PACTO 2020- Rotas Do Desenvolvimento no Carregal

Atentos aos desafios do próximo Quadro Comunitário de Apoio, a Câmara Municipal de Carregal do Sal e a ADICES realizaram ontem, ao final da tarde, uma sessão de trabalho com o objetivo de preparar o próximo plano de desenvolvimento para o território.
A iniciativa decorreu no restaurante Pátio das Conversas e contou com colaboração/participação de Joaquim Sidónio, em representação da DRAPC – Direção Regional de Agriculturas e Pescas do Centro.
Perante as cerca de 30 pessoas presentes, entre as quais presidentes de juntas de freguesia, associados da ADICES, representantes de empresas do Concelho, Rogério Abrantes abriu os trabalhos saudando todos e alertando para a necessidade de se adotarem medidas que contribuam para o desenvolvimento do território proporcionando a fixação de pessoas.
Joaquim Sidónio, da DRAPC, reportou-se à capacidade empreendedora e ao facto de os números dizerem que cada vez existem mais pessoas a dedicarem-se à agricultura. Por isso, é imperativo que se dinamize a Bolsa de Terras e que continuem a existir medidas para quem quer investir.
Regina Lopes foi a oradora que se seguiu. A coordenadora da Adices fez o retrato resumido do território e em particular de Carregal do Sal apresentando dados que consubstanciam a crise e que se refletem ao nível da diminuição da densidade populacional; de a população ser cada vez mais envelhecida; da diminuição drástica do número de explorações agrícolas assim como de produtores. Sinal positivo no Concelho, frisou Regina Lopes, é que “a população até aos 29 anos tem um peso interessante em relação àquela que se prepara para sair da vida ativa.”
Seguiu-se a realização de trabalhos de grupo. As conclusões dos grupos foram consensuais. Ao nível das ameaças destaque para o êxodo da população; mentalidade individualista; baixo índice de industrialização; a taxa de natalidade; a aversão ao risco e ao empreendedorismo e o parcelamento.
Entre os recursos/oportunidades, destacou-se a diversidade e riqueza dos recursos naturais (serra, floresta, clima, água); o património; as acessibilidades e localização geográfica privilegiada; a hospitalidade, a gastronomia e o associativismo.
No âmbito das linhas estratégicas da Estratégia de Desenvolvimento Local 2014-2020, os grupos enumeraram a necessidade de identificar e potenciar os recursos existentes e consequentemente o turismo, através de uma rede regional; de educação/formação e de dinamização da Bolsa de Terras.
No fim, Regina Lopes apresentou as linhas base do programa CRER 2020 afirmando que se trata de um programa assente em três características – inteligente; sustentável e inclusivo. Adiantou que o que se sabe até agora é que ele vai apostar muito na competitividade (37,23% dos fundos), valorizando a produção agrícola e no desenvolvimento do potencial humano.
No fim da sessão de trabalho, a que se seguirão outras após o período de férias, foi realizada uma prova de produtos locais.




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