ESSÊNCIA do VINHO arranca amanhã com mais de 3 mil vinhos em prova entre os quais TITULAR e FIDALGAS de SANTAR

A edição deste ano da Essência do Vinho abre portas amanhã no Palácio da Bolsa, no Porto, reunindo “mais de 3.000 vinhos de 350 produtores” e oferecendo provas de vinhos da Madeira do século XIX e do “champanhe preferido de Charles de Gaulle”.
As provas de “vinhos raros e exclusivos” são, uma vez mais, uma das grandes apostas da organização, a cargo da empresa homónima, em parceria com a Associação Comercial do Porto, disse à agência Lusa um dos seus diretores, Nuno Pires.

No primeiro dos quatro dias do evento são apresentados 13 vinhos do Porto Vintage 2011, que os especialistas dizem ter sido um ano excecional, seguindo-se, duas horas depois, uma prova de “vinhos da Madeira muito raros do século XIX”.

Um desses vinhos da Madeira é um Blandy`s Verdelho de 1887.

Nuno Pires explica que se verifica “um ressurgimento” dos vinhos madeirenses, cujas “exportações têm vindo a aumentar”.

Na sexta-feira, destaca-se a prova dos champanhes Drappier, que eram os “preferidos” do antigo presidente francês Charles de Gaulle, segundo realça a organização.

No sábado, é apresentada uma coleção de moscatéis de Setúbal produzidos desde 1955.

O programa antecipa o Mundial de futebol deste ano com o evento “Brasil, 12 cidades sede da Copa do Mundo, 12 vinhos, 12 receitas”, que terá lugar no último dia.

Trata-se de uma iniciativa que vai juntar “um trio brasileiro de especialistas: o crítico de vinhos Alexandre Lalas faz a seleção do que beber, a chefe de cozinha Luciana Plaas prepara os petiscos que vão a jogo e o crítico gastronómico Miguel Icassatti comenta cada momento da harmonização”.

O programa deste ano mantém a já clássica prova “Top 10 Vinhos Portugueses”, na sexta-feira, consiste na eleição, por um júri internacional, de um vinho do Porto Vintage, um branco e oito tintos.

Na mesma cerimónia em que serão divulgados os dez vinhos vencedores, a Câmara Municipal do Porto entregará os prémios portugueses anuais “Best of Wine Tourism”, da “Great Wine Capitals”, a rede de capitais de grandes vinhedos do mundo.

Com uma estrutura semelhante à das edições anteriores, o evento não esquece a ligação entre vinho e gastronomia e desafiou chefes, alguns com estrelas Michelin a prepararem “criações inovadoras”.

A Essência do Vinho – que os organizadores dizem a ser “a principal experiência do vinho em Portugal” – termina no domingo e mantém-se fiel ao Palácio da Bolsa.

O monumento, “com o seu glamour, oferece uma imagem positiva e de qualidade dos vinhos portugueses”, justifica Nuno Pires.

O responsável salientou que Portugal exportou “725 milhões de euros” de vinhos em 2013, o que representa um aumento de 2,4% face ao ano anterior.

“O volume diminuiu, mas o preço médio por litro aumentou 13,3 %”, assinalou, referindo que o vinho português é cada vez mais sinónimo de “qualidade”.

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