Lapa do Lobo – uma história rica em tradições


– Fundação Lapa do Lobo coloca um marco na história da freguesia ao inaugurar o seu edifício-sede no passado dia 9 de Outubro

– Magnífica obra, com diversas valências, alia de forma indelével a arquitectura tradicional da Beira com traços contemporâneos

– Evento contou com a presença de Isaura Pedro, Atílio Nunes e Miguel Ginestal (Governador Civil de Viseu), entre outras individualidades

Carlos Cunha Torres, é o rosto mais visível da verdadeira “revolução” que a Fundação Lapa do Lobo está a operar numa das mais tradicionais freguesias do concelho, desde 2007. É ancestral a ligação da família Batalha Torres (que já vai na sua 7ª geração) à Lapa do Lobo. Sua avó Maria José Cunha foi evocada no edifício sede da Fundação, inaugurado no passado dia 9, ao ser atribuído o seu nome ao auditório com capacidade para 80 pessoas – uma das mais valias do edifício.
O descerramento da placa alusiva foi feito pelo seu filho, Nelson Cunha, que recordou algumas das memórias de sua mãe, sublinhando que “esta obra que agora estamos a inaugurar deve-se ao espírito aberto e generoso da família Batalha Torres”. Num percurso pela história da família, o mentor da Fundação Lapa do Lobo, Carlos Cunha Torres, perante um auditório repleto, situou no ano do nascimento da Fundação, 2007, o momento da “concretização do sonho de uma família”. O presidente do Conselho de Administração da Fundação enumerou de seguida todas as entidades com as quais a Fundação desde essa data tem “interagido”, designadamente “Junta de Freguesia da Lapa do Lobo, Associação Lapense, Escuteiros de Canas de Senhorim, Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, Associação Nelas Solidária, Cruz Vermelha, Sociedade Musical 2 de Fevereiro de Santar e Sport Lisboa e Nelas”. e destacou alguns dos projectos levados a cabo na freguesia, nos quais tem particular orgulho, pela adesão entusiasta da população – aulas de ginástica, atelier de artes para jovens e escola de bordados, estes de frequência gratuita. A atribuição de diversas bolsas de estudos, tem sido outra das principais áreas de actuação da Fundação. “Neste momento são já 15 os beneficiários do nosso apoio em termos de bolsas de estudo”, referiu Carlos Cunha Torres, que classificou o edifício-sede, agora inaugurado como “um espaço de todos e para todos”. “Faltava-nos uma casa, por isso este é um dia muito grande para a nossa família”, afirmou orgulhoso, adiantando algumas das possíveis utilizações do edifício “aqui poderão ser realizadas exposições de diversa índole, reuniões, seminários e espectáculos”. “Os princípios que nos norteiam são a solidariedade, cultura, defesa do ambiente e do património, bem latentes no desafio que foi para nós a recuperação deste imóvel, que estando em ruínas, resultou num magnífico edifício , onde conjugámos a tipicidade arquitectónica da Beira Alta, com a modernidade, num casamento perfeito entra a antiguidade e a modernidade”, enfatizou. O simbolismo da data foi também realçado por Cunha Torres, que visivelmente emocionado referiu que “foi no dia 9 de Outubro de 1995 que “falei a minha avó Maria José Cunha, pessoa dotada de uma enorme generosidade”. “A Fundação Lapa do Lobo é uma entidade livre, independente e apartidária, ao serviços das populações de Nelas e Carregal do Sal”, concluiu.

“A Fundação quer seguir os caminhos da conservação do património e da inovação”

O presidente do Conselho Geral da Fundação, Padre Nuno Santos, destacou o simbolismo dos dois principais elementos usados na construção do edifício “o granito, que tanto diz sobre a nossa alma e sobre a nossa história e o aço corten, que revela uma aposta na modernidade, com ousadia”. “Estes são os caminhos que a Fundação quer seguir – por um lado a conservação do nosso património cultural, arquitectónico e de valores, e por outro, a inovação”, referiu o pároco de Canas de Senhorim.
Salomão Fonseca, presidente da Junta de Freguesia, elencou o vasto conjunto de obras e projectos levados a cabo pela fundação, que em muito “melhoraram a qualidade de vida dos Lapenses”, desde o primeiro apoio “para o aspirador glutão que tornou as ruas da Lapa mais limpas, à iluminação, requalificação de várias zonas da aldeia, internet sem fios gratuita para toda a população, nesta altura já com mais de 100 utilizadores, o ar condicionado na igreja, a grande intervenção na sede da Associação Lapense, os subsídios para festas e para o alindamento geral da Lapa do Lobo, entre outros”. O autarca considerou mesmo Carlos Cunha Torres “o ponta de lança do quarteto atacante que representa a família Cunha Torres, que tudo tem feito para concretizar os sonhos dos Lapenses”.

“Carlos Cunha Torres já é um Lobo da Lapa”

Recordando que já o seu avô esteve na primeira linha de uma série de obras na Lapa, como sejam a rede pública de electricidade e a pavimentação de ruas, tendo sido considerado “um Lobo da Lapa”, precisamente por ter deixado a sua marca na freguesia, trazendo-lhe mais desenvolvimento, Salomão Fonseca qualificou também de “Lobo da Lapa”, Carlos Cunha Torres, terminando a sua intervenção dirigindo-se a Cunha Torres “na Lapa do Lobo só existe um partido – o PFL (partido da freguesia da Lapa) e o Senhor por tudo o que fez pela Lapa foi nele automaticamente inscrito e aceite”. Isaura Pedro, presidente da Câmara de Nelas, classificou a edificação da sede da Fundação de “acto de nobreza e de grande carácter, numa altura de grande crise”, sublinhando que “seria mais fácil fazê-la no litoral, ou nos grandes centros urbanos, mas foi aqui feito, para preservação da memória e identidade cultural da Lapa do Lobo, e lutando assim contra a interioridade”. A edil realçou ainda “as parcerias que a autarquia tem vindo a estabelecer com a Fundação e com a Junta de Freguesia, nomeadamente na área social, educativa e artística, que têm sido essenciais para diversas instituições de concelho alcançarem os seus objectivos”. “Este é um gesto de elevado virtuosismo e um exemplo a seguir nos dias de hoje”, concluiu Isaura Pedro. O governador civil de Viseu também marcou presença no evento. Miguel Ginestal enalteceu a obra agora inaugurada, considerando-a “impressionante”e ao mesmo tempo “um grande estímulo”, “São tempos de crise que vão exigir de nós muito esforço e sentido de partilha” disse o antigo deputado socialista, referindo ainda que “esta é uma boa notícia também para a Beira Alta e para o distrito de Viseu”. “É também uma boa notícia a criação de novos postos de trabalho por parte da Fundação, que é uma instituição singular, que sabe valorizar a história, as tradições e as suas gentes e assenta a sua actuação nos princípios da solidariedade”, acrescentou. Miguel Ginestal elogiou a acção desenvolvida pela Fundação “sobretudo a sua missão filantrópica, com um grande respeito pela cidadania – como representante do governo no distrito, quero destacar o alcance social, económico e cultural da Fundação”.
Tânia Costa – primeira bolseira da Fundação “brilha” num dos maiores centros de investigação do cancro no mundo
A Lapense Tânia Costa foi a primeira beneficiária do apoio financeiro por parte da Fundação para um doutoramento no prestigiado Instituto Karolinska, um dos maiores centros de investigação do mundo na área do cancro da mama. Num acto com grande simbolismo, deslocou-se propositadamente de Estocolmo para a Lapa do Lobo, para estar presente na cerimónia e dar o seu testemunho sobre a importância que a bolsa teve na sua carreira. “Entre Março de 2008 e Janeiro de 2010 a bolsa foi determinante para eu poder continuar na Suécia a fazer o meu doutoramento”, afirmou categoricamente Tânia Costa no auditório da Fundação. De seguida, deu uma curta aula de sapiência sobre a sua investigação.
Sociedade Musical 2 de Fevereiro, NACO e Atelier das Artes animaram o evento
O evento de inauguração do edifício-sede da Fundação contou com algumas apresentações artísticas e musicais, que lhe trouxeram um brilhantismo muito especial. Desde logo um desfile de moda, promovido pela turma do Atelier das Artes, da Fundação Lapa do Lobo, em que os diversos “modelos” desfilaram com roupas totalmente elaboradas a partir de materiais reciclados e reutilizáveis, o que resultou numa magnífica apresentação. Foi durante 3 meses e graças ao empenhamento de professora e alunos, que os fatos de “gala” foram produzidos, recorrendo a várias técnicas, como moldagem, colagem, dobragem e pintura e partindo das sugestões dos formandos, em que se usaram materiais como plásticos, pacotes de leite, pacotes de açúcar, rolhas de garrafas, rolos de cozinha, cápsulas de café, CD´S, entre outros. A Sociedade Musical 2 de Fevereiro de Santar e o grupo cultural NACO de Vila Nova de Oliveirinha actuaram também, no exterior e interior do edifício. Ambas as instituições são apoiadas pela Fundação.

Atelier das Artes pretende formar jovens artistas

– Crianças a partir dos 6 anos e jovens até aos 17 inspiram-se na Lapa do Lobo
A funcionar ainda em instalações provisórias, desde Maio deste ano, o Atelier das Artes da Fundação Lapa do Lobo é um espaço lúdico e de formação, onde todos os Sábados pela manhã 20 crianças e jovens podem explorar a sua faceta mais criativa. A formadora Fernanda Fernandes, licenciada em Educação Visual e Tecnológica, mostra-se “muito satisfeita” com o evoluir das actividades, considerando ter “um grupo muito criativo”. A expectativa é de poderem daqui “sair alguns talentos”, isto nas várias actividades que ali são desenvolvidas. De entre elas destacam-se o desenho, as telas, pinturas em acrílico, sendo divididas em dois grupos – um dos 5 aos 12 anos, com actividades mais básicas, como o desenho e pinturas e outro dos 12 aos 18 anos, com telas e artes plásticas. Cada um dos grupos tem actualmente 10 formandos, e até agora apenas 2 desistiram, o que é um sinal da “excelente receptividade deste atelier, e ainda temos alguns em lista de espera”. Sobre o futuro deste Atelier, Fernanda Fernandes define como objectivos “aperfeiçoar as actividades actuais, trabalhando sempre em função das preferências dos formandos, desenvolvendo ainda novas áreas e técnicas, nomeadamente nas áreas de pintura e fotografia – há muito ainda para explorar”. O grande objectivo deste Atlelier é assim “descobrir todo o potencial artístico destas crianças e jovens e quem sabe saírem daqui alguns talentos, pois aqui há muito potencial para poder ser explorado”.
Matilde (6 anos) e Cátia (17 anos) fascinadas com o Atelier
A mais jovem aluna do Atelier, Matilde, com 6 anos, mostra-se “muito satisfeita” por frequentar o Atelier, gostando particularmente de pintar desenhos, frascos de vidro e flores. Já Cátia, de 17 anos, soube do Atelier por um e mail que recebeu, decidindo inscrever-se pois sempre teve um “gosto especial por esta área”, de tal forma que tem praticamente concluído um quadro, com pintura em acrílico sobre tela, num estilo abstracto, num trabalho “muito minucioso”. Esta jovem gostaria um dia de ser artista plástica, nem que seja somente “nos tempos livres, pois a pintura é algo que me fascina”, confidencia-nos.

Escola de bordados funciona desde Junho e pretende preservar esta arte ancestral

Um dos projectos mais acarinhados pela Fundação é a escola de bordados, a funcionar desde o dia 19 de Junho deste ano, embora as suas raízes se encontrem no ano de 1989, quando um grupo de mulheres da Lapa do Lobo promoveu um curso para adultos nesta área. Carlos Cunha Torres, depois de verificar que já havia alguma obra feita, decidiu criar a escola de bordados. Catarina Fonseca e Clarinda Fonseca, são as formadoras, que têm a seu cargo 21 formandas nos seniores – oriundas da Lapa do Lobo, Fiais da Telha e Vale de Madeiros, e 9 nas crianças, dos 6 aos 8 anos, incluindo um rapaz. O objectivo desta escola é “preservar o trabalho dos nossos antepassados”, como nos adianta Clarinda Fonseca, que explica que “este é um trabalho muito minucioso, que requer muita paciência, e em que pretendemos aliar o antigo – vamos recolher ideias a revistas dos anos 30 e anos 60, ao moderno”, ou seja, tal como a Fundação “pretendemos inovar, sem perder de vista a tradição”. É com grande orgulho que nos apresentam os bordados tradicionais da Lapa do Lobo – feitos com arame e ráfia natural, principalmente obtida a partir das tão características videiras deste concelho vitivinícola. “Este é o verdadeiro ex-libris do artesanato Lapense e as suas origens remontam ao longínquo ano de 1910”, diz-nos Clarinda Fonseca. É assim com um espírito alegre, de sã convivência, que se reúnem todas as Sextas Feiras à noite, para já num espaço provisório. A Fundação facultou a cada formando um quadrado de linho, 2 novelos de linha, e uma tesoura. A Fundação pretende vir no futuro a promover a comercialização destes verdadeiros tesouros Lapenses, podendo mesmo vir a ser aberta uma loja de artesanato local.


Vários projectos e acções programadas para o futuro próximo

São diversos os projectos em curso e programados no curto prazo por parte da Fundação. Carlos Cunha Torres prevê arrancar em breve com as obras de requalificação de várias ruas e largos da aldeia em breve, como sejam as da Rua das Almas, Cimo do Povo, Terreiro dos Antunes, Rua Nova e Rua de Santa Catarina. Em curso está um dos projectos que lhe é mais querido – a recuperação de várias casas de aldeia, situadas junto ao Terreiro dos Antunes, para ser ali instalado um “turismo de aldeia”, uma vez mais no sentido de “preservar o património arquitectónico da freguesia”. O nome já está escolhido – “Casas do Lupu”, porque como já referimos a Lapa até 1526 era referida nos mapas como “Lapa do Lupu”.
Fundação já criou 8 postos de trabalho
Carlos Cunha Torres prevê com este projecto turístico criar mais alguns empregos, que irão incrementar os 8 já criados – 3 efectivos e 5 em colaboração a tempo parcial. Relativamente a outras actividades, está prevista no dia 19 de Novembro, a realização de um seminário subordinado ao tema “Recuperação do Património Arquitectónico Civil”, sendo precedido da exibição do filme “Casas Adormecidas – um passado com futuro”, enquanto na sala de exposições estará brevemente patente uma exposição de bordados Portugueses.

LAPA DO LOBO

O nome desta freguesia tipicamente Beirã do concelho de Nelas, deve-se ao facto de em tempos remotos, um lobo ser o maior terror e pesadelo das populações locais.
Lapa do Lobo foi lugar da freguesia de Canas. Na carta de aforamento de Algerás, do ano de 1275, era designada como “Lapa de Lupo” e no censo de 1527 era referida como “Lapa do Lobo”.

Em toponímia, o vocábulo “lapa”, aí muito empregado, designa essencialmente não só “grande pedra mais ou menos espalmada, ou laja, que ressaindo de um rochedo forma debaixo de si um abrigo para gente ou animais”, mas também “ o abrigo, ou cavidade assim formada, a que a laja serve de tecto”.

A vila de Canas por sua vez, havia pertencido à terra de Senhorim até 1186, altura em que D. Sancho I doou a vila de Canas ao bispo de Viseu, D. João Pires.
O cadastro de 1257 dava à vila de Canas “ além da dita vila, os lugares de vale madeiros, que tem oitenta vizinhos e o da Lapa do Lobo que tem cinquenta vizinhos e o lugar da Póvoa de Santo António que tem vinte e quatro vizinhos e fora da freguesia tem este termo na freguesia de Carvalhal Redondo e o lugar de Val Cham que conta de dezasseis vizinhos…”
A pertença à Sé de Viseu não foi pacífica, sobretudo porque a ambição territorial dos cónegos era grande e muito contestada.

Em 1403, o Infante D. Henrique escreveu ao Cabido a solicitar que renunciasse à posse de Canas e seu termo, em favor do seu escudeiro Pedro Nunes Homem, sobrinho do bispo D. João Homem. Ao que parece o pedido só foi atendido a prazo e assim, no terceiro quartel do século XV, de novo se gerou grande litígio entre o rei D. Afonso V e o cabido de Viseu, desta vez sobre as jurisdições cíveis e crime nas terras do termo de Canas.

D. Afonso V diminuiu a questão, doando a terra a Álvaro de Carvalho em 1475. Assim mesmo as contendas não terminaram, obrigando a uma intervenção apostólica (1523).

Entretanto, em 1514, Canas obteve carta de foral novo, do rei D. Manuel, o que trouxe a estas terras um relativo desafogo. O povo ficou apenas obrigado a pagar ao Cabido “ um oitavo do pão e do vinho e uma porção de linho … com restrições apenas quanto à venda das propriedades, a qual não deveria ser feita a pessoas privilegiadas que não pagassem aquelas prestações…” O estatuto de Canas e seu termo passou a ser o de um concelho pertencente ao rei que “ apresentava as justiças do dito concelho, assim juiz ordinário, vereadores, procurador e mais oficiais de justiça, câmara, órfão, direitos reais e almoçarias” ainda em pleno século XVIII (1765)
No aspecto demográfico, estas terras quintuplicaram em número de habitantes, entre 1527 e 1838, certamente com base numa relativa prosperidade económica.

Por terras de Santa Catarina …

Lapa do Lobo

População : 772 habitantes – Census 2001

Área : 10,59 Km2

Presidente da Junta de Freguesia: Salomão Fonseca (PSD-CDS-PP)

Actividades económicas
Agricultura e construção civil

Festas e Romarias
Santa Catarina (25 de Novembro), Nossa Senhora de Fátima (13 de Julho) e Festa de Verão da Associação Desportiva e Cultural Lapense

Associações : Associação Lapense

Fundações : Fundação Lapa do Lobo e Fundação Lopes da Fonseca (lar e centro de dia)

A Santa Padroeira da Lapa do Lobo, Santa Catarina, nasceu em Alexandria no ano 294, quando recebeu o nome de Doroteia. Considerada padroeira dos estudantes, sábios e profesores.
Diz a tradição católica que Santa Catarina era uma princesa de Alexandria, mesmo assim, comenta-se que era genuinamente humilde. Sabia ler e escrever, o que, para uma mulher, naquela época era muito raro.
O imperador romano Maximus certa vez convocou os reis e rainhas, principes e princesas, para adorar seus ídolos. Entretanto, Santa Catarina não compareceu. Indagada pelo imperador, teve de se dirigir a Roma para se esclarecer.
Em Roma, ela respondera ao chefe romano que não seguia falsos deuses e que seu Deus era o único realmente vivo, também disse que o qrande Rei dela era Jesus Cristo. O imperador mandou-a prende-la no cácere, até que viessem os 50 maiores sábios do mundo, e a humilhassem quanto a sua argumentção aparentemente simples.
Quando chegaram, os sábios riram-se do imperador, pois, este, convocou-os apenas para contra-argumentar uma simples garota (ela possuia menos de 25 anos de idade) princesa. Porém o imperador adverteu-os: se conseguissem convencê-la, ele os presentearia com os melhores bens do mundo, mas se não conseguissem,ele os mandaria ao cárcere.
Todavia, os sábios não conseguiram convertê-la aos ídolos, pelo contrário, foram, por ela, convertidos ao cristianismo. Não só eles, mas também a rainha, esposa do imperador, e a guarda real de Roma, que se desfizeram dos antigos costumes pagãos.
A rainha foi assassinada pelo rei quando este soube de sua conversão, os guardas foram lançados aos leões no coliseu.
Após isto ocorrer, o rei tentou convencer Catarina a abandonar seu Deus e se casar com ele, mas sem sucesso. Então, ela foi torturada e decapitada pelo imperador romano Maximus por ela o criticar por adorar “ídolos pagãos”.
A lenda diz que o corpo de Catarina desapareceu milagrosamente, sendo transportado por anjos para o topo de Jebel Katerina, o pico mais alto da península do Sinai. Três séculos mais tarde, o seu corpo, supostamente incorrupto, foi encontrado por monges e levado para o Mosteiro da Transfiguração, onde algumas das suas relíquias e o seu nome ficaram até hoje.

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