por aqui anda no blog a tentar branquear o comportamento inqualificável do presidente na câmara na dita reunião. O Marques de facto não é exemplo. Pois não é. Tem muitos telhados de vidro? Pois tem. Mas já todos sabemos isso. E por isso foi justamente destituído. Por não aprovarmos os seus métodos e ações. E o NOVO executivo? E o comportamento do Borges da Silva? E o do seu vice, que até fala em porrada. Era para ter piada? Era para ser engraçadinho? É tudo uma brincadeira para estes senhores governar o concelho? Que imaturidade. Que falta de estatura e de nível. Que tristeza de exemplos. são estes aos nossos governantes e oposição? Enfim… deve ser o nosso fado.

  8. O que dirá agora o Adelino. Ele criticava, e bem, o Marques o que diz agora dos Borges? Deve ser por isso que já não aparece.

  9. a dieta inesperada (perda de eleições) é dura, o maior problema da oposição é reivindicar o pagamento aos empreiteiros, por despesas efetuados via telefone, pensaram que a câmara era uma empresa sua (se fosse não faziam)—————-

    • estará aqui uma boa explicação????
      Quem sabe????

      A "Suiça" alberga muitos emigrantes que precisam

  10. Que falta de nível de parte a parte. Como diria o outro "Jumentos Autárquicos".

  11. Depois de isto tudo, Adelino Amaral, já não direi que se sente simplesmente envergonhado, mas sim todo o Partido Socialista, eu vou entregar o meu cartão.

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