Manuel Marques afirma não ter sido convidado por Borges da Silva para se associar à assinatura do protocolo com o grupo Aquinos

– Gabinete de Apoio à Presidência de Borges da Silva afirma categoricamente que o vereador do CDS/PP foi convidado por mail (e pessoalmente na reunião de Câmara) e lamenta a ausência de todos os vereadores da oposição nos eventos da passada Quarta Feira.
     

   O vereador do CDS-PP e ex vice presidente da Câmara, Manuel Marques, mostrou o seu veemente protesto e indignação, revelando ter sido “excluído” pelo presidente da autarquia, Borges da Silva, na receção ao Secretário de Estado da Inovação, na visita à Movecho e na assinatura do protocolo com a empresa AQUINOS, que se vai instalar nas antigas instalações  da Johnson Controls. Foi na última reunião de Câmara, que fez uma declaração a condenar a alegada atitude de Borges da Silva.



  Entretanto contactado pelo nosso jornal, o Gabinete de Apoio à Presidência de José Borges da Silva, rejeita a acusação de Manuel Marques, confirmando que o convite “foi enviado por mail e foi feito pessoalmente na reunião de Câmara que antecedeu o evento”. “Neste momento há uma grande dinâmica no concelho, que já está a beneficiar empresas e famílias e isso é muito mais importante do que os desagrados do Sr. Vereador Manuel Marques”, adiantou o GAP, ao mesmo tempo que deixa o seu lamento “por num dia tão marcante e histórico para o concelho e depois de terem sido todos convidados, os 3 vereadores da oposição não terem comparecido a nenhum dos eventos”, frisando ainda que “apenas não foram convidados para o almoço, pois era um almoço de negócios, em que não fazia sentido estarem presentes os 7 vereadores, mas apenas os vereadores do executivo”.
DECLARAÇÃO de Manuel Marques na reunião de Câmara 12 de Março : 
Tive conhecimento através da imprensa que Sua Excelência o Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competividade, Pedro Gonçalves, visitou algumas instalações industriais do nosso concelho, designadamente a prestigiada unidade fabril MOVECHO, que em contra ciclo ao do País continuou e continua a ampliar a sua unidade industrial, criando riqueza e postos de trabalho. Ao que li, o Secretário de Estado será recebido no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Tive também conhecimento que o atual presidente da Câmara Municipal de Nelas, convidou algumas personalidades e instituições, nomeadamente os outros dois vereadores da Coligação PPD/PSD-CDS/PP, para se associarem à assinatura do Protocolo de Promoção do Crescimento e Sustentabilidade Económica entre a Autarquia e o GRUPO AQUINOS.
Quero manifestar o meu profundo protesto e indignação pelo facto do presidente da câmara municipal de Nelas não me ter dado conhecimento destes dois factos e sua dualidade de critério.
Só o ódio que o presidente da câmara municipal de Nelas e seus colaboradores diretos nutrem contra a minha pessoa,  motivou tal atitude.
Sou um autarca eleito democraticamente pelas populações do concelho de Nelas, com direitos estatuídos nas normas em vigor no ordenamento jurídico português, quer queiram quer não, não prescindo deles e independentemente das ameaças, a minha voz nunca se calará na defesa da vida politica democrática do meu concelho.
É sobejamente conhecido que não há razões para me afastarem de estar na presença dos nossos industriais. Pois, nunca os persegui e nunca lhe solicitei para o meu interesse pessoal qualquer favor, nem qualquer tipo de avenças.
Continuarei sempre disponível para o que eles acharem por necessário.
Nunca aceitarei que qualquer atividade politica pública referente á industrialização do meu concelho dela não me seja dado conhecimento.
Todos nós sabemos do “modus operandi” do atual presidente da câmara de Nelas, para capitalizar para si todo o protagonismo, o que para mim é irrelevante e não me preocupa.
Preocupa-me sim, a dupla personalidade do presidente da câmara em apregoar a todos os ventos o seu lado democrático, quando na realidade é exatamente o contrário.
Preocupa-me também a opinião que os industriais do meu concelho possam formalizar, por eu, enquanto autarca, não estar presente nestes atos de industrialização, de elevada importância para Nelas.
Quanto ao demais é acessório, porque sou daqueles que entendo que a causa nobre é a criação de emprego, venham eles pela mão de quem quer que seja.
Esta atitude do presidente de câmara de Nelas, impediu que organizasse a minha agenda para me associar a estas cerimónias, o que desde já quero pedir humildemente as minhas desculpas pela minha ausência, por imposição de depoimento como testemunha no Posto de Penacova, da Guarda Nacional Republicana, pelas 15H00, em especial à administração da Movecho, na pessoa do meu ilustre amigo Luís Abrantes e também à Administração do Grupo AQUINOS.
O vereador do CDS, eleito nas listas da coligação PPD/PSD-CDS/PP

9 comentários a "Manuel Marques afirma não ter sido convidado por Borges da Silva para se associar à assinatura do protocolo com o grupo Aquinos"

  1. só o próprio deu conta da sua falta…….. ainda não percebeu que apenas e só tem direito a 1 voto, os abusos de poder e o monopolio de intervenção nas reuniões no anterior executivo não lhe dão o direito de falar quando quer e lhe apetece em prejuizo do tempo que os outros intervenientes devem ter.

  2. Estas tão enganado.

  3. Que é isso de "Gabinete de Apoio à Presidência de Borges da Silva"???? Não será antes Gabinete de Apoio aos "Boys"?
    Recebi esta semana notificação para pagar o IMI e é pornográfica a taxa que se paga em Nelas.
    Cortem as "gorduras " que há na Câmara e poupem os contribuintes.
    Que anedota é essa de Gabinete de Apoio à Presidência. não será antes Gabinete de Propaganda à Presidência?

  4. Ora deixa cá ver.
    52 semanas vezes 4 anos é igual a 208 comunicados

  5. Exatamente GAP (Gabinete de Apoio à Propaganda).
    Deveria diminuir o IMI conforme prometeu e também o preço da água para as famílias carenciadas.
    Com a cobrança da água que disse que iria fazer dá para isso tudo, ou ele já se esqueceu dos números.

  6. Ninguém prometeu baixar o IMI. Até porque estão condicionados durante 20anos, graças ao vosso amigo berrão.
    O gap, desde que seja para propagandear o que se faz, venham mais propagandas dessas!

    • O pior é quando é para "propagandear " o que não se vai fazer, como sucedeu com o governo do Eng. Técnico
      Sócrates, do qual ainda estamos à espera dos 150.000 empregos prometidos!

  7. VISTO NA NET

    “A broa dos velhos”
    A República vive da mendicidade. É crónico. Alexandre de Gusmão, filósofo, diplomata e conselheiro de D. João V, acentuava que, depois de D. Manuel, o país era sustentado por estrangeiros.
    Era o Séc. XVIII. A monarquia reinava com sumptuosidades, luxos e luxúrias.

    A rondar o Séc. XX, Antero de Quental, poeta e filósofo, acordava em que Portugal se desmoronava desde o Séc. XVII. Era pedinte do exterior.

    A Corte, sempre a sacar os cofres públicos, ia metendo vales para nutrir nobrezas, caçadas, festanças e por aí fora….

    Uma vez mais, entrou em bancarrota. Declarou falência em 1892.

    A I República herdou uma terra falida. Incumbiu-se de se autodestruir. Com lutas fratricidas e partidárias. Em muito poucos anos, desbaratou os grandes princípios democráticos e republicanos que a inspiraram.

    O período posterior, de autoritarismo, traduziu uma razia deletéria sobre a Nação. Geriu a coisa pública por e a favor de elites com um só pensamento: o Estado sou eu. Retrocedia-se ao poder absoluto. A pobreza e miséria dissimulavam-se no Fado, Futebol e Fátima.

    As liberdades públicas foram extintas. O Pensamento foi abolido. Triturado.

    O Povo sofria a repressão e a guerra. O governo durou 40 anos! Com votos de vivos e de mortos.

    A II República recuperou os princípios fundamentais de 1910, massacrados em 1928.

    Superou muitos percalços, abusos e algumas atrocidades.

    Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1976, que se faria Justiça ao Povo.

    Ingenuidade, logro e engano.

    Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas públicas.

    Nada aprenderam com a História. Ignoram-na. Desprezam-na.

    Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de crédito de plafond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.

    O país faliu de novo em 1983. Reincidiu em 2011.

    O governo arrasa tudo. Governa para a troika e obscuros mercados. Sustenta bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político.

    Ao seu Povo reservou a austeridade. Só impostos e rombos nas reformas.

    As palavras "Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico.

    Há direitos e contratos com bancos, swaps, parcerias. Sacrossantos.

    Outros, (com trabalhadores e velhos) mais que estabelecidos há dezenas de anos, cobertos pela Constituição e pela Lei, se lhe não servem propósitos, o governo inconstitucionaliza aquela e ilegaliza esta. Leis vigentes são as que, a cada momento, acaricia. Hoje umas, amanhã outras sobre a mesma matéria. Revoga as primeiras, cozinha as segundas a seu agrado e bel- prazer.

    É um fora de lei.

    Renegava a Constituição da República que jurou cumprir. Em 2011, encomendou a um ex-banqueiro a sua revisão. Hoje, absolve-a mas condena os juízes que, sem senso, a não interpretam a seu jeito!!!

    Os empregados da troika mandam serrar as reformas e pensões. O servo cumpre.

    Mete a faca na broa dos velhos.

    Hoje 10, amanhã 15, depois 20%.

    Até à côdea. Velhos são velhos. Desossem-se. Já estão descarnados. Em 2014, de corte em corte (ou de facada em facada?), organizará e subsidiará, com o Orçamento do Estado, o seu funeral colectivo.

    De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?"

    DE QUE SERVE TER UM GOBERNO
    MAIS TROYQUISTA QUE A TROICA?

    • Sr. Anónimo das 9:50,
      Vê-se que aprendeu muito nas férias que passou em Cuba e na Coreia do Norte,de onde deve ter trazido um bom contrato com estes países para nos emprestarem o dinheiro para aumentar o seu ordenado, repor as reformas e pagar aos Funcionários Públicos. Demagogia de partidos que nunca vão ser Governo.

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