Comemorações do feriado municipal no Carregal marcadas pela homenagem póstuma a Cátia e Bernardo

– O Secretário de estado da administração pública, João Almeida, esteve presente na homenagem aos bombeiros que tragicamente desapareceram no grande incêndio do Caramulo no Verão de 2013

Homenageados Bombeiros vítimas do incêndio de 2013 no Caramulo

As comemorações do Feriado Municipal tiveram início pelas 09h00m com uma Missa de Sufrágio na Igreja de S. Brás. Seguiu-se o Hastear da Bandeira junto aos Paços do Concelho onde o Secretário de Estado da Administração Interna, Dr. João Almeida, foi recebido por autarcas e população do Concelho e onde não faltaram alguns deputados da Assembleia da República, eleitos pelo Círculo de Viseu.
Cumprindo o protocolo, o Secretário de Estado presidiu seguidamente a Sessão Solene no Salão Nobre do edifício da Câmara Municipal, sendo a mesa constituída pelo Presidente da Câmara (Rogério Mota Abrantes), pelo Presidente da Assembleia Municipal (Dr. Jorge Gomes), pelo Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (Major General Francisco Grave Pereira), pelo Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (Dr. Jaime Soares), pela Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (Dr.ª Ana Abrunhosa) e pelo Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu (Dr. Rebelo Marinho).
Nesta cerimónia de homenagem aos bombeiros da corporação de Carregal do Sal, João Almeida ouviu do Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Jorge Gomes, algumas preocupações “Com o encerramento de alguns serviços de proximidade essenciais ou com a diminuição de valências de outros, sem incentivos de qualquer espécie … ciclicamente são avançadas propostas de reorganizações administrativas, que sabemos onde nos levam: extinção de freguesias, como aconteceu recentemente e no horizonte paira sempre a possível reformulação, extinção ou agregação de concelhos.”
Hermínio da Cunha Marques foi o orador seguinte, procedendo ao lançamento da sua obra “As Finanças que eu vivi”. 
As condecorações começaram com a atribuição da Medalha de Mérito Municipal Desportivo ao nadador Francisco Rafael Batista Gouveia, entregue pelo vereador do pelouro José Batista. 
Momento alto das comemorações do Feriado Municipal foi a homenagem prestada aos Bombeiros que lutaram contra as chamas do Caramulo. Cátia Pereira e Bernardo Cardoso, foram distinguidos a título póstumo com a Medalha de Honra e Distinção de Cidadãos Honorários. Nuno Pereira e José Sabino, sobreviventes da tragédia, foram também homenageados recebendo a Medalha de Mérito Municipal Humanitário.
Jaime Soares garantiu que as famílias dos bombeiros estão “a receber todo o apoio ao alcance das estruturas. Temos agora uma verba suplementar que veio do Governo de Timor, que chega com a definição de como deve ser distribuída. Pensamos, dentro de dias, dar início a essa distribuição”. Explicou que se trata de “um subsídio complementar para os familiares dos mortos” e de “um subsídio de invalidez, à dimensão de incapacidade de cada um. O resto dessa verba será distribuído por todas as associações e corpos de bombeiros de Portugal”.
O Presidente da Câmara, Rogério Mota Abrantes, na sua intervenção referiu “As medalhas e os diplomas entregues representam, assim, o registo, o apreço e a certeza de que em cada momento das nossas vidas iremos sempre lembrar quem, tantas vezes de forma desigual, não baixa os braços e luta, luta sempre, pelo bem-estar dos seus concidadãos e fizeram-nos viver, hoje, aqui, momentos de particular importância.
O lançamento do livro “As Finanças Que Eu Vivi”, do escritor, historiador e grande amigo carregalense Hermínio Cunha Marques, a quem de forma singela assinalo a minha gratidão, por todo o seu profissionalismo, rigor e magnífico trabalho de investigação e de escrita sobre o Concelho, cujo legado perpetuará para os vindouros e que de outra forma não seria possível garantir. 
A condecoração do jovem nadador do ano, Francisco Gouveia, que imbuído no espírito de bem-fazer, apesar da sua juventude, soube ser exemplo para os demais no campo desportivo, concretamente, no Circuito Intermunicipal de Natação.”
Finalizando o seu discurso, o presidente da edilidade fez um balanço das “Festas do Concelho que, de 13 a 21 de julho, mostraram bem as capacidades de saber e de saber fazer das gentes de Carregal do Sal. Através de múltiplas iniciativas, desde a animação, diversões e folia à divulgação da cultura, do artesanato, da gastronomia, aos produtos locais, assumindo o vinho honras de destaque, bem ladeado pelos nossos queijos e pela nossa ginja.
Ao mesmo tempo, lançaram-se, provavelmente, as sementes para uma desejável e pujante Feira Comercial e Industrial, que, nesta edição piloto, contou com cerca de vinte e um expositores, bem demonstrativo do que se vai fazendo de norte a sul do Concelho e, ao mesmo tempo, do muito que ainda está por fazer e pode ser feito. 
A promoção do Concelho e do que é nosso, as realizações das nossas gentes, a preservação de valores e da cultura popular foram e hão de continuar a ser o fio condutor e aglutinador desta iniciativa, sem embargo de melhorar, quando necessário, este ou aquele aspeto.
É nossa obrigação estarmos atentos, de modo a responder e corresponder a tudo o que possa estar associado e rentabilizar os nossos recursos endógenos, independentemente da origem das respetivas iniciativas empreendedoras.
A Câmara Municipal não abdicará deste seu papel e fará o que estiver ao seu alcance, com rigor e critério, para garantir esse objetivo.”
A finalizar as comemorações do Feriado Municipal, o representante do Governo, Dr. João Almeida, sublinhou que o melhor tributo é evitar que situações como o incêndio do Caramulo voltem a acontecer: “ter mais formação e com mais qualidade, ter mais treino com mais qualidade, melhores equipamentos de proteção, melhores comunicações e condições no terreno para que os bombeiros desempenhem com mais segurança a sua missão”, apontou.
Informou que o Governo está a trabalhar até ao final do ano numa lei de financiamento que “permita aos bombeiros portugueses não passarem pela situação de terem de estar sempre a pedir o que é seu por direito e poderem ter um financiamento estável e digno que lhes permita o exercício da funções de proteção e socorro com uma dignidade que hoje em dia não é possível”.

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