Manuel Marques reage aos números de Borges da Silva sobre a cobrança de água

O ex vice presidente da Câmara e
atual vereador do CDS, Manuel Marques, em nota de imprensa que fez chegar à
nossa redação, contesta os números apresentados pelo presidente da autarquia,
Borges da Silva, relativos à cobrança de água no concelho. Na entrevista que
nos concedeu na última edição, o autarca eleito pelo PS fala em “mais de
800 mil euros de água não cobrada em Nelas”, que representa “50% do
valor que é cobrado pelo concelho vizinho de Mangualde, pelo abastecimento a
Nelas”. Marques aconselha Borges da Silva a trocar de máquina de calcular,
pois afirma que “a máquina de calcular que comprou quando chegou em 29 de
Outubro de 2013, está necessariamente avariada”. Acusando o seu
antagonista de “vendedor de ilusões e de mentira” e de ter
“muitas dificuldade em lidar com a verdade”, sustenta que “o
valor  médio mensal de água paga ao
municipio de Mangualde até 2012, era de sensivelmente de 60 mil euros mensais,
ou seja, cerca de 720 mil euros anuais”. 
“Como pode o presidente da Câmara Municipal de Nelas argumentar e
defender tão tamanha inverdade, em relação a um valor de água não cobrada de
800 mil euros ?”, questiona o vereador do CDS que atira “com este
assunto o presidente da Câmara pretende obter no essencial dois objetivos: 1 –  arrastar-me para a discussão pública sobre o
incidente da água com o município de Mangualde, o que de todo não farei, pelo
respeito e consideração que tenho por o Dr. João Azevedo, quer enquanto homem,
quer enquanto Presidente da Câmara. Esquece-se o presidente da Câmara municipal
de Nelas, que a minha amizade com o Dr. João Azevedo, já vem dos nossos  progenitores e que para ambos a palavra de
amizade tem um enorme significado, lamentavelmente, para outros não existe no
seu dicionário.  Se o atual presidente da
Câmara Municipal de Nelas, quer efetivamente ser “escorpião” ferrando as costas
do seu colega de Mangualde que o faça, mas sem envolver  terceiros ; 2 – o atual presidente da Câmara
Municipal de Nelas faz-me lembrar os “cucos” uma simpática ave, que para não
ter trabalho em se reproduzir, destrói os ovos dos ninhos das outras aves
e,  lá coloca, de uma forma menos própria
o seus próprios ovos”. Marques faz ainda questão de lembrar “o
trabalho que foi feito pelo anterior executivo nesta matéria, que eu próprio
lhe expliquei, onde lhe referi que até Agosto de 2013, reduzimos o pagamento de
água ao município de Mangualde no montante de 124.145,95€ em comparação com o
ano de 2012”. “A política é uma causa nobre e séria e repito, os seu
protagonistas não podem passar de uns vendedores de ilusões e de
mentiras”, conclui o vereador do CDS.

13 comentários a "Manuel Marques reage aos números de Borges da Silva sobre a cobrança de água"

  1. Obrigado, Dr. Manuel Marques! Desmacare esse Borges da Silva, o verdadeiro escorpião, que se esconde com a máscara da ilusão! Borges da Silva e a sua segunda "Vitória de Piro"!

    • E verdade este homem, chega onde chegou, com fome de poder e vingança, o povo já começa a falar nos cantos com desilusões e mentiras.

    • O principal tiro no pé que ele deu chama-se CÂNDIDO… Conhecem vai dar PUM

  2. A bem da verdade, é bom que o sr Presidente esclareça a diferença de números , entre o que disse na entrevista aqui publicada e os dados, também aqui citados pelo Sr. Vereador Manuel Marques.

  3. A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA

    Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado.

    «Este Governo, o de Pedro Passos Coelho, nasceu de uma infâmia. No livro "Resgatados", de David Dinis e Hugo Coelho, insuspeitos de simpatias por José Sócrates, conta-se o que aconteceu. O então primeiro-ministro chamou Pedro Passos Coelho a São Bento para o pôr a par do PEC4, o programa que evitava a intervenção da troika em Portugal e que tinha sido aprovado na Comissão Europeia e no Conselho Europeu, com o apoio da Alemanha e do BCE, que queriam evitar um novo resgate, depois dos resgates da Grécia e da Irlanda.
    Como conta Sócrates na entrevista que hoje se publica, Barroso sabia o quanto este programa tinha custado a negociar e concordava com a sua aplicação, preferível à sujeição aos ditames da troika, uma clara perda de soberania que a Espanha de Zapatero e depois de Rajoy evitou.
    Pedro Passos Coelho foi a São Bento e concordou. O resto, como se diz, é história. E não é contada por José Sócrates que um dia a contará toda. No livro conta-se que uma personagem chamada Marco António Costa, porta-voz das ambições do PSD, entalou Passos Coelho entre a espada e a parede. Ou havia eleições no país ou havia eleições no PSD. Pedro Passos Coelho escolheu mentir ao país, dizendo que não sabia do PEC4. Cavaco acompanhou. E José Sócrates demitiu-se, motivo de festa na aldeia.

    Detenho-me nesta mentira porque, quando as águas se acalmam no fundo poço, é o momento de nos vermos ao espelho. Pedro Passos Coelho podia ter agido como um chefe político responsável e ter recusado a chantagem do seu partido. Podia ter respondido ao diligente Marco António que o país era mais importante do que o partido e que um resgate seria um passo perigoso para os portugueses. Não o fez. Fraquejou.

  4. Um Governo que começa com uma mentira e uma fraqueza em cima de uma chantagem não acaba bem. Houve eleições, esse momento de vindicação do pequeno espaço político que resta aos cidadãos, e o PSD ganhou, proclamando a sua pureza ideológica e os benefícios da anunciada purga de Portugal. Os cidadãos zangados com o despesismo de José Sócrates e do PS, embarcaram nesta variação saloia do mito sebástico. O homem providencial. Os danos e o sofrimento que esta estupidez tem provocado a Portugal são impossíveis de calcular. Consumada a infâmia, a campanha contra José Sócrates continuou dentro de momentos. Todos os dias aparecia uma noticiazinha que espalhava pingos de lama, ou o Freeport, ou a Face Oculta, ou a TVI, ou todas as grandes infâmias de que Sócrates era acusado. Ao ponto do então chefe do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que se tinha aliado ao PCP e ao PSD para deitar o Governo abaixo e provocar a demissão e eleições (no cálculo eleitoralista misturado com a doutrina esquerdista que ignorava a realidade e as contas de Portugal), me ter dito numa entrevista que considerava "miserável" a "campanha pessoal" da direita contra Sócrates. Palavras dele.
    Aqui chegados, convém recordar o que o Governo de Passos Coelho tem dito e feito. Recordar as prepotências de Miguel Relvas, os despedimentos, os SMS, os conluios entre a Maçonaria e os serviços secretos, os relatórios encomendados, os escândalos, a ameaça da venda do canal público ao regime angolano, e, por fim, o suave milagre de um inexistente diploma. Convém recordar as mentiras sobre o sistema fiscal, os cortes orçamentais, a adiada e nunca apresentada reforma do Estado, as privatizações apressadas e investigadas pelo MP, os negócios e nomeações, a venda do BPN, as demissões (a de Gaspar, a "irrevogável" de Portas), as mentiras de Maria Luís, os swaps e, por último, cúmulo das dezenas de trapalhadas, o espetáculo da "Razão de Estado" vista pela miopia de Rui Machete. Convém recordar que na semana da demissão de José Sócrates os juros do nosso financiamento externo passaram de 7% para 14%. E os bancos avisaram-no de que não aguentavam. Sócrates sentou-se e assinou o memorando.

    Que o atual primeiro-ministro não hesitasse, mais uma vez, em invocar um segundo resgate para ganhar as eleições autárquicas que perdeu, diz tudo sobre a falta de escrúpulos deste Governo, a que se soma a sua indigência, a sua incompetência, o seu amadorismo. A intransigência. Este é o problema, não a austeridade.

    José Sócrates foi estudar. Escreveu uma tese, agora em livro, que o honra porque tem um ponto de vista bem argumentado, politicamente corajoso vindo de um ex-primeiro-ministro. E vê-se que sabe o que diz. Podem continuar a odiá-lo, criticá-lo, chamar-lhe nomes. Não alinho nas simpatias ou antipatias pela personagem, com a qual falei raras vezes. O que não podem é culpá-lo de uma infâmia que levou o país ao colapso político, financeiro, cívico e moral.

    Entre os portugueses e a luxúria do poder, Passos Coelho escolheu o poder. Fica registado».

    Clara Ferreira Alves

  5. DESCANSA EM PAZ

    GRANDE EUSÉBIO

    OS BENFIQUISTAS JAMAIS

    TE ESQUECERÃO

  6. Força Borges da Silva ! apresenta conta corrente anual das faturas mensais contabilizadas pela Câmara Municipal de Nelas enviadas pela Câmara Municipal de Mangualde!
    Prova que é mentira que a CMM enviou um credito à Camara de Nelas no valor de 300.000,00€
    Prova que é mentira que a fatura da água reduziu mensalmente mais de 15.000,00€
    Por isso está na hora de reduzires o preço da água!
    Os teus telhados vão partir-se!
    Ah. não te esqueças de dar os empregos que prometes-te pelo menos aos mais humildes!

  7. Caro amigo comentador do dia 05 de janeiro de 2014, pelas 20:48
    o senhor Presidente da Câmara esteve bem quando nomeou o António Candido, já deu provas dadas de organização.
    Os funcionários da Câmara no anterior executivo era um balburdia entrevam às horas que queriam e saiam as horas que também queriam.

  8. Concordo!
    Tenho a certeza que António Cândido é o Homem certo para o lugar certo!
    Independentemente do favor que se comenta em Nelas, no dia das eleições.
    Mas se é verdade peçam investigação ou outros também o foram em 2009, quando disseram à PJ que as urnas tinham um fundo falso e que já lá iam os votos preenchidos!

  9. Mais que certo e muito preciso nas associações designadamente no Cimo do Povo, Bombeiros e na CPCJ

  10. Preciso, eventualmente no banco dos réus, participem à policia

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