“Tendo alguma capacidade financeira excedentária, resolvi colocá-la ao serviço de uma causa : a Fundação Lapa do Lobo”

– Carlos Cunha Torres afirmou no programa SOCIEDADE CIVIL da RTP 2 que se “irrita um pouco” quando lhe é perguntado “o que tem a ganhar em troca pelos apoios que dá” pois “em Portugal há a ideia que tudo tem que ter um ganho material” e neste caso “é só o gosto em ver a influência da nossa ação no desenvolvimento da região onde estamos inseridos”.
    “Felizmente a minha vida como empresário correu-me bem e tendo alguma capacidade financeira excedentária, resolvi pô-la ao serviço de uma causa – estou numa fase da vida em que estou bem, não preciso de mais do que aquilo que tenho e pensei em colocar ao serviço da Fundação Lapa do Lobo essa capacidade financeira” clarificou Carlos Torres sobre a ideia da criação da Fundação que dirige com a sua família, à jornalista Eduarda Maio, no passado dia 25 de Fevereiro, aquando da sua presença no programa SOCIEDADE CIVIL da RTP 2.
   O presidente do Conselho de Administração da Fundação, destacou relativamente ao tempo que disponibiliza para a Fundação, que  “fala-se muito em voluntariado, e eu também vou exercendo o meu cargo de dirigente da Fundação em regime de voluntariado puro, e não poderia ser de outra forma : hoje já me posso dar ao luxo de gastar, não é perder, algum tempo com a Fundação Lapa do Lobo, porque é um projeto de vida”. Afirmou também no decurso da entrevista que se “irrita um pouco” quando lhe perguntam o que tem a ganhar em troca, havendo em Portugal “aquela ideia de que tudo tem de ter uma retribuição materialista”. “Eu respondo que o que recebo em troca é o grande gozo me dá, porque não tenho dúvida nenhuma de que esta Fundação vai ter uma influência muito grande no desenvolvimento intelectual, pedagógico e académico de toda a população a quem é dirigida”. Carlos Torres, aludindo à  primeira peça de teatro que a FLL realizou, revelou que “houve uma senhora de 70 e tal anos que se agarrou a mim a chorar e me disse que pela primeira vez viu uma peça de teatro. Isto, de facto, dá um gozo muito grande!”. 
     No elenco que fez da vasta acção da instituição, destacou que um dos seus principais objectivos é “a atribuição de bolsas de estudo ou outras formas de apoio estudantil a jovens da região,que sem esse apoio não poderiam prosseguir os estudos”. O também presidente da RESUL, tem esperanças de que surjam daqui bons exemplos de empreendedorismo e contributo social “como foi o meu caso”. “Sou daqueles que acreditam que as empresas devem prosseguir uma responsabilidade social. Se a Fundação Lapa do Lobo foi um projecto pessoal, meu e da minha família, também a empresa a que estou ligado deve prosseguir iniciativas ligadas à responsabilidade civil”. Reconhecendo que ainda há muito para fazer nesse campo, consegue percecionar “que começa a aparecer uma nova geração de empresários que está atenta a essa abordagem”.

1 comentário a "“Tendo alguma capacidade financeira excedentária, resolvi colocá-la ao serviço de uma causa : a Fundação Lapa do Lobo”"

  1. Para além de disponibilizar verbas o trabalho realizado é de uma enorme sensibilidade e de elevada qualidade cultural.
    A autarquia está a anos luz do vosso trabalho.

    PARÁBENS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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