Um em cada cinco portugueses acima dos 40 anos sofre de Incontinência Urinária

Os dados são da Associação Portuguesa de Urologia que sugere ainda que, dos afetados por esta patologia, apenas 10% recorre ao médico. Pedro Samuel Dias, Urologista do Hospital CUF Viseu alerta que “uma correta e cuidada avaliação pelo urologista contribui para a resolução do problema que está na base da Incontinência Urinária e, consequentemente, tem um grande impacto na qualidade de vida do doente”.

A Incontinência Urinária caracteriza-se pela ocorrência de perdas urinárias de forma involuntária. Existem vários tipos. A mais frequente, incontinência urinária de esforço, é a que ocorre com a tosse, espirros ou quando são realizados esforços físicos, sendo predominante na mulher jovem e em idade adulta. Outras vezes, a perda de urina é acompanhada ou imediatamente antecedida por uma vontade súbita de urinar ou urgência miccional – incontinência urinária de urgência ou por imperiosidade – sendo, neste caso, frequentemente acompanhada de polaquiúria (urinar pouca quantidade muitas vezes ao dia) e notúria (necessidade de acordar durante a noite para urinar). É mais comum na mulher idosa. Em cerca de um terço das mulheres com incontinência, coexistem os dois tipos de incontinência (incontinência mista): esforço e imperiosidade.

Hoje em dia existem diversas soluções clínicas para tratar a Incontinência Urinária, desde a fisioterapia de reforço da musculatura pélvica, ao recurso a fármacos ou através de cirurgia de colocação de uma prótese suburetral (rede/fita) por via transvaginal. Esta última trata-se de um procedimento minimamente invasivo, podendo em alguns casos ser realizado sob anestesia local e em regime de ambulatório, com uma taxa de sucesso superior a 95%.

De acordo com o Urologista do Hospital CUF Viseu, o mais importante é “identificar precocemente os sinais de incontinência urinária e procurar um médico que possa diagnosticar e tratar a causa deste problema.” É fundamental transmitir a ideia de que este é um problema “que pode e deve ser tratado, que não pode ser visto como um estigma e que, com o tratamento e acompanhamento adequados, os doentes podem ter uma vida completamente normal”.

 

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