BLC 3 situada em Oliveira do Hospital com luz verde para arrancar com produção de biocombustíveis

A BLC3- Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro está em condições de levar por diante o projeto em torno da produção de biocombustíveis. O financiamento para o projeto de três milhões de Euros foi aprovado.
“Hoje é um dia importante para a história da região interior de Portugal”, refere em comunicado a BLC3 que acaba de obter luz verde para a prossecução daquele que é o principal projeto da Plataforma sedeada na Zona Industrial de Oliveira do Hospital.
Trata-se da criação do primeiro centro de investigação dedicado à região interior e à valorização dos recursos naturais para a produção de biopetróleo, substitutos de gasolina e gasóleo e outros bioprodutos para a produção de materiais e produtos”Verdes”.
“A BLC3 tem estado a trabalhar há dois anos para conseguir financiamento para arrancar com um dos mais importantes projetos tecnológicos nacionais”, refere em comunicado.
O projeto tem como objetivo a criação de um centro tecnológico e de inovação de excelência ligado às áreas das Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos, bem como a centralização de uma rede de cientistas, técnicos e empresas internacionais. O segundo objetivo é a construção de um piloto (prova de conceito) para a produção de biopetróleo através de matos e incultos.
A BLC3 lembra que “Portugal apresenta cerca de 3 milhões de hectares de matos e incultos, denominados por territórios abandonados e sem atividades económica os quais originam o grave problema dos incêndios florestais”. “Para além disso, tem cerca de 3,1 milhões de hectares de floresta que gera resíduos que não estão a ser valorizados por dificuldades de viabilidade económica. Portugal apresenta, ainda, uma elevada dependência petrolífera e prejuízos económicos elevadíssimos com os incêndios florestais que prejudicam muito a balança comercial do setor florestal”, acrescenta
A BLC3 não tem dúvidas de que “o caminho é o desenvolvimento de tecnologias que valorizem estes territórios e recursos com maior valor acrescentado: as denominadas bioindústrias e biorrefinarias”
In Correio da Beira Serra 

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