“Cheguei a ter vergonha de olhar nos olhos as pessoas”

ENTREVISTA COM JOSÉ BORGES DA SILVA

Cá estamos nós de novo, na elaboração da nossa ementa perfeita, por entre os odores e os sabores dos nossos convidados. Às “Azeitonas com Broa”, “Queijo da Serra com Vinho Tinto” e “Chá de Camomila com Torradas”, juntamos desta vez “Água de Coco com Pastéis de Nata Integrais” na companhia de José Borges da Silva, um homem culto, atento, perspicaz, astuto q.b. e principalmente convicto das suas ideias. É tido para muitos, como o único homem capaz de fazer frente à atual presidente da Câmara Municipal de Nelas. Fomos visitá-lo, depois de 3 anos de silêncio, entre passadeiras rolantes, bicicletas elípticas, pesos e alteres, enfim, num mundo da fitness de onde saímos com os “bofes na boca”, mas com declarações oportunas do nosso entrevistado

Vamos fazer uma viagem …é isto que lhe vamos propor hoje, em pleno Verão – escaldante na temperatura, na economia, nas finanças e na política.
Sabemos que a sua carreira de advogado/jurista vai de vento em popa, designadamente trabalhando e continuando a estudar (frequenta inclusive um Mestrado de Direito Empresarial no Iscte em Lisboa). Além de várias mudanças de visual, do grande afinco que sabemos tem na sua condição física (já o temos visto algumas vezes num ginásio em Nelas), entre motos e outros prazeres da vida, não temos dúvida de outra coisa …. a política ainda lhe corre nas veias.

O que é que o seduz mais na vida ?

Ter uma vida simples e servir os outros. Tenho tentado nos últimos anos libertar-me de algumas gorduras e excessos de alma de facto. Essas gorduras e excessos dificultam-nos o ver e sentir das coisas simples com mais alegria. O peso a mais cansa-nos e até nos impede de chegar onde queremos no tempo desejável. Os excessos de alma como o egoísmo, a vaidade, a preguiça, a inveja, a revolta, a incompreensão dificultam-nos a visão e a confiança no futuro. Nos momentos mais aborrecidos costumo dizer à Lurdes –minha esposa há já 19 anos – e ao Augusto e ao Manuel – meus filhos- que o meu maior desejo é vir a ter um restaurante. Nunca pesei bem no significado disso. O meu Jeito para a cozinha, ou aproveitamento do jeito do José António. Convívio com familiares – em especial a minha mãe, os meus irmãos os meus primos – e amigos – especialmente o João, o José Luís, os ex trabalhadores das minas …. Bem vistas as coisas não é especialmente por isso. Só pode ser o desejo e a alegria de servir os outros. Procurei até agora, e em tudo, seguir a lição de Paganini – famoso violinista – a quem perguntaram um dia qual tinha sido a maior obra que alguma vez ele tinha composto. Ao que ele respondeu que a sua maior obra foi aquela que tinha entre mãos: compor uma sinfonia ou descascar uma laranja.

Vamos começar então agora a nossa viagem e entrar na máquina do tempo, recuando uns anos. Em poucas palavras, como diz o Zé Povo – curto e grosso – diga-nos lá porque, em 2006, um ano depois de ter sido nomeado vice presidente da Câmara, se demitiu do cargo (ao nosso jornal alegou, entre outras, razões políticas, mas ao relermos a entrevista da época acabou por ser não as concretizar em pleno ) ?

Vergonha e desilusão.

Na época disse ao nosso jornal que iria ser “solidário politicamente” com os seus ex colegas no executivo. Falhou a promessa porquê?

Como sabe, sinto que contribuí em boa medida, para a ascensão ao poder dos actuais responsáveis autárquicos, estando por isso comprometido com as promessas que foram feitas antes das eleições de 2005, e eu particularmente comprometido porquanto pelo menos desde 1995 sempre me assumi como critico da acção e do critérios incutidos na Câmara pelo Dr. José Correia, em termos de respeito pelas opiniões dos outros e pela diferença e por algumas práticas que eu julgava poderem ser dotadas de maior justiça e igualdade, em particular em matéria de obras e de contratação de pessoal. Intransigências que lhe viriam, aliás, a custar a Câmara Municipal. O compromisso era enorme. O Dr. Correia vinha fazendo um excelente trabalho em termos de obras e de utilização do órgãos e politicas municipais como instrumentos de criação de industrias, empresas, riqueza e empregos. Neste contexto, a vitória alcançada nas autárquicas de 2005 foi um enorme êxito, uma grande alegria, mas também, e sobretudo, uma grande responsabilidade e um grande desafio. Estava pessoal, profissional e politicamente pronto para isso. Fui um bafejado pela fortuna de, apesar das minhas origens modestas, poder estudar, de ler jornais desde os 12 anos, de beber os ideias de Abril defendidas e propaladas nos programas dos partidos políticos, em especial os da área da social democracia, como o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, com carinho primeiro para os valores que conduziam à igualdade de oportunidades entre ricos e pobres. Tudo princípios como o sucesso pelo trabalho incutidos pelos meus pais e pela minha querida professora primária D. Berta. Com a vitória em 2005 era a possibilidade de ajudar a por em prática tais riqueza de valores e coisas nobres. Todos o defendemos, em especial os candidatos á Câmara. Em particular a candidata a presidente. Chegados assim ali, o que seguiu foi uma absoluta desilusão. Desilusão em especial para quem com entusiasmo desinteressado nos e me acarinhou e apoiou. Verdadeiramente durante os quatro anos que se seguiram senti-me o verdadeiro responsável pelo que de mau ia acontecendo. O ano que passei na Câmara, com aqueles companheiros que diziam uma coisa e praticavam outra, deixou-me em profunda vergonha. Cheguei e ter vergonha de olhar nos olhos as pessoas. Algumas começaram a não me cumprimentar e a virar-me a cara. Na Câmara era o último a sair e acorria a todo o lado, até com prejuízo da minha profissão. Assisti por isso a todos desmandos, pedidos e abusos. Dos empregos políticos solicitados em permuta pelos presidentes de Câmara vizinhos, aos da distrital e deputados do partido. Negócios com os presidentes de junta. Atribuição de quotas para emprego de amigos. Pediam-me para “cuspir nas flores”, que dissemos antes que iríamos oferecer às associações. Tudo isto tem naturalmente um responsável. A minha ingenuidade e credulidade. Não tinha a força politica que pensava. Era um corpo estranho no circuito fechado que era criado e mantido pelos partidos políticos. Um grupo de uma centena de amigos tratou de convencer-me que não era assim desde a primeira hora num jantar de conforto que promoveu nos Antónios. Tinha que sair – ser expulso era a palavra mais adequada, palavra essa aliás que passou a constituir versão oficial, mas apenas formalmente falsa, da saída- da Camara e até do partido. Logo aqueles que antes mais alto berraram odes de solidariedade, lealdade e gratidão trataram disso. Mais uma vez me valeram a centena de amigos , todos a militarem no PSD há muitos anos, que convenceram os órgãos jurisdicionais do partido que bem era capaz de ainda ter remissão e transformar-me no exemplo da disciplina. Exemplos desses são vistos, com proveito, desde então pela maioria de então e que é a totalidade de agora. Verdadeiramente iniciei a época da procriação dos cucos. E eu fiz o ninho onde outras aves de arribação vieram pôr os ovos. Algumas pensam voar alto na Câmara, na Assembleia Municipal e até na Assembleia da República. Sou o Pica-pau nº1. As mentiras, os desmandos, a incompetência, o amiguismo, a parceria publico privada de 35 milhões de euros, toda desilusão e a minha consciência fizeram-me faltar aquela solidariedade.

Fez-lhe bem esta travessia fora da política, desde 2009?

Verdadeiramente só me libertei do sentimento de culpa referido com a vitória da mesma presidente de camara em 2009. Se ela tinha ganho é porque a população lhe reconheceu mérito na sua acção. Quem estava errado – pensei então – era eu. Senti-me aliviado. Sempre pretendi não deixar o mundo como o encontrei. O que vejo não me agrada. Incluindo o não ter tempo e ânimo para contrariar o espirito do não vale a pena. Sou nascido e criado em Nelas. Nelas e Canas fazem parte de mim, sendo aqui que me formei como pessoa e profissional, e era cá e lá que o meu pai percorria para criar os seus sete filhos. Conheço o concelho e as suas gentes como poucos. Sei que se contentam com pouco, mas que merecem muito, por causa do seu espirito de trabalho e humildade. Sinto obrigação até de retribuir o bem que têm feito por mim, em especial o respeito e carinho que em diversos momentos me manifestaram.

Depois das muitas reflexões que deve ter feito, se voltasse atrás faria tudo igual?

No essencial faria tudo diferente, ou seja nunca mais me mobiliza um projecto que tenha como objectivo principal derrotar alguém. Nada se constrói apenas com o sentimento de derrota. Mais do que isso, o fazer melhor e diferente é mais mobilizador e compensador para quem, como eu , dá muito valor ao respeito dos e pelos outros e o andar de cara levantada e com orgulho da sua acção, mais do que das palavras.

Sentiu-se traído em todo este processo, por amigos de longa data, designadamente quando ensaiou uma candidatura, que entretanto abortou, em 2009?

Já me convenci ao fim de tantos anos que mais do que querermos fazer algo politicamente, a palavra primeira cabe aos outros. Se em ti só vêm ambição desmedida e desforra e não reconhecem o puro sentimento de dádiva ao outro e à comunidade, não vais a lado nenhum. Depois, se habituas as pessoas a ganhar, a ser mobilizador, a exigência é enorme.

Também é verdade que acabou por fazer as pazes com um seu inimigo visceral de longos anos – José Correia, embora depois tivesse rompido de novo com ele. Como ficou depois a sua relação com este antigo Presidente da Câmara?

Quando chegámos à Camara em 2005 mandámos fazer uma auditoria às contas, o que foi feito pelo revisor de contas Figueiredo Lopes, prometendo divulgar essa auditoria logo de seguida. Isto foi em Novembro de 2005 e o trabalho estava concluído em Janeiro seguinte. Os resultados foram tão maus que decidimos faltar à promessa e esconde-la a sete chaves. É que o resultado era mau era para nós que apregoávamos o contrário. Comparado com os mais de 20 milhões de euros que constitui o passivo actual da autarquia, os pouco mais de 5 milhões da gestão anterior- sendo 3 milhões do ano eleitoral anterior – vergonha era o melhor dos sentimentos, convenhamos. Mas a gestão do Dr. Correia a outros níveis não estava isenta de críticas e tinha deixado profundas marcas de afastamento e divisão entre pessoas e terras que dificultaram o arranque de qualquer outro projecto. Depois de mim virá quem de mim melhor fará, parece ser , justamente a máxima de José Correia, e face à qual eu me vergo. É uma personalidade incontornável do concelho de Nelas e deixou-nos infraestruturas de que podemos por muitos anos usufruir. É além disso um homem de sorte por estar ligado ao tempo de maior desenvolvimento e progresso do concelho, em que outros presidentes ajudaram.

Bom, como águas passadas não movem moinhos, a máquina vai já viajar para o presente. Nesta viagem, queremos convidá-lo agora a visitar um território hipotético. Imagine que nesse território o poder é exercido de forma democrática, mas baseado no populismo fácil, unicamente com o objetivo de ganhar eleições, gerindo-se os escassos recursos não em benefício da generalidade dos habitantes desse território, mas apenas em benefício dos que gravitam em torno do poder. Imagine que em alguns anos os governantes desse território delapidam as finanças saudáveis que os seus antecessores tinham deixado, pese embora estes exercessem o poder de outra forma – com uma liderança forte, autoritária, centralista, muitas vezes sem respeito por algumas regras elementares da democracia, mas tendo como resultado um território bem gerido, que honrava os seus compromissos, sendo esse poder um verdadeiro catalisador do desenvolvimento. Se fosse algum dia escolhido pelo povo para governar um território, qual seria o seu estilo de governação?

Não consigo vislumbrar esse território imaginário face ao que disse até aqui, pelo menos com a minha presença e cooperação. Sonho ou pesadelo de que urge acordar? Recuso-me a ser habitante da localidade de Chora-Que-Logo-Bebes das Aventuras do João Sem Medo, ou seja chora que logo bebes e a deixar crescer verdete nos olhos.

Imagine agora que era desafiado a ser candidato a governar o território acima mencionado, depois de totalmente delapidado. Ponderaria aceitar um desafio desta dimensão?

A galo dessa capoeira partiu já o poleiro e gastou o dinheiro para mandar fazer um novo nos próximos anos. Um galo que aceite esse desafio arrisca-se a ser uma vulgar e indistinta galinha.

Que medidas (e porque já nos disse em 2006 que não tolera a passividade) tomaria para evitar o descalabro e dar um sinal de esperança às gerações vindouras?

Dar opinião às pessoas e obrigá-las a praticar os valores acima referidos, como o respeito e a gratidão. Fazer mais do que dizer.

Vamos agora virar a página e passar para um dos assuntos mais quentes do momento. Porque é que, na sua opinião, a Ministra da Justiça quer fechar 54 Tribunais no país, sendo 9 no distrito de Viseu (incluindo Nelas)?

Obviamente por razões exclusivamente económicas e financeiras, senão não o teria exigido o programa da Troika. Com a desmaterialização dos actos judiciais, de que é exemplo o sistema e programa informático Citius através do qual os operadores e advogados podem consultar todos os processos e praticar todos os actos judiciais de relevo, o número de funcionários e estruturas físicas torna-se desnecessária. Os argumentos utilizados para o encerramento dos tribunais são pouco mais do que infantis, como a criação de tribunais de especialidade e a média de acesso ao tribunal pela população local. Chega a dizer-se que é necessária a reforma porque o actual sistema de tribunais vem já do tempo da rainha D.Maria no início do século XIX. Mas o país, os concelhos e outras instituições tão caras à soberania, não vêm já do tempo dos reis da dinastia afonsina? A discussão anda completamente à margem do que é na minha opinião essencial. Se não houver tribunais com processo de partes, justo,com igualdade de armas e de fácil acesso, as populações tendem a resolver os seus conflitos por meios não pacíficos e menos civilizados. A função judicial do estado não se mede pela média de acesso ou pela especialização em primeira linha, mas pela possibilidade de acesso que evite a utilização do sacho nas disputas de terras ou no olho por olho e dente por dente na defesa da integridade física e do património. A celeridade das decisões judiciais e a sua qualidade podem fazer-se na mesma com as estruturas que actualmente existem, assim haja vontade.

Acredita que com o claro e efetivo empenhamento da presidente da Câmara, também vice-presidente da distrital de Viseu (umas das mais importantes do país para o PSD), vai ser possível manter o Tribunal em Nelas?

A acção da Delegação da Ordem dos advogados e da autarquia merece o meu elogio. Temo todavia que os políticos do ministério só se verguem com o poder de manifestações de ruptura, como vem aliás a ser hábito em democracia. O politicamente correcto é entendido nos centros de poder com cordeiro a dirigir-se para o sacrifício. Esta não é uma luta de advogados, que tanto exercem a sua profissão aqui como em Mangualde, Viseu ou S. Comba Dão. É sobretudo uma luta de uma terra que muito fez para criar o seu tribunal em 1988. E coincidência ou não seguiu-se a essa criação um período de prosperidade e engrandecimento de Nelas enquanto concelho e terra para viver. Com dificuldades a nível de cuidados de saúde, apoio nos transportes rodoviários e especialmente ferroviários, nos serviços de finanças, no apoio das autarquias às populações e aos industriais e comerciantes, asfixiadas pelo endividamento, que atractivo existe para atrair ou até manter famílias no concelho de Nelas? O tribunal não é, pois, para nós só um serviço de justiça.

Está este governo de facto a ser mais troikista que a troika, e a promover o encerramento do interior do país?

Lamento que para tal esteja a ter o nosso contributo da má gestão e deficiente mobilização de vontades, forças e inteligências.

Vamos lá agora à nossa habitual rapidinha … uma ou duas palavras, para cada uma destes nossos desafios :

Direito ou Política ? Direito e politica, irmãos gémeos

Desporto : Alma sã em corpo são

SL e Benfica : Doença e alegria

Amor e Sexo : poupanças e dinheiro, aquelas dão um prazer mais prolongado

Isaura Pedro : Alegria de uma vitória inesquecível

Manuel Marques : A alegoria do sapo e do escorpião. O Pica-pau nº2

José Correia : A minha vitória de Pirro. Melhor do que parecia

Luís Pinheiro : Um bom amigo. Mas o Pica-pau principal

Adelino Amaral : Trabalhador e ambicioso

O SAPO e o ESCORPIÃO

Era uma vez um escorpião desejoso de praticar o bem. Como não era bem visto pela comunidade local, resolveu ir viver para o outro lado do rio. Lá, poderia exercitar o seu altrísmo sem desconfianças.
Mas ele não sabia nadar e precisava atravessar o rio de uma margem para a outra. E sua espécie ainda não havia acumulado o conhecimento náutico suficiente para construir um barco viável para fazer a travessia.
Então resolve pedir boleia nas costas de um sapo. Vai lá conversar com ele para expor seu pleito.
O sapo ouve-o atentamente. Pensa que o escorpião o está a confundir com um burro e declara:
– Senhor escorpião, não posso dar-lhe boleia nas minhas costas porque durante a travessia o senhor vai-me ferrar.
O escorpião, leitor assíduo de Aristóteles e de São Tomás de Aquino, replica imediatamente:
– Senhor sapo, eu jamais o ferroaria na travessia, pois ao fazê-lo, o senhor afundaria e eu morreria afogado.
Realmente, sapo não é burro mas é batráquio.
Pois não é que o sapo acatou a proposta do escorpião, reviu a sua opinião e resolveu dar-lhe boleia!!
Porém, em dado momento da travessia, o sapo sentir penetrar profundamente o agulhão na sua carne sapal.
– Mas por quê? Perguntou ao escorpião …
E, antes da submersão, ouviu a seguinte resposta escorpiônica:
– É algo acima de mim, fora de meu controle, é de minha natureza!

9 comentários a "“Cheguei a ter vergonha de olhar nos olhos as pessoas”"

  1. Na ressaca de um dos dias mais Negros da História de Canas.perpetrado pelo mais ascoroso lacaio de Cesário e P S D ,de que hÁ memória ,em prol da destruíção Canense em pleno DISCURSO no 2 de AGOSTO:

    ESSE SR NÃO REPRESENTA CANAS,MAS SIM O PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA(ATÉ AÍ ,TUDO BEM DEMITA-SE IMEDIATAMENTE E VÁ A ELEIÇÕES PELO P S D )

    O- P S D -TEM A LEGITIMIDADE DE IR A ELEIÇÕES EM CANAS,ASSIM COM OS OUTROS PARTIDOS.

    MENTIU QUASE NA TOTALIDADE DO DISCURSO,PEDIU PALMAS PARA O PÁROCO DE CANAS ;NUMA ATITUDE DE PISCAR O OLHO AO eleitorado da Igreja ,a pensar já nas eleições do próximo ano .

    Tenha VERGONHA E DISCERNÍMENTO

    PARA CONCLUÍR: QUE O ALARGAMENTO DO CEMITÉRIO,ALÉM DE NÃO RESOLVER NADA ,É IRREVERSÍVEL PARA TODO O SEMPRE.

  2. borges da silva o melhor candidato
    dos disponiveis para derrotar
    os situacionistas

    há mais dois ou três
    mas que não querem ir
    para a CMN atendendo
    ao estado miserável
    em que ela se encontra
    e cuja salvação exige medidas complexas

    o ideal seria que borges da silva
    se juntasse a esses dois ou três

    mas não vai ser fácil

  3. Diz lá quem são os outros.
    Tu e mais quem?
    Complexo está, mas nada que não se resolva com um abanão e uma vassoura para varrer os lambe botas e carneiristas do Marques.
    A presidente que o mande embora chame gente nova e verá o que tem a ganhar. Até pode ser com o Borges da Silva.

  4. com todo o respeito pelo Dr. Borges da Silva e com a sua verdadeira entrevista, o próximo prexidente da cambra É O DR LUIS PINHEIRO – grande trapezista, manobrador e que pode pôr nelas em (nece)cidade extrema.

  5. freguesias desfeitas | 7 Agosto, 2012 às 08:57 |

    caro comentador das 12h44 será bom que vão juntos às eleições os dois partidos que atascaram a CMN.

    deixe que continuem juntos

    seria uma má notícia para a oposição que eles se separassem

    Ou se salvam (e é uma boa possibilidade, porque os votos dos protegidos devem chegar)

    ou perdem redondo (se o concelho acordar não se deixando adormecer por porcos no espeto)

    PS1-ganham por grande maioria se forem apoiados na campanha pelo Relvas, das freguesias. Aí não haverá nada a fazer

    PS2-o slogam "obra feita" será substituido por "dívida feita" e o "primeiro as pessoas" será substituido por "primeiro a falência"

  6. Borges da Silva o catavento que muda de ideologia consoante lhe parece melhor para atingir o seu único fim – o poder. Ele já foi do PS, do PSD, do CDS. Vivam as pessoas com fortes convicções basilares. Neste e noutros aspectos este sr. é muito parecido com Isaura Pedro, Zé Correia e Manuel Marques. Que terra de caca.

  7. depois de saber umas coisas
    do passado
    fiquei desiludido

  8. A novo "muleta",foi muito seu amigo;sr Efeneto não corte os comentários,até porque não foram mencionados nomes própios,nem foi usada linguagem imprópia para crianças ,pessoas sensíveis ou posto em causa o bom nome(até pela ausência dele)de ninguém!

  9. o Dr. Borges da Silva, ligado, ao cristão novo Luis Pinheira que queria acabar com o concelho dse nelas, É UM TIRO NO PÉ

    o presidenta da junta da parhocia de Canas, é um "mercenário" a custo de muito dinheiro, foi ele que precipitou a saída do Dr. Borges, até porque a politica que o Dr. Borges queria implantar de equidade dos recursos, ERA COMLETAMENTE NEFASTA ao vereador(LP) ex-colega do dr.correia, teria sido uma luta inglória ter ganho a câmara e depois não ser compensado,

    paciência Dr. Borges Silva, como se costuma dizer "quem viu visse", ou,corrijo "quem não viu que visse" ou ainda "quem não comeu que comesse"

    afaste-se desse pinheiro, que não é pinheiro, é um eucalipto.

    Tudo se há-de fazer nas eleições para divulgar as trapaças politicas do eucalipto e olhe que há bastante matéria.

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