Projeto da FÁBRICA Catalã de RAÇÕES já foi rejeitado em São Pedro do Sul e Mangualde

 

– Manuel Marques, Vice
Presidente da Câmara, reafirma que a tecnologia que será usada em Nelas é
“de ponta” ou seja “altamente sofisticada” o que “não
conduzirá a qualquer impacto ambiental negativo para a população”
– Câmara disponibilizará
viagem de autocarro a Espanha, para toda a população que deseje comprovar a
situação “in loco”
Prometer trazer uma
discussão acesa em Nelas, o protocolo já firmado entre a Câmara Municipal de
Nelas e a PGG, para a instalação no concelho de uma unidade industrial de
grande envergadura, que tem como atividade a inceneração de resíduos de
animais, para posterior transformação em rações e óleos para produtos de
cosmética. Ao que apurámos, a empresa sediada em Lleida (Barcelona), pretende
há vários anos instalar uma unidade em Portugal, mas sem sucesso, perante a
revolta da população, devido aos seus “impactos ambientais muito nocivos,
inclusive para a saúde humana”. Contactado hoje por esta edição on line, o
Vice Presidente da Câmara, Manuel Marques, assegura que “estamos em presença de um excelente
investimento para o concelho, que usará tecnologia de última geração, sem
quaisquer impactos negativos para o meio ambiente e para a população”.

O autarca, que se deslocou com dois técnicos da Câmara Municipal a Lleida,
considera “divinais”
as condições ambientais em que a empresa labora e cita a título de exemplo – “almoçámos a cerca de 500 metros da
fábrica, sem notarmos quaisquer odores e note que foi-nos garantido que em
Nelas a tecnologia a usar será muito mais avançada”.
MARQUES convida entretanto,
desde já, a população que assim o desejar “a deslocar-se à fábrica em Espanha para comprovarem essas condições”,
disponibilizando para o efeito um autocarro da autarquia.
TRANSCRIÇÃO da informação
sobre o assunto em SÃO PEDRO DO SUL e MANGUALDE :
Ata de 24-02-2012 – MUNICÍPIO DE S. PEDRO DO SUL – “Acontece que, depois
da fábrica não se ter conseguido implantar em Várzea de Tavares, Manguade, e
ter procurado terrenos em vários locais, nos últimos 4 anos, e não o ter
conseguido, a informação tornada pública aponta, não para uma simples fábrica
de rações, mas para uma uma empresa sujeita a licenciamento ambiental ao abrigo
do Decreto-Lei n.o 194/2000, para tratamento de subprodutos de origem animal de
categoria 3 e categoria 1 (esta última inclui as matérias que apresentam um
nível de risco elevado do qual pode resultar a transmissão de uma doença fatal
para o Homem ou para os animais sem possibilidade de tratamento). Este tipo de
atividade é promovida de acordo com o regulamento (CE) n.o 1069/2009 que
considera, e passo a citar: “Os subprodutos animais não destinados ao consumo
humano são uma fonte potencial de riscos para a saúde pública e animal.”. Por
conseguinte, a recusa das populações de outros municípios à instalação desta
fábrica decorrem do conhecimento da matéria prima a utilizar: restos de
matadouros e talhos, cadáveres de animais com doenças potencialmente perigosas,
transmissíveis ao Homem (doença das vacas loucas, peste suína, brucelose, peste
bovina, gripe das aves …). Perante estas informações, a AF, embora pudesse,
em face do resultado da votação, decidir pela não instalação da fábrica, aceitou
(e bem!) a proposta de referendo, apresentada pelo Sr. Presidente da Junta de
Freguesia. O referendo é, pois, a melhor opção para que as pessoas possam
efetuar a sua escolha. Acreditando que a preservação da qualidade de vida e
saúde dos municipes é um dever dos órgãos autárquicos e sabendo que existe
perigo para a saúde pública e para o ambiente, em geral, através da
possibilidade de desenvolvimento de doenças perigosas transmissíveis ao Homem,
maus cheiros, poluição dos nascentes e rios; que a fábrica irá funcionar
continuamente e necessitará de 10 000 litros de água por hora – 240 000 litros
por dia – para transformar as 400 toneladas da matéria prima, pelo que o
consumo de tão elevadas quantidades de água obrigará a explorações profundas,
afetando os nascentes que abastecem a rede pública e dos particulares, em
especial, os de Rio de Mel e que não existem garantias de que os 100 postos de
trabalho diretos estejam destinados à população de Pindelo, gostaríamos de
saber a opinião do Sr. Presidente sobre este assunto. Termino dizendo que
também nós acreditamos nas instituições, mas o que dizer de uma empresa cujo
proprietário foi condenado, em outubro de 2001 a 4 anos de prisão, uma das
penas mais elevadas neste âmbito em Espanha, por contaminar um canal numa área
protegida que, segundo a sentença, transformou num esgoto. O empresário foi
ainda proibido do exercício de atividades industriais, por um período de 3
anos, e obrigado a pagar uma multa de 36 milhões de pesetas (notícia do El
País). Estamos a falar do proprietário da fábrica que se pretende instalar em
Pindelo dos Milagres.” O Sr. Presidente referiu que, a serem verdade as
declarações, nunca o Ministério do Ambiente português permitirá a instalação
dessa fábrica”.
LUSA/SIC no dia 17 de Maio de 2011 – O projeto de construção de
uma fábrica de rações e de uma incineradora de cadáveres de animais em
Mangualde está a provocar a contestação de cidadãos locais, face ao eventual
impacto ambiental negativo da unidade. Depois de apresentado o projeto, da responsabilidade
do grupo espanhol PGG Group Holding — Proteinas y Grasas Gimeno, previsto para
a freguesia de Várzea de Tavares, foi criado o Movimento Várzea Viva (MVV), com
o objetivo de “defender a qualidade de vida da região”. Os cidadãos
de Várzea de Tavares fizeram, entretanto, chegar uma queixa à Liga de Protecção
da Natureza (LPN) e, em comunicado, esta associação ambientalista informa ter
já pedido explicações, ainda sem resposta, a entidades como o Ministério do
Ambiente e do Ordenamento do Território, a Agência Portuguesa do Ambiente e a
Câmara Municipal de Mangualde. Em causa, segundo a LPN, está a “ausência
em Portugal de legislação adequada à emissão de odores”, que constitui uma
“ameaça de se tornar numa porta de entrada a indústrias altamente poluidoras,
impedidas em países com legislação ambiental adequada”. Em declarações
hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, disse
que “qualquer projeto desta natureza só tem cabimento se cumprir todas as
regras e responder a todas as exigências legais”. Mas deixou um recado:
“Há um grupo de pessoas, agora com o apoio da LPN, que está a procurar
inviabilizar um projeto que vai criar muitos empregos no concelho. Se este não
for concretizado, é a própria sociedade que os julgará”. “Eu cumpri
com o meu dever: trazer investimento para o concelho e proporcionar a criação
de empregos. Por isso, estou tranquilo. Quem está com estas movimentações, será
responsabilizado pela própria sociedade civil quanto ao resultado dos seus atos”,
disse João Azevedo. O projeto da PGG Group Holding — Proteinas y Grasas
Gimeno, de acordo com a apresentação feita publicamente há cerca de três meses,
deverá — caso não sofra alterações -, estar concluído em 2016, sendo a
primeira etapa composta por um armazém de farinhas com conclusão prevista ainda
para este ano. Segundo a LPN, este projeto “prevê a produção de 400
toneladas de ração por dia e a incineração de uma quantidade indeterminada de
cadáveres de animais doentes, laborando 24 horas por dia, 365 dias por
ano”. A organização ambientalista sublinha no seu comunicado que “os
cidadãos afirmam que, além da zona onde se pretende instalar a indústria ser
parte da Reserva Ecológica Nacional, os resíduos provenientes da morte de
animais doentes constituem um perigo para a saúde pública, assim como o
processo de incineração dos cadáveres produzirá efluentes gasosos perigosos
como dioxinas e furanos”. A localização prevista para as instalações
industriais do grupo PGG é outro motivo para a contestação pelo Movimento
Várzea Viva e pela LPN, porque “é bastante próxima das duas localidades da
freguesia” – Vila Cova de Tavares e Torre de Tavares – ficando a apenas
1.000 metros da primeira e a 950 metros da segunda.

11 comentários a "Projeto da FÁBRICA Catalã de RAÇÕES já foi rejeitado em São Pedro do Sul e Mangualde"

  1. este Vereador é uma vergonha, os eleitores não o mandataram para pôr uma lixeira no concelho e afetar gravemente a saúde e a vida das pessoas,

    ele que leve a fábrica para a sua terra-Senhorim

  2. O MAIOR PROBLEMA DE PORTUGAL CHAMA-SE VITOR GASPAR

    A ECONOMIA ESTÁ FEITA EM CACOS E O PROBLEMA ORÇAMENTAL CONTINUA POR RESOLVER.

    NÃO HA FABRICAS QUE RESISTAM, NEM CÂMARAS QUE SE AGUENTEM.

    PORTUGAL ESTÁ A SER HUMILHADO POR DOIS CAPANGAS DA MERKEL.

    TRÊS CABEÇAS DEVERIAM ROLAR NO TERREIRO DO PAÇO: CAVACO, PASSOS E VITINHO

    A ZONA EURO É UM INFERNO

    É URGENTE SAIR DO EURO

    • Concordo.Depois vai pedir o dinheiro emprestado para pagar salários,reformas,etc, ao Jerónimo, ao Louçã,a Cuba ou à Coreia do Norte!!!!
      Haja pachorra com estes capangas do Novo Prec.

  3. É urgente informar e esclarecer toda a população do Concelho de Nelas sobre o impacto ambiental que,resultará para toda a população.Aconselho um referendo bem detalhado e promonorizado para que,a população tome uma decisão final.

  4. Como o Vereador Manuel Marques já cá anda há muitos anos, todos sabemos/conhecemos a sua sensibilidade para os problemas ambientais. Por isso é que o concelho está cheio de fossas a céu aberto, na Póvoa da Roçada é uma imundice, na pseudo ETAR de Santar, nos Valinhos, mais imundice, Nelas está rodeada de imundice por todos os lados. Gostei de o ver na televisão a dizer que o assunto estava a ser tratado, MAS AONDE?

  5. Onde estavam todos os demais, quando vinha da CEE milhoes de euros para o saneamento que todos desperdiçaram.

  6. as eleições ainda estão longe, por isso há que pôr travão a estes ditadores que na cãmara nos querem tratar da saúde, pondo uma lixeira a funcionar 24 horas por dia

  7. SE há emprego é porque há, se não há é porque não há…
    Até ás eleiçoes vai ser bonita a brincadeira, isto vais ser um caos….

  8. "Anonymous19 de Dezembro de 2012 01:29
    SE há emprego é porque há, se não há é porque não há…!

    carissímo anoni mouse,por esse movimento dos neurónios,até roubar ,pode ser considerado um trabalho!…….!!

  9. O Marques a falar dos problemas do ambiente! Mete dó, em que universidade esteve? será naquela que foi encerrada, na Figueira? se foi estamos conversados! tipo Relvas.

  10. a tecnologia "de ponta" é aquela que nos desroi sem dar-mos conta. por favor…!!!!!!! ignorante

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