Autarquia mostrou-se muito preocupada com a “calamidade ambiental” que o concelho de Nelas vive

– Borges da Silva revela ter “vários
processos de contra ordenação ambiental” que deverão custar à autarquia
cerca de 1 milhão e meio de euros

  “Não termos tratamento de
esgotos no concelho, é uma situação de calamidade”, considerou mais uma
vez o presidente da Câmara, Borges da Silva, que adiantou ter em mãos neste
momento  “processos de contra-ordenação pelo não cumprimento de
normas ambientais”.” Os custos destes processos daria para resolver
muitos dos problemas da autarquia, pois pode chegar a um milhão e meio de
euros”, revelou, mostrando-se de qualquer forma esperançado em ter
condições nos próximos 4 anos para resolver este grave problema. O vereador do
CDS/PP, Manuel Marques, responsável por esta área nos últimos 8 anos, saiu em
defesa da obra feita no saneamento “ainda fizemos as ETAR´S do Folhadal,
Urgeiriça e Felgueira”, reconhecendo contudo que “é uma mágoa que
tenho não ter conseguido resolver todo o problema do saneamento”.
Especificamente sobre a situação dos efluentes industriais da Borgstena, que
continuam a contaminar um dos principais ecossistemas do concelho – a Ribeira
da Pantanha, adiantou que “tomámos a opção de abrir os poços absorventes
para depois resolvermos em definitivo o problema”, pois revelou que a
empresa Sueca “ameaçou encerrar parte da fábrica, o que resultaria no
despedimento de 80 trabalhadores”.”Os empresários são a mola real do
desenvolvimento do concelho e eu pergunto qual era a melhor solução – deixar a
Borgstena despedir ou resolver para já assim o problema ?” questinou,
aproveitando para deixar um desafio ao novo poder “cá estarei para ver
quantos novos postos de trabalho trarão para Nelas”. Sobre este processo,
o vice presidente da Câmara, Alexandre Borges, adiantou que “foi a própria
E.D.M. a não aconselhar a construção dos poços”, alertando ainda para os
graves efeitos da poluição da Ribeira da Pantanha para a qualidade de vida e
também para o turismo “como os próprios responsáveis pelo Hotel da
Urgeiriça têm vindo a chamar à atenção”.