Criado em Oliveira do Hospital o primeiro departamento de bioeconomia do país

A associação e incubadora BLC3, que se foca no desenvolvimento da região Interior Centro, criou um Departamento de Bioeconomia, que vai apoiar e incentivar projetos que se foquem nos recursos naturais da região, de forma a combater a desertificação.
Este departamento, que segundo João Nunes, diretor da BLC3, é “o primeiro do género no país”, terá uma equipa multidisciplinar de mais de vinte investigadores, que prestarão apoio quer na criação de um plano de negócios, quer no desenvolvimento das tecnologias associadas aos projetos que sejam apoiados.
“A bioeconomia valoriza o próprio território e permite fixar a atividade económica na região”, referiu João Nunes, considerando que no interior de Portugal é necessário “apostar na massa crítica, nos jovens e em projetos de base tecnológica” para se conseguir “evitar o abandono do interior”.
Segundo João Nunes, há muitas áreas que poderão ser aproveitadas na região Interior Centro, tais como “a utilização dos matos incultos de território abandonado para criar produtos substitutos do petróleo”, criação de “projetos ligados à inovação na floresta ou à inovação na produção agrícola de produtos diferenciadores”, ou ainda negócios relacionados “com cogumelos ou com queijo”.
“É necessário haver projetos que valorizem o próprio território”, de forma a colmatar as “dificuldades em fixar jovens”, numa região com “um tecido económico mais fraco”, defendeu.
A BLC3 já “incubou 16 projetos”, tendo sido investidos cerca de 3,9 milhões de euros, grande parte “de financiamento europeu”, informou o responsável, salientando que a idade média dos promotores dos projetos “situa-se entre os 30 e os 33 anos”.
Neste momento, há mais 3,1 milhões de euros para projetos futuros, acrescentou.
João Nunes salientou também a presença da BLC3 numa rede europeia, que conta com 53 universidades e centros tecnológicos que abordam a questão da “bioeconomia”.
A BLC3 trabalha com projetos nos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil Góis e Seia, tendo também algumas participações nos concelhos de Coimbra, Celorico da Beira, Viseu e Aveiro.
Lusa

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