Fundação Lapa do Lobo fecha com chave de ouro o ciclo “Tradicionalidades”


Recuperar raízes e saberes da música tradicional Portuguesa, foi o objetivo bem
sucedido de mais uma marcante iniciativa da Fundação superiormente dirigida
pelo empresário Carlos Cunha Torres

Foi
o epílogo perfeito para os 10 atos do ciclo “Tradicionalidades – do canto,
da dança e da música”, promovido pela Fundação Lapa do Lobo, em mais um
iniciativa que teve uma adesão maciça por parte do público. Cerca de 300
pessoas encheram o Centro Cultural do Carregal do Sal, na apresentação do
documentário alusivo a este ciclo, dedicado ao que de melhor se faz na música
tradicional Portuguesa, numa viagem por instrumentos muitas vezes esquecidos,
mas com grande valor histórico-cultural, como a gaita de foles, o bandolim, a
concertina e o cavaquinho, entre outros. A apresentação do filme, mais uma vez
notavelmente produzido e realizado por José Cunha e a sua equipa da GO2, foi
abrilhantada com diversos momentos musicais, cujos protagonistas foram alguns
dos compositores e intérpretes presentes no ciclo, dos quais destacamos o
mentor da iniciativa, Pedro Fonseca e ainda Catarina e os Mouros e Amadeu
Magalhães. A presença de 3 elementos da Brigada Vítor Jara, famoso grupo
formado em 1977, contribuiu também para enriquecer o magnífico momento musical
do evento.
O
documentário, para além de retratar de forma exímia algumas das mais
importantes raízes da música popular e tradicional Portuguesa, como o grupo de
cantares de Manhouce, cuja coordenadora, Isabel Silvestre, já teve uma soberba
participação vocal com os GNR, sendo um das vozes femininas mais míticas do
nossa panorama musical, passou em revista alguns dos momentos mais importantes
das 10 etapas do ciclo, como a participação da Amadeu Magalhães e Catarina e os
Mouros, aquando dos cantares de Janeiras. A entrevista que Pedro Fonseca e a
curadora Cultural da Fundação, Maria Batalha Torres, concederam a Edgar
Canelas, na Antena 1, também é destacada no filme.
Mariana
Batalha Torres, na apresentação do evento, aproveitou a oportunidade para
enaltecer a ideia que Pedro Fonseca teve, realçando que o ciclo “partindo
da ideia do nosso amigo Pedro Fonseca, rapidamente tomou proporções que nos
ultrapassaram a todos”. “Sendo a preservação do património cultural e
das tradições, um dos objetivos prioritários da Fundação Lapa do Lobo,
considerámos que podíamos levar mais além no espaço e no tempo este
projeto”, referiu a Curadora Cultural da Fundação, enfatizando que
“recuperámos memórias antigas e inaugurámos uma exposição de instrumentos
musiciais, provenientes de todo o continente e regiões autónomas, e promovemos
10 momentos distintos, muito particulares, do espólio da música tradicional
Portuguesa”. “À semelhança do que foi feito em relação à preservação
do património arquitétónico, com o filme “Casas Adormecidas” e com a
temática do Carnaval de Canas de Senhorim, considerámos também interessante que
o “Tradicionalidades” ficasse registado em imagens, sob a forma de
documentário”, explicou, afirmando ainda que “este filme compila
praticamente um ano de viagens pela música tradicional Portuguesa – desde a sua
contextualização histórica até ao presente e ao que ainda se faz de bom em
Portugal neste campo”. Mariana Torres confessou que “aprendi muito com
este projeto, nomeadamente coisas muito interessantes sobre as nossas tradições
e a sua origem, sobre instrumentos musicais, mas sobretudo sobre as pessoas
extraordinárias que conheci e que travam todos os dias autênticas batalhas em
prol daquilo em que acreditam” e aproveitou para agradecer a todos os que
tornaram possível o filme “nomeadamente ao Pedro Fonseca, pela magnífica
ideia que teve e à Go-To pela sensibilidade nele colocada”. Também o staff
da Fundação Lapa do Lobo e Centro Cultural do Carregal, não foram esquecidos
por Mariana Torres.
Pedro
Fonseca, por seu turno, não fechou a porta à continuação do ciclo, pois
considera que “este é um tema que não tem fim e pode continuar a ser
trabalhado”. “A música tradicional é algo mais do que nós habitualmente
estamos habituados a ver”, salientou, revelando que “o nosso grande
objetivo foi entusiasmar as pessoas para esta causa, que está um pouco
estigmatizada, como uma cultura menor, que muitas vezes é colocada num segunda
plano e isso não é nada verdade”. “Procurei fazer isto com uma série
de amigos que conheço e que passado uma série de anos continuam a dar-me
bola”, disse ainda em tom bem popular o mentor do
“Tradicionalidades”, o que se traduziu “em 10 momentos fantásticos,
o que comprovámos pelo feed back que fomos recolhendo”. Pedro Fonseca
conclui agradecendo especialmente à Fundação Lapa do Lobo, por ter acolhido e
acarinhado a ideia, afirmando que “lhe deu volumetria, projeção e
responsabilidade – esta é a marca Fundação Lapa do Lobo, que a todos nos
orgulha e muito responsabiliza”. Carlos Cunha Torres recebeu de Pedro
Fonseca um simbólico presente – a fimografia completa de Michel Giacometti e
fez questão de frisar que “todo este projeto correu por si, em qualquer
intervenção minha ou da minha esposa e é isto que hoje em dia me enche de
orgulho – vários eventos da nossa Fundação correm por si, porque têm uma
vastíssima equipa por detrás, colaborante e entusiasmada, que os vai
concretizando”. “Sinto-me 
muito orgulhoso com mais este projeto, e agradeço a agradável surpresa
do meu grande amigo Pedro Fonseca”, concluiu.

Este portal utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização Saiba mais sobre privacidade e cookies