Opinião : José Lima (PS) ; Manuel Henriques (CDS/PP)

Futebol ando,

Tens-nos sido trazido de uma forma quase chocante e com uma periodicidade diária pelos Mídia, e já, desde há um ano aproximadamente, que esta saga se reiniciou e continua a retratar, aquilo que na opinião do senso comum é a real podridão do desporto nacional e afins.

Foi o caso do “Apito Dourado”, é o caso dos “e-mails”, da “e-toupeira” da compra e venda de jogos, do “Cashball”, já para não falar dos recentes acontecimentos de Alvalade/Alcochete, enfim quando é que isto vai parar.

Sentimos que estamos no tempo das bombas informativas, das horas e horas dos analistas desportivos nas rádios e televisões, das redes sociais, enfim de tudo o que seja fazer poluição ruidosa e shares.

Todos aqueles, que minimamente estão atentos a este fenómeno, percebem as necessidades a que todas estas estratégias obrigam e que mais não servem do que nos massacrar o nosso dia-a-dia, quando já não basta o laboral. Vemos isso na política com alguma frequência.

Ao analisar todas estas histórias, à luz da atualidade desportiva, constato, que só um clube (daqueles chamados grandes) está a sair incólume de toda esta trapalhada, veremos até quando.

Era prioritariamente urgente no meu entender, que quem tutela o desporto e refiro-me à Federação Portuguesa de Futebol, Liga de Futebol Profissional e principalmente ao Governo (Ministério da Administração Interna/Ministério da Juventude e Desporto), que tudo fizessem para toda esta panóplia de tristes noticias terminassem com a maior brevidade possível.

Percebo que a justiça deva seguir o seu caminho,

Percebo que tudo isto leve o seu tempo,

Só não percebo, é porque demora tanto?

Só não percebo, é porque os culpados não existem?

Sendo assim não percebo, é porque se continua a fazer toda esta tempestade.

Uma palavra também para os lados de Alvalade;

É lamentavelmente triste no meu entender, os dias que os sócios/adeptos leoninos hoje vivem.

Num ápice e qual vulcão arrasador, tudo foi posto em causa no Sporting. Os danos morais e patrimoniais poderão ser de um valor incalculável, não sabendo eu como é logico, quais as consequências e seus impactos a curto, médio e longo prazo na gestão leonina.

Como desportista, desejo que tudo seja resolvido rapidamente a contento da maioria dos sócios e adeptos dos leões e que todos os outros clubes não assobiem para o lado e retirem as devidas ilações e as mais convenientes de tudo isto.

Preocupa-me imenso as repercussões que poderão vir a ter o assalto a Alcochete e as respetivas agressões adjacentes, isto é algo de muito grave e transmissível, não nos esqueçamos do que aconteceu esta época também no Centro de Treinos de Árbitros na Maia e aos jogadores do Vitória de Guimarães.

Politica ando,

Maio foi o mês das greves;

Os trabalhadores da saúde (médicos e enfermeiros excluídos) foram os primeiros; Diminuição da carga horária, pagamento de horas e integração na ADSE foram as suas reivindicações.

Os funcionários escolares também se fizeram ouvir, exigindo a criação de uma carreira especial, o fim da municipalidade e o fim da precariedade laboral.

Os médicos também estão na lista dos grevistas de Maio. Exigem a revisão da carreira, um aumento salarial e o reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido.

Os funcionários da Infraestruturas de Portugal, lutam por um aumento salarial.

Por fim foi a vez de os professores saírem à rua. Reivindicam a falta de reconhecimento com o facto de o Governo não reconhecer o tempo de serviço em que as suas carreiras estiveram congeladas.

Estou e sempre estive de acordo em que os trabalhadores lutassem por aquilo que são os seus anseios sob o ponto de vista individual e coletivo.

Estou e sempre estive de acordo, que os partidos políticos fosse qual fosse a sua ideologia, participassem ativamente no âmbito da concertação social na melhor legislação laboral, mas onde fosse obrigatório caber todos os trabalhadores portugueses algo que não me tem parecido ao longo dos anos.

Eutanásia, discussão na A. da República com proposta chumbada.

A palavra “eutanásia” tem origem nos termos gregos eu (boa) e thanatos (morte), significando “boa morte” ou “morte piedosa”. É o ato de abreviar a vida de uma pessoa, a pedido da própria, no quadro de uma doença incurável associada a uma situação de sofrimento físico e psicológico. Em todos os países que permitem a eutanásia, este é um ato que compete exclusivamente aos médicos.

Com todo o respeito pela opinião de cada um e pelo resultado da votação dos deputados da Assembleia da República, pessoalmente penso que esta legislação deveria ter sido aprovada.

Percebo que não é porventura um tema de fácil consenso geral pela sua abrangência, no entanto, como é uma decisão de cariz individual e que só à pessoa em causa dirá respeito, penso que cada individuo(a) deveria ter o direito de decidir sobre si mesmo.

José Lima Oliveira

Pelourinho

Prioridades Trocadas

Faz agora um ano que a Assembleia Municipal aprovou, sob proposta da Câmara Municipal, as áreas de reabilitação urbana do concelho (ARU´S – Canas de Senhorim, Caldas da Felgueira, Nelas e Santar). O que pode parecer uma mera medida “administrativa” traduz-se na realidade em fortes benefícios para os proprietários dos imóveis das localidades abrangidas. Quando nestas localidades se pretendam reabilitar prédios devolutos, degradados ou até se vise aumentar de forma significativa o conforto térmico dos prédios intervencionados podem os proprietários obter benefícios fiscais variados como a isenção de IMI por três anos, isenção de IMT na primeira transação pós-obra e o IVA a 6% na empreitada (Cfr. Estatuto dos Benefícios Fiscais). Questionou o CDS-PP a Câmara Municipal sobre o número de munícipes/proprietários que já teriam, desde junho de 2016, requerido a sua elegibilidade para estes benefícios.  A resposta foi dececionante: apenas um, em 10 meses.

Sendo certo “nem só de pão vive o homem” lamenta-se que a hiperatividade da máquina camarária em eventos festivos contraste com esta quase negligência em ajudar, aproveitando os incentivos legais e as melhores condições do crédito, os munícipes a aproveitar estes benefícios fiscais. Falta algum ativismo no terreno e sensibilização que terá de ser a Câmara Municipal a promover. Nelas está a desperdiçar uma oportunidade de incentivar os proprietários porque…gasta muito tempo em festanças, mas pouco a pensar no que realmente interessa.

Cidadão bom é o cidadão alheado!

Foi com surpresa que o CDS-PP viu, no passado dia 27 de abril, a recusa da Assembleia Municipal – PS e PSD –  à sua proposta em estudar a operacionalização de transmissões áudio e vídeo das sessões do órgão deliberativo.  No caso dos “Sociais Democratas” esta posição é mesmo caricata porque foram o único partido que tinha a medida no programa eleitoral das últimas autárquicas. O Partido Socialista, impondo os seus votos pela força, entendeu não haver competência nos funcionários da Câmara Municipal para sequer analisar esta possibilidade. Injusto para os funcionários. De realçar que nem foi a instalação em concreto que estes partidos rejeitaram. Votaram contra a mera possibilidade de a Assembleia pedir “um parecer aos serviços da Câmara Municipal sobre a viabilidade técnica e financeira de ser iniciada a transmissão em direto das reuniões ordinárias e extraordinárias”.  Levar a vida autárquica a mais cidadãos é assunto, aparentemente, marginal e sem interesse!

Mas mais coisas devem mudar no funcionamento da Assembleia Municipal. A atual situação regimental atira a oportunidade de os cidadãos usarem a palavra apenas no final das sessões (já depois do executivo ter prestado os esclarecimentos sobre os temas da sessão) deve ser alterada. Manter este status quo, onde parece um “enfado” e uma “chatice” ouvir os poucos cidadãos que se dirigem à Assembleia é afastar ainda mais os cidadãos dos eleitos, fazendo com que estes (justamente) desconsiderem a Assembleia e lhe possam reputar (justamente) um carácter meramente decorativo. Os membros da Assembleia estão ali para servir os cidadãos e não o chefe partidário do momento. Não pode ser um frete ouvir as pessoas! Também neste tema os cidadãos do concelho contam com o CDS.  Em todo o mandato e não apenas nas eleições!!

Natália Miranda

Partiu a “nossa” escritora. Aquela cujo horizonte literário era o nosso concelho e o seu amado planalto beirão. Ficarão para sempre na memória os seus versos carregados de amor à sua amada terra, Canas de Senhorim. Na última década tive o prazer, por intermédio do nosso amigo comum Fernando Barata, de com ela conversar algumas vezes na sua residência em Sacavém e ouvir as suas inquietações. A sua grande preocupação era encontrar um lugar, digno, na sua terra, para expor postumamente os seus trabalhos e prémios literários que eternizam o reconhecimento do seu talento. Desde a nossa última conversa passaram alguns anos. Fica um grande desafio para Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Canas de Senhorim:  encontrarem um espaço apropriado para cumprir um desejo desta Municipe muito ilustre.  Será a nova Casa da Cultura prometida por Borges da Silva para este mandato o local ideal? Tem a palavra o executivo….

Manuel Alexandre Henriques

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