Seca severa mantém-se no Distrito de Viseu. Chuva na próxima semana

Subsiste no distrito de Viseu a situação de seca severa (segundo grau, logo a seguir a seca extrema). De acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a situação iniciou-se já “há alguns meses com o registo de níveis anormais de precipitação apesar do desagravamento ocorrido em dezembro passado”.

A meteorologista Vanda Pires prevê que os próximos meses de março e abril sejam “determinantes” para a evolução das condições climatéricas na região, inclusive para reverter a situação de seca.

“Nestes dois meses, ainda pode ocorrer alguma precipitação significativa e que pode levar a uma diminuição considerável da situação da seca. De facto, se tivermos valores acima do normal, podemos ter dias consecutivos de precipitação frequente e a situação tenderá a diminuir. Caso contrário, a seca poderá agravar mas esperamos que março e abril sejam a salvação de uma situação complicada”, afirma a especialista do IPMA.

Para tentar minimizar os efeitos da seca, o Governo vai lançar em Março uma nova campanha de sensibilização para a poupança de água em todos os setores, incluindo agricultura, indústria e utilizadores domésticos. O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, defende que este tema deve ser uma preocupação geral.

“Se no ano passado a campanha foi muito dirigida à falta de água nas torneiras das pessoas, que nunca aconteceu porque houve um grande empenho do Governo, das autarquias e da redução dos consumos, este ano começa mais cedo e será dirigida a todos, certamente a nós enquanto cidadãos, mas também a todos os outros grandes utilizadores de água, como a pecuária, a agricultura, a rega e a indústria”, refere o governante, que também falou sobre a evolução de Viseu no consumo de água desde a última ação de sensibilização.

“No caso concreto de Viseu, durante os dias mais complexos, eram captados 15 mil metros cúbicos de água e chegamos a conseguir cerca de 10 mil metros cúbicos, ou seja, houve uma redução de praticamente um terço daquilo do que era o consumo anterior”, afirma João Matos Fernandes.

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