Movimento contesta preço “exorbitante” da água em Carregal do Sal e outros concelhos servidos pelas Águas do Planalto

Em
declarações à agência Lusa, o porta-voz do movimento, Ângelo Ferreira, revelou
que decidiram juntar esforços para lutar contra os elevados preços da água, que
chegam a ser “mais do dobro da média praticada nos restantes concelhos do
distrito de Viseu”. “Este movimento está a crescer e é o princípio de
uma luta que só vai parar quando procederem à revisão dos preços da água nestes
concelhos”, sustentou.

Ângelo
Ferreira revelou que a empresa Águas do Planalto ganhou o concurso de
abastecimento de água, em 1997, por um período de 15 anos.

“Seguiu-se
depois um aditamento para mais 30 anos, sem que tivesse lugar novo concurso
público. De 2007 para cá os preços duplicaram”, realçou.

De
acordo com o líder do movimento, se em 1997 o preço por metro cúbico (m3) no
escalão de 6 a 10 m3 era de 0,39 cêntimos, em 2007 passou a ser taxado a 0,88
cêntimos.

“É
um escândalo o preço que passou a ser praticado. Por isso, as pessoas estão
revoltadas”, criticou.

Referiu
ainda, a título de exemplo, que um consumidor do concelho do Carregal  pode pagar mensalmente até 15 euros por 10 m3
de água, enquanto que um consumidor de Viseu paga 8,12 euros e um consumidor de
Penedono 2,60 euros.