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DISLEXIA: conceito, sintomatologia e intervenção

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A dislexia é um distúrbio caracterizado por dificuldades ao nível da linguagem e da escrita, inserido no grupo das perturbações de Aprendizagem Especifica.

Segundo dados de 2011, estima-se que em Portugal, a Dislexia afete 5,4% das crianças em idade escolar. Paralelamente, é identificado o sexo masculino como aquele que apresenta maior predisposição para o desenvolvimento deste distúrbio. Outro dado a reter refere-se ao facto dos pais disléxicos apresentarem maior probabilidade de ter filhos que venham a desenvolver dislexia.

Os principais sintomas apresentados pelas crianças disléxicas, são:

  • Atraso na aquisição da leitura e da escrita;
  • Dificuldade no processamento dos sons da fala (fonemas);
  • Leitura com velocidade e correção abaixo do esperado para a idade, o que dificulta a compreensão dos textos;
  • Dificuldade na descodificação reconhecimento de letras e palavras;
  • Leitura silabada;
  • Troca de palavras por outras semelhantes;
  • A escrita é caracterizada por inúmeros erros ortográficos;
  • Dificuldade em exprimir ideias;
  • Caligrafia com pouca qualidade.

Apesar de tudo, uma pessoa com este distúrbio pode ser perfeitamente funcional. Curiosa a existência de um conjunto de várias celebridades mundiais disléxicas, entre as quais destaco: Agatha Christie; Albert Einstein; Beethoven; John Lennon; Júlio Verne; Walt Disney; e Pablo Picasso. Todas estas personalidades evidenciaram-se nas mais variadas áreas, desde a escrita á pintura, passando pela matemática e pela música.

O tratamento da dislexia passa preferencialmente pela terapia da fala, através da criação de estratégias que facilitem a leitura e diminuam a dificuldade em associar os sons da fala à escrita, bem como pelo acompanhamento psicológico e psicopedagógico, nomeadamente no acompanhamento das alterações emocionais (ex: baixa autoestima) e das dificuldades relacionais e comunicacionais decorrentes do distúrbio.  É também essencial destacar a ação da farmacologia, quando existem outras patologias associadas e o papel dos professores e restantes agentes educativos na promoção de um ambiente salutar de toda a comunidade escolar, bem como na integração das crianças disléxicas, fomentando um acompanhamento personalizado às mesmas.

Como tal, caro leitor, não desespere se tiver alguém próximo com diagnóstico de dislexia, lembre-se que o tratamento psicológico e psicopedagógico, associado à terapia da fala, fornece concretas orientações para lidar com este distúrbio.

Dr. Marcelo Costa

Psicólogo Clínico

marcelocosta10@live.com.pt

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