Detidos por tráfico de droga em Nelas e Mangualde

O Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Mangualde, ontem, dia 21 de janeiro, deteve três homens com idades compreendidas entre os 32 e os 36 anos de idade e uma mulher de 56 anos por tráfico de estupefacientes, nos concelhos de Mangualde, Nelas e Fornos de Algodres.

No âmbito de uma investigação que decorria há cerca de cinco meses, os militares da Guarda apuraram que os suspeitos vendiam o estupefaciente de forma direta aos consumidores residentes naqueles concelhos. Foi ainda possível apurar que um dos suspeitos era o autor de, pelo menos, nove furtos em interior de residência, na localidade de Tibaldinho, no concelho de Mangualde. O suspeito atuava de forma isolada através de arrombamento de portas e janelas e introduzia-se no interior das residências a fim de subtrair dinheiro e objetos de valor.

Os detidos foram constituídos arguidos e estão a ser presentes a primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Mangualde.

Vacinação nos Lares de Nelas avança

Continuou hoje a vacinação dos utentes e funcionários dos Lares existentes no Concelho de Nelas, num universo de cerca de 500 pessoas, partindo a equipa, como todos os dias, do centro de Saúde de Nelas.
A vacinação dos utentes e funcionários das unidades atualmente com surto Covid será realizada assim que for ultrapassada a situação, dentro de aproximadamente 15 dias, e a segunda dose da vacina aos utentes e funcionários agora vacinados será aplicada dentro de 21 dias.
Uma equipa de profissionais liderados pela Enfermeira Helena Rebelo e com o apoio logístico da Proteção Civil Municipal, das Unidades de Saúde Familiar e Unidade de cuidados à Comunidade do Concelho de Nelas, dos seus profissionais e dos profissionais das instituições sociais espalharam durante toda a semana a esperança que há-de – estamos certos – contribuir definitivamente para pôr fim a esta pandemia que insiste em nos confinar, pessoal e socialmente.
Um sinal de esperança, pois, no meio da pandemia!
CM de Nelas

Nelas regista mais duas mortes por Covid-19 na Casa de Repouso “A Família”

15 (quinze) casos novos de COVID-19 reportados hoje pela Autoridade de Saúde pública concelhia;
0 (zero) casos recuperados de Covid-19 no Concelho de Nelas, sendo que o Serviço Municipal de Proteção Civil não foi informado quanto a eventual existência ou não de casos entretanto recuperados;
2 (dois) óbitos de COVID-19 reportados hoje pela Direção Técnica do Lar Casa de Repouso “A Família”;
No total existem 196 (cento e noventa e seis) casos ativos de COVID-19 no Concelho de Nelas.

Projeto turístico das Rotas das Invasões Francesas apresentou novas iniciativas

  • regiões transfronteiriças do Centro de Portugal e de Castela e Leão.

Decorreu hoje, em formato online, o quarto Comité de Direção do projeto Interreg NAPOCTEP – Rotas Napoleónicas por Espanha e Portugal. Este é um importante produto turístico que junta as regiões transfronteiriças do Centro de Portugal e de Castela e Leão e que visa o desenvolvimento dos territórios abrangidos.

A reunião serviu para apresentar trabalhos já desenvolvidos no âmbito do projeto, assim como apontar caminhos para o futuro. O destaque vai para a apresentação das rotas turísticas relativas à Terceira Invasão Francesa, que teve início em julho de 1810 e terminou em abril de 1811. No território nacional, a invasão iniciou-se em Almeida e continuou para o Bussaco, onde teve lugar uma importante batalha, tendo terminado nas Linhas de Torres Vedras, de onde os invasores retiraram, sem sucesso.

No encontro de hoje foi também lançado o desafio para que, no futuro, sejam integradas as rotas das duas primeiras Invasões Francesas, associando, deste modo, outros municípios com importante património histórico.

Esteve presente a Federação Europeia das Cidades Napoleónicas, representada por Jacques Mattei e Eleonora Berti, os quais apresentaram as iniciativas previstas para a Comemoração do Bicentenário da Morte de Napoleão, que se comemora este ano e à qual os parceiros se vão associar.

O objetivo do projeto Interreg NAPOCTEP, liderado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, é transformar o património da época das invasões francesas – assente nas Rotas Napoleónicas – num produto turístico de qualidade e sustentável, capaz de criar riqueza e emprego em zonas espanholas e do Centro de Portugal.

Covid-19.Novo recorde de mortes

Portugal registou, nas últimas 24 horas,mais 234 mortes e 13.987 novos casos de Sars-Cov2, de acordo com o boletim divulgado pela Direção-Geral da Saúde, passando assim a marca de 600 mil casos de infeção, com um total de 609.136 contágios confirmados desde março. O total de óbitos subiu para 9.920, sendo o quinto dia consecutivo em que Portugal bate o recorde diário de vítimas mortais.

O número de casos ativos cifra-se agora em 157.660, sendo que recuperaram 7.830 pessoas da doença nas últimas 24 horas.

A DGS refere que estão internados 5.779 doentes (mais 149), dos quais 715 estão em unidades de cuidados intensivos (mais 14).

Carlos Lucas Dão Tinto 2018 : Classe e elegância elogiadas pela Decanter

Lado a lado com vinhos de categoria mundial (especialmente, e na qualidade de enófilo, destaco um vinho Uruguaio de uma das minhas castas tintas preferidas – Tannat),Carlos Lucas volta a destacar-se, num a publicação de grande prestígio, como é a Decanter. O crítico atribuiu 91 pontos, ao Dão  Tinto 2018, vendido no Reino Unido por 5,99 Libras, o equivalente a 5,30€.

De acordo com a apreciação, o néctar de “outono/inverno”,apresenta “um rótulo com classe,alusivo a azulejos portugueses”,denota ndo “complexidade,equilíbrio e elegância”, com aromas de “frutos pretos”, com notas de “violeta”.

“Grande acidez,taninos rústicos,especiarias e um final muito refrescante”, termina a avaliação da Decanter,com um preço muito convidativo,ou seja,um preço justo,como é apanágio deste produtor.

Medicina de catástrofe: “O cenário é de guerra mesmo”

“Há pessoas a morrer na urgência indignamente”

Uma enfermeira portuguesa desabafa sobre a pandemia e mostra as marcas que a Covid-19 deixa no seu rosto — e na alma.

Dantesco. É este o nome que Raquel Loura atribui ao cenário que se vive atualmente nos hospitais portugueses. Infernal, terrificante ou aterrador são sinónimos que descrevem estes dias no Serviço Nacional de Saúde, como muitos outros profissionais de saúde já fizeram questão de testemunhar nas redes sociais.

Raquel, que é enfermeira, é um deles. Esta terça-feira, 19 de janeiro, utilizou a sua conta de Instagram para conversar com quem ali passa e relembrar que isto “não é uma brincadeira” e que “está mesmo a acontecer”.

Neste momento, já se escolhe quem vive e quem morre. Estão a ser desligados ventiladores a pessoas com 60/70 anos. Ouçam bem. 60/70 anos. Podiam ser os nossos pais/avós. Para se ligarem a pessoas de 30/40. Não há para todos. E não são só ventiladores que fazem falta. Faltam camas. Faltam condições dignas de trabalho. E mais importante que isso, faltam profissionais”, desabafa.

A enfermeira fala, inclusive, num cenário de guerra. “Há pessoas a morrer na urgência indignamente. E não só nos serviços de urgência. Sozinhos e abandonados. Pensem só dois segundos. E se fossem os vossos pais? Ou avós?”, questiona.

“Já se escolhe quem vive e quem morre”

“A minha cara está assim. Imaginem a alma. Neste momento vivo um dia de cada vez. Literalmente. Valha-me a minha família”, continua.

Neste testemunho, Raquel Loura diz que todos somos responsáveis, pelo que todos temos o dever de nos protegermos a nós e aos outros. “Já se escolhe quem vive e quem morre. E acreditem. Não são os meus. Mas é f^*#^%* fazer este tipo de escolhas”.

A enfermeira pede aos portugueses que deixem de parte os passeios higiénicos de trela sem cães, assim como os passeios à beira mar ou as dezenas de idas por semana ao supermercado quando se podem fazer as compras de uma só vez. “Só vos pedem que sentem a m^%#*^ do cu no sofá. Só isso”, acrescenta.

Por fim, Raquel reforça que o cenário é realmente dantesco, pedindo reflexão individual e que se fique em casa.

Porém, não é a primeira vez que a enfermeira usa as redes sociais para fazer apelos. Em julho de 2020, relembrava que não se podia falar em vitória, já que essa estava longe de chegar. Se havia dúvidas, a pandemia que se vive neste momento deixar margem para poucas ou nenhumas.

“Debaixo deste escafandro estou eu. Eu e todos os meus colegas que todos os dias lutam. Os doentes só veem o sorriso nos olhos. Muitas vezes reconhecem-nos assim. Sabem o quão duro é passar horas dentro desta sauna ambulante? Sem ter acesso a água. A casa de banho. Àquilo que nos é essencial. Só passando mesmo”, desabafou na altura.

O discurso que usou naquela publicação aplica-se mais uma vez: “Não relaxem. Este pesadelo ainda não acabou. Temos que ser conscientes e prudentes. Não facilitar em nada. Nada mesmo (…) É tempo de reflexão e de empatia. É tempo de Fé.”

A imagem que acompanha o texto de Raquel Loura.

In: https://www.nit.pt/fit/saude/o-cenario-e-de-guerra-mesmo-ha-pessoas-a-morrer-na-urgencia-indignamente?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=ed-tvi&fbclid=IwAR0NicIWLXWkv2NJGMFBUoSr134xOZoXfOCfXkxbrpCKy4y62veHPxIo36U

Acusados de crime de incêndio florestal

O Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Viseu, ontem, dia 21 de janeiro constituiu arguido um homem de 24 anos e identificou outro de 40 anos, por três crimes de incêndio florestal, no concelho de Castro Daire.

No decorrer de diligências de investigação dos incêndios que deflagraram naquele concelho no dia 19 de janeiro, os militares da Guarda conseguiram identificar os autores que perpetraram estes atos, movidos pela ideia de vandalismo. Os incêndios consumiram uma área total de 700 hectares de mato.

Os factos foram comunicados à Policia Judiciária (PJ), que dará continuidade às diligências de inquérito.

Bombeiros de Nelas com dois infetados e um membro da direção

Face à atual situação pandémica que todos conhecem e dado ao agravamento acentuado de números de casos COVID-19 nas últimas semanas, tal como com o surgimento de elementos deste Corpo de Bombeiros a serem colocados em isolamento, devido a contactos e envolvimento direto em potenciais cadeias de contágio ativas, apresentando alguns, sintomas associados à doença, a direção e o comando da Associação, articulando com a Câmara Municipal de Nelas, Autoridade de Saúde e a Unidade de Saúde Familiar Estrela do Dão, consideraram ser necessária a testagem de todos os elementos, visando a necessidade de implementação do sentimento de tranquilidade entre os operacionais, tal como a garantia da continuidade da operacionalidade do Corpo de Bombeiros na sua missão de proteção e socorro.
Nos testes realizados no dia 20 de janeiro, e conhecidos os resultados, verificou-se a existência de 2 (dois) casos entre os elementos operacionais do Corpo de Bombeiros e 1 (um) caso entre os dirigentes dos Órgãos Sociais da Associação, positivos à COVID-19, totalizando 3 (três) casos.
No contexto acima referido e em cadeias de contágio ativas e externas ao corpo de bombeiros, encontram-se ainda em isolamento, 4 (quatro) elementos, mesmo tendo estes já testado negativo.
Não podemos deixar de reiterar o agradecimento de todo o esforço destes homens e mulheres, que desde o início da pandemia transportaram centenas de doentes COVID-19, intensificando-se esta atividade nas últimas semanas, expondo-se de forma permanente ao risco de contágio.
Desejamos as rápidas melhoras a todos, com a certeza que continuamos fortes e unidos no desempenho desta missão.
Sensibilizamos os responsáveis e decisores políticos, para perceberem o quanto é fundamental a presença destes operacionais íntegros e ativos para o combate à pandemia e no desempenho da sua missão, quando se definem prioridades na vacinação à COVID-19.
A linha da frente é longa, quando alguém tem de fazer a ponte entre quem necessita dos cuidados e de quem presta os cuidados.
Mais do que a pandemia que vivemos, a missão destes homens e mulheres é demasiado abrangente e incessante, porque ao mesmo tempo as coisas acontecem, continuando a ser chamados para todas as frentes e em constantes necessidades, mesmo que ninguém se aperceba ou só perceba quando lhes toca. E nem se queira pensar ou imaginar o que seria, não se poder contar com eles.
Apelamos à população para perceberem a dimensão e a proporção atual da pandemia, cabendo a cada um dos cidadãos ser um agente de saúde pública, mitigar o risco e reduzir o contágio, adotando o que se encontra estabelecido a bem de todos, minimizando a todo o custo o aumento abrupto de casos diários e consequentemente o elevado número de mortes.
Nelas, 22 de janeiro de 2021
Filipe Guilherme De Almeida
Comandante B.V. Nelas

Grupo Tavfer regista quebra de seis milhões no volume de negócios

“Tivemos uma quebra de seis milhões de euros no volume de negócios relativamente à faturação dos anos anteriores”, declarou à agência Lusa Nuno Pereira, assessor da administração do grupo criado pelo seu pai, Fernando Tavares Pereira, oriundo de Midões, concelho de Tábua, no distrito de Coimbra.

As 53 empresas do grupo, localizadas em diversos concelhos, empregam cerca de 600 pessoas com vínculo, a que habitualmente se juntam entre 50 a 100 trabalhadores para tarefas sazonais, sobretudo no setor agrícola, este mais concentrado em Tábua, Oliveira do Hospital e outros concelhos da região.

Neste segundo “lockdown”, os 38 centros de inspeção automóvel que a família possui, do Minho ao Algarve, “vão continuar abertos, mas terão menos inspeções”, estima Nuno Pereira.

“No grupo, os centros de inspeção é que faturam mais”, realçou, recordando que o primeiro confinamento, em 2020, implicou quebras de 20 a 25% no volume de negócios destes serviços por estarem fechados “meses”.

Para apoiar o combate à pandamia, desde março de 2020, “o grupo Tavfer já distribui um milhão de máscaras cirúrgicas, oferecidas aos clientes e entidades da área social”,revelou.

O grupo familiar possui quatro unidades hoteleiras, incluindo na Serra da Estrela e no Algarve, que estiveram “muitos meses” fechadas.

Neste confinamento, Nuno Pereira antecipa que “o pior impacto será nos hotéis”, depois de “uma certa instabilidade das medidas” do Governo, no ano passado, ter originado “instabilidade no emprego e na oferta”.

“Tem havido muitos cancelamentos de reservas. Tem sido uma catástrofe”, assevera.

Na presente vaga da pandemia, “não vamos fazer lay-off nas nossas empresas”, prevê.

“Não sabemos o que isto vai dar. No entanto, quem quiser tem sempre trabalho noutros serviços do grupo ou fica em casa”, acrescenta.

Na área agroflorestal, que inclui vitivinicultura, olivicultura, silvicultura e fruticultura, “trabalham 50 pessoas a tempo inteiro”, podendo ser contratadas mais para atividades temporárias.

“Na parte agrícola, o último verão nem correu mal. E a comercialização de vinho também correu bem em dezembro”, realçou o empresário de Midões, cuja família tem apostado nos últimos anos na produção de frutos silvestres.

A pandemia veio agravar a situação dos diferentes investimentos, desde logo ao nível agrícola e florestal.

“Estávamos ainda numa fase de recuperação dos incêndios de 2017 e das tempestades de 2018 e 2019”, referiu, ao indicar que a reposição da capacidade produtiva enfrenta agora acrescidas dificuldades.

Nuno Pereira disse que se verifica “alguma falta de material e plantas”, que dependem da importação, e que “é tudo mais lento”.

O grupo possui também dois lares de idosos, além de empresas em áreas tão diferentes como a metalomecânica, a serralharia, a carpintaria, a construção civil e o imobiliário, entre outras.

Tecnológica de Oliveira do Hospital combate Covid-19 no mundo

A AT MicroProtect foi desenvolvida pelo consórcio liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, e com o Departamento de Física da Universidade do Minho.

A tecnologia pioneira AT MicroProtect de combate à covid-19 e às contaminações microbiológicas, desenvolvida por um consórcio liderado pela BLC3, vai ser instalada, pela primeira vez no mundo, na Generis Farmacêutica, foi esta quinta-feira anunciado.

A técnica AT MicroProtect de combate à covid-19 e às contaminações microbiológicas vai ser implementada em parceria com a Generis Farmacêutica, na unidade industrial deste laboratório farmacêutico, na zona de Lisboa, com o “objetivo de tornar esta unidade mais segura para os seus colaboradores”, disse hoje à agência Lusa o presidente da BLC3, João Nunes.

A AT MicroProtect foi desenvolvida pelo consórcio liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, e com o Departamento de Física da Universidade do Minho.

A inovadora tecnologia “consegue inativar, num minuto, 99,97% das partículas de vírus SARS-CoV-2 [que provoca a doença da covid-19] no ar com aplicação a outros microorganismos, como a Mycobacterium tuberculosis (responsável pela doença da Tuberculose) e até bactérias multirresistentes E. Coli e Satphycoccus Aureus, que estão na origem de graves problemas de contaminações em unidades de saúde, como hospitais”, sublinha João Nunes.

Tendo por “base e visão o combate às contaminações microbiológicas”, a nova tecnologia e conceito está “não só preparada para a atual pandemia e vírus SARS-CoV-2, como para futuras pandemias e até mesmo para os problemas atuais de contaminação originados por bactérias multirresistentes e vírus”, afirma o responsável.

Por exemplo, em termos de resultados científicos, “em um minuto, de 16.982 partículas de vírus SARS-CoV-2, apenas cinco partículas não foram inativadas (“mortas”, em termos de senso comum), o que deu um resultado de 99,97%”.

“E, ao fim de cinco e 15 minutos, obteve-se uma inatividade total, 100%, e sem qualquer variação no comportamento do vírus”, destaca João Nunes, referindo que “isto foi efetuado em 27 amostras diferentes validadas cientificamente”.

Numa outra vertente de validação, “em um minuto, de 59.250 bactérias Mycobacterium tuberculosis, em três das quatro variações da tecnologia desenvolvida, conseguiu-se alcançar os 100% de inativação e na outra variação 98,75%, em ensaios efetuados em triplicado”, explicita o presidente da BLC3, que também coordenou a investigação.

A Generis, “empresa líder em Portugal no mercado de medicamentos genéricos e parte de um dos maiores grupos mundiais” do setor — o Aurobindo — “enfrenta, como toda a indústria, desafios sem precedentes na manutenção da sua atividade e segurança dos seus colaboradores”.

Por isso, “atenta à inovação tecnológica e ao desenvolvimento nacional, a Generis lançou o desafio junto da BLC3 para aplicar a tecnologia AT Micro Protect nas suas instalações fabris”, refere Rosário Fonseca, responsável pela Unidade Industrial e Operações em Portugal, citada numa nota hoje divulgada pelo Campus de Tecnologia e Inovação.

“Para passarmos da prova de conceito laboratorial para a real/industrial é muito importante a interação com a indústria e a realidade”, realça João Nunes.

“Este foi um caminho que se efetuou e chegou agora à fase de implementação real numa unidade industrial de elevada exigência e complexidade. Isto só foi possível porque houve sempre uma abertura e cooperação da Generis e um trabalho de mais de três meses entre as equipas”, salienta João Nunes.

“Apenas as empresas que se adaptam rapidamente a novas situações, procurando soluções tecnologicamente inovadoras e com impacto para garantir a continuidade da atividade, permanecem na linha da frente”, sustenta, por seu lado, o diretor executivo da Generis, Luís Abrantes.

“O combate a esta pandemia é crucial e todos devem, na sua área de atuação, tomar ações nesse sentido”, conclui.

LUSA

Ameaças e Violência contra Jornalistas

A CCPJ teve conhecimento das ameaças contra jornalistas e dos danos causados em, pelo menos, uma viatura de serviço, no âmbito da cobertura da campanha eleitoral de um candidato às Eleições Presidenciais. Consideramos que são acontecimentos gravíssimos e uma ameaça séria ao cumprimento da missão do jornalista, especialmente neste período de campanha eleitoral, fundamental para a democracia.

O Secretariado da CCPJ está a desenvolver esforços para apurar os factos, tanto junto dos jornalistas envolvidos, como das autoridades policiais no sentido de identificar os responsáveis pelos insultos, ameaças e tentativas de agressão dos profissionais que faziam a cobertura noticiosa do jantar comício, em Braga, do candidato André Ventura, no passado domingo dia 17.

É a segunda vez no curto espaço de dois meses que se verificam incidentes graves com jornalistas no decurso da sua actividade profissional. No dia 25 de Novembro a CCPJ emitiu um primeiro comunicado condenando a “Violência contra Jornalistas” a propósito dos insultos, ameaças e tentativas de agressão a equipas de jornalistas do Observador e da TVI, que faziam a cobertura noticiosa da manifestação convocada pelo movimento do sector da restauração denominado “A Pão e Água” no dia 14 de Novembro.

Recordamos a este propósito a declaração então feita:

“Como órgão regulador da actividade dos jornalistas, a CCPJ considera os incidentes ocorridos extremamente graves. Revelaram, por parte de uma parcela importante dos manifestantes, um enorme desconhecimento sobre o papel dos jornalistas e a importância do jornalismo para a defesa dos princípios democráticos garantidos pela Constituição, incluindo o direito de manifestação. Sem cobertura jornalística nenhum protesto teria visibilidade e impacto junto das autoridades e da população.

O jornalismo livre é um dos pilares fundamentais do Estado de Direito e do funcionamento democrático de uma sociedade. A exigência que lhe deve ser feita é que cumpra esse papel com rigor, mas em caso algum essa exigência pode conter violência verbal e muito menos ameaças de violência física, como aconteceu naquela situação.

Fazemos por isso um apelo aos cidadãos para que, no respeito pelo trabalho dos jornalistas que os servem, não aceitem nem alimentem tentativas de deturpação, desinformação e manipulação do trabalho jornalístico, nomeadamente nas redes sociais, e que se se reflectem depois em formas de agressão contra os profissionais que no terreno desenvolvem um trabalho fundamental para o país.

Apelamos também às autoridades policiais para fazerem respeitar a existência de condições dignas de trabalho para os jornalistas e às autoridades judiciais para que cumpram o estabelecido na lei, abrindo imediatamente processos de investigação aos responsáveis pelas agressões a jornalistas, já que este é um crime público.”

Lisboa, 21 de Janeiro de 2021

O Plenário da CCPJ

Covid-19.Mangualde com aumento de 27 novos casos e Nelas mantém 183 ativos

MANGUALDE:

Dados do Município atualizados até às 15:45h do dia 21 janeiro 2021 :

 Mais 27 novos casos

NELAS:

15 (quinze) casos novos de COVID-19 reportados hoje pela Autoridade de Saúde pública concelhia;
15 (quinze) casos recuperados de Covid-19 no Concelho de Nelas, segundo informação obtida pelo Serviço Municipal de Proteção Civil;
No total existem 183 (cento e oitenta e três) casos ativos de COVID-19 no Concelho de Nelas.

Livro de Banda Desenhada “Aristides de Sousa Mendes, herói do holocausto”

26 de janeiro de 2021 // terça-feira 18:00hs, em Portugal.
Conferência: Apresentação da exploração pedagógica do livro de Banda Desenhada “Aristides de Sousa Mendes, herói do holocausto”, de José Ruy, no âmbito do projeto educativo “Dever de Memória”,do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
– Entrevista ao autor e artista José Ruy
Inscrição:

COVID-19: Enfermeiros do Centro pedem prudência na segunda aplicação da vacina

Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) acaba de solicitar prudência na administração da segunda toma da vacina contra a Covid-19 entre os enfermeiros.

No seguimento de vários relatos de enfermeiros, que, após a toma da segunda dose da vacina contra a Covid- 19, manifestaram efeitos secundários incapacitantes, situação que os obrigou a ficarem em casa, sem puderem trabalhar, a SRCentro aconselha todos os Conselhos de Administração dos grandes centros hospitalares a terem cautela e prudência na decisão de vacinar todos os enfermeiros ao mesmo tempo.

Dores fortes, febre, astenia, mialgias intensas e cefaleias são algumas das reacções adversas mais indicadas pelos profissionais de saúde.

No imediato, Ricardo Correia de Matos, Presidente do Conselho Directivo da SRCentro, dirigiu um apelo a todos os Presidentes dos Conselhos de Administração e Enfermeiros Directores dos centros hospitalares da área de abrangência da SRCentro para que acautelem esta situação e possam dar seguimento ao plano de vacinação estipulado de forma faseada para que não se verifiquem problemas acrescidos na disponibilização de recursos humanos para os diversos serviços hospitalares, incluindo as áreas Covid.

 

Não confundam liberdade com….IRRESPONSABILIDADE! Opinião por Vítor Santos

A liberdade é a expressão genuína da essência humana. Nascemos livres, mas desde a infância somos moldados pelo meio que nos rodeia, por influências tais como a educação, o ambiente espiritual, ético, religioso e ideológico em que crescemos, bem como pelas circunstâncias nacionais, sociais, políticas e culturais em que vivemos.

O momento que atravessamos é dos mais exigentes em termos da liberdade pessoal. Se para alguns liberdade é o «posso fazer tudo», para muitos mais liberdade é responsabilidade.

Os tempos difíceis que vivemos, em clima de pandemia, reclamam a valorização da liberdade enquanto recurso humano único, de respeito e solidariedade. Nós não vivemos sozinhos. Mantemos imensas relações o tempo todo – com a família, com os amigos, com colegas de trabalho, entre outras. Todos nós somos singulares: temos vontades, pensamentos e modos de expressão diferentes. Para possibilitar a vida em comunidade, ou seja, a vida em sociedade, apareceu a noção de ética. Esta pretende que o homem se aproprie de valores e atitudes para que viva bem e melhore a sua vida e da sua comunidade.

O uso que se faz do valor Liberdade nem sempre é consentâneo com a ética e o respeito pelo outro. Diariamente assistimos a falta de respeito pelo outro e pelo bem comum. Hoje existe uma ideia de que ser livre é poder agir para desfrutar de um prazer imediato, alimentando o próprio ego. Esquecem-se de que toda a ação provoca uma reação, fazer o que se quer sem pensar nas consequências não torna ninguém mais livre nem garante a felicidade eterna.

O homem é um ser inacabado e vai fazendo escolhas durante todo o seu percurso de vida. Somos livres porque podemos fazer e alterar essas escolhas sempre que desejarmos. E como é bom podermos fazer essas escolhas, definindo o próprio caminho, traçando os próprios planos! O Ser Humano não faz o que quer, deve traçar a realização de metas e o caminho para alcançá-las, e isso define o seu espaço de liberdade. Fora disso, já está em entrar no caminho do outro.

É verdade que nada na vida compensa o preço de ser livre. O que seria de nós, neste mundo globalizado, se não pudéssemos expressar-nos livremente? Não existia debate, pensamento livre, e até a ciência, que depende fortemente de que se possa dizer, do que se pensa (hipóteses) e do que se encontra (evidências), seria gravemente afetada. A internet uniu o mundo em rede, facilitando a nossa comunicação e permitindo dessa forma excessos em que a própria liberdade é usada contra si mesma.

A liberdade é sinónimo de dever. A liberdade de expressão exige sempre uma elevada responsabilidade, já que aquilo que dizemos, ou escrevemos, pode causar dor a nós mesmos e/ou ao próximo. A liberdade sem regras pode parecer «fixe», mas acaba sempre por acarretar riscos desnecessários que colocam a nossa vida e a dos outros em perigo.

23 de janeiro – Dia Mundial da Liberdade

A data foi criada pela ONU e proclamada pela UNESCO. A liberdade é um direito fundamental de todos os seres humanos que lhes permite realizarem as suas próprias escolhas, traçando o seu futuro e decidindo as suas opções de vida.

Liberdade na Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos contempla a liberdade no Artigo 1.º: «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade».

Já o Artigo 2.º refere que «Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação».

Texto de Vitor Santos

(Embaixador do PNED)

Desenho de Paulo Medeiros

Hospital de Viseu aumenta camas na unidade de cuidados intensivos

O Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) aumentou seis camas na unidade de cuidados intensivos, devido ao aumento de número de doentes com Covid-19, foi hoje anunciado.

“A unidade de cuidados intensivos passou de 16 camas para 22, sendo 18 destinadas a doentes Covid-19. Atualmente, com Covid, estão 17 doentes nos cuidados intensivos e 229 em enfermaria, num total de 246 internamentos no CHTV”, explicita uma nota de imprensa.

A juntar a estes números do CHTV, “há mais 10 doentes na Estrutura de Apoio de Retaguarda e Hospital de Campanha, no Fontelo”, em Viseu, que começou a receber os primeiros doentes na segunda-feira.

Entre os profissionais de saúde, “há registo de 96 profissionais infetados”, um número que não contabiliza os que se encontram em isolamento profilático devido a contacto com pessoas infetadas.

“O cenário é difícil e transversal ao que acontece noutros pontos do país, deparamo-nos com uma pressão nos hospitais portugueses. O Centro Hospitalar Tondela-Viseu está constantemente a preparar e a estudar formas de reforçar a capacidade do hospital”, refere.

Neste sentido, a administração hospitalar adianta que, “na última semana, contratou 17 enfermeiros e 15 assistentes operacionais, que vão integrar as áreas Covid e outros serviços mais necessitados”.

Lusa