Adelino Amaral estranha não ter sido chamado a assinar o relatório da situação financeira da Câmara

– O vereador do PS, em regime de não
permanência, desferiu várias críticas ao anterior executivo e parece estar a
marcar o seu terreno

Foi bastante incisiva a intervenção de
Adelino Amaral na última reunião de Câmara. O vereador socialista e líder da
concelhia de Nelas, pediu um esclarecimento ao presidente da Câmara, Borges da
Silva, sobre o facto de não ter sido chamado a assinar o relatório elaborado
pelo novo executivo, relativo à situação financeira deixada pela coligação
PSD/CDS-PP. Borges da Silva esclareceu que assim foi porque Adelino Amaral
“não é vereador em regime de permanência”. Amaral, que liderou a
oposição ao executivo de Isaura Pedro nos últimos 8 anos, alertando
permanentemente para a degradação das finanças da autarquia, estimou que a
dívida total “poderá mesmo chegar aos 20 milhões de euros, depois de tudo
apurado”, como foi também estimado pelo vice presidente da autarquia,
Alexandre Borges. Referindo-se a outras áreas, criticou a ausência de
investimento na habitação social, saneamento e maquinaria “o saneamento
está agora mais degradado,na maquinaria não houve investimento e na habituação
social não foi investida 1 cêntimo”. ” Como é que o executivo pode
dizer “as pessoas primeiro” sem se ter investido 1 cêntimo em habitação
social”, questionou, criticando ainda  Além disto criticou ainda
“a falta de iluminação pública a funcionar nas zonas industriais”, e
o centro da vila “sem iluminação suficiente”. Em relação à educação,
estranhou “não ter sido incluído no projecto do Centro Escolar de Nelas o
de Canas de Senhorim” e considerou que “as escolas estão a trabalhar
em situação inadequadas”. O único bom exemplo que encontrou na gestão do
anterior executivo foi a Casa dos Senas. “A situação ambiental é muito
grave e nos próximos 20 anos a autarquia não terá capacidade para a resolver –
resta pois pedir a ajuda ao ministério para parar com as contraordenações
ambientais”, recomendou ao executivo em permanência, aconselhando também
ao novo presidente “rigor orçamental é importante e peço ao Sr. Presidente
que o faça, não orçamentando o que não vai ser recebido”. Manuel Marques,
reagindo às críticas do vereador do PS, deu conta de mais de “1 milhão de
euros investidos em infra estruturas para empresas, que sempre apoiámos – veja
o exemplo da Movecho que tinha 100 trabalhadores e agora tem 300” e ainda
diversos equipamentos construídos “centro educativo de Nelas, campos de
futebol, variantes e rotundas, entre outros”.