Fernando Tavares Pereira aposta nos vinhos como marca de excelência do seu grupo

 

– Esta é mais uma das áreas em que
alcançou um grande sucesso empresarial
– Pocinho, Penalva do Castelo e Touriz
produzem grandes néctares, numa área que ronda os 170 hectares de vinha. A
excelência dos seus vinhos acaba de ser premiada em Bruxelas com o PRÉMIO do
melhor TINTO através do Duriense DUVALLEY
Foi em Penalva do Castelo, numa
esplendorosa vinha de 80 hectares (provavelmente neste momento a maior vinha
contínua do Dão) que nos encontrámos com o empresário Fernando Tavares Pereira
(FTP). O seu grupo empresarial vai de áreas tão diversas como os Centros de
Inspeção Automóvel, Hotelaria, Energias Renováveis,Construção e Imobiliária, em
Portugal e no Brasil. Mas é no vinho que se move com mais entusiasmo, tendo já
atingido o patamar de algumas centenas de milhares de garrafas por ano. O
empreendedor confessa-nos mesmo que “é na vinha e na adega que gosto mais
de estar”. Foi em meados dos anos 90 que iniciou a sua aventura vínica,
com o seu progenitor, que ainda hoje lhe dá preciosos conselhos, nomeadamente
nos aspetos fitosanitários. “Penso
que quando se nasce no interior onde a agricultura é a subsistência do povo,
todos gostamos desta atividade – o meu interesse foi na área dos vinhos e fruta
(nesta última já lá vão 7 anos)”, revela-nos o empresário na sua vinha.
“Entre
o nosso grupo e a Faculdade de Ciências de Lisboa estudámos o aparecimento das
pêras tavares,assim baptizadas pela respectiva Faculdade, que se espera estarem
no mercado brevemente “, adianta-nos sobre a pêra que tem o seu apelido e
promete fazer grande sucesso. O capital humano é de nuclear importância para
FTP que aposta em ter pessoal “o mais qualificado possível, nunca ficando
fora dos projectos nenhum colaborador – ouvindo a opinião que cada um  (o que sabe tudo não existe ou já morreu)
desde o cavador até ao mais alto quadro, conseguimos tomar as melhores
decisões”. É na vinha e na adega que FTP tem a sua grande paixão. É lá que
se sente com um peixe na água, de tal forma que é frequente “à noite e ao
fim de semana dedicar algum tempo aos vinhos, desde a nascença, ou seja, vendo
as vinhas e provando-as ali mesmo”, com o objetivo de dar a sua opinião no
seio da sua equipa, para se obterem néctares de excelência. “É à noite que
eu o meus amigos Vasco Henriques e Fernando Marques, vamos provar as uvas e dar
as graduações, para que se possa fazer a vindima no tempo certo – depois lá vem
o enólogo interrogar-se como sei as graduações – aí eu digo-lhe que fui lá pela
noite”. “Perante a preplexidade do enólogo, quando vê que acerto, eu
digo-lhe que enquanto alguns descansam outros trabalham (rs)”, conta-nos
sempre com a boa disposição que é seu apanágio, revelando ainda que
“também vamos depois fazer as provas dos vinhos na Adega”. O
resultado desta filosofia de trabalho e desta paixão não poderia ser melhor. O
seu DUVALLEY Reserva 2010, acaba de trazer para Portugal um dos mais
prestigiados prémios internacionais- foi considerado o melhor vinho tinto do
mundo no “CONCOURS MONDIAL de BRUXELLES”. Um feito notável de um
DOURO produzido em vinhas próximas ao Barca Velha e Vale Meão. Mas de há algum
tempo a esta parte vinhos medalhados é o que não falta à FTP Vinhos – no não menos
prestigiado concurso International Wine Challenge, em Londres, arrecadou 3
medalhas de ouro (Duvalley Grande Reserva Tinto de 2008 ; Duvalley Reserva
Tinto de 2010 e Picos do Coutro Grande Escolha 2009). Também no concurso
Italiano, La Selezione del Sindaco, o Picos do Couto Grande Escolha Tinto de
2009 arrecadou uma medalha de ouro. Foi há poucas semanas.
No
Dão além das castas tradicionais Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz,
Jaen e Encruzado, prepara-se para lançar uma surpresa num mercado cada vez mais
exigente – um blend da Francesa Chardonnay com o Encruzado, fermentado em
barricas de carvalho novo, com batonnage, que tivemos oportunidade de provar na
Adega e promete ser um grande lançamento. Para além da fruta e vinhos, os
interesses de FTP no agro alimentar estendem-se também aos azeites.
“Temos conseguido vencer tantos obstáculos que por vezes
nos criam – algumas pessoas não pensam na região, no emprego e no
desenvolvimento e riqueza do nosso país. Esses responsáveis talvez se tivessem
tido dificuldades ou conhecimento do que quanto custa hoje manter postos de
trabalho, seríamos era agraciados e não desvalorizados pelo trabalho que temos
feito”, lamenta-se, para agradecer aos “colaboradores e
família”. “São quase 40 anos de trabalho intenso e com o esforço de
todos vamos vencer”, conclui.

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