Fundador da Lusovini dedica à mãe o “Regateiro Vinha D’Anita 2015”

Mais um Bairrada “à antiga”, pouco alcoólico, sem muita cor, mas com taninos e muita persistência de boca. Desta vez Casimiro Gomes dedica o seu novo vinho “familiar” à mãe, que gosta de vinhos assim. O Regateiro Vinha D’Anita 2015 é um Baga puro vocacionado para a mesa e, por ainda estar um pouco duro, é destinado a consumidores que gostam de desafios. O lançamento será a 2 de março, na Casa Vidal.

Vinha D’Anita é o novo tinto da Regateiro – a marca pessoal de vinhos da Bairrada do presidente da Lusovini – Vinhos de Portugal, Casimiro Gomes – que irá ser lançado no próximo dia 2 de março. O Regateiro Vinha D’Anita 2015 é um 100% casta Baga que Casimiro Gomes dedica à sua mãe, Ana Ganhoto, a quem todos os mais próximos chamam carinhosamente “Anita”.

A marca Regateiro é uma homenagem ao seu avô Manuel Gomes Regateiro, um industrial que aplicou nas vinhas da Bairrada os métodos de produção que observara em França e que, mais tarde, levou os vinhos da região para o Brasil. A nova linha Vinha D’Anita continua essa opção de associar os vinhos mais austeros e tradicionais que Casimiro Gomes concebe às personalidades, aos valores e aos gostos das suas referências familiares.

“A minha mãe sempre preferiu os tintos, bebendo-os para acompanhar os pratos típicos da Bairrada como a chanfana, o arroz de galinha velha, o leitão”, conta Casimiro Gomes. “Por isso, quando verificámos a fibra deste vinho e a sua vocação gastronómica, decidi dedicar-lho. É um Bairrada típico, à antiga, acho que ela vai gostar de o beber nos nossos almoços”.

O lançamento será feito no restaurante Casa Vidal, na Aguada de Cima, Águeda, no dia 2 de março, a partir das 20h. Depois da apresentação e da prova do novo vinho, seguir-se-á um jantar em que este será testado com alguns pratos que deram fama à Casa Vidal, desde logo o leitão.

Segundo Casimiro Gomes, o perfil do Regateiro Vinha D’Anita 2015 remete para o estilo de vinhos que nas décadas 60 e 70 do século XX fizeram a reputação da Bairrada:

“Tem menos extração de cor do que hoje é habitual e é pouco alcoólico, mas tem boa persistência de boca, boa acidez. E – por agora – ainda está um pouco duro, porque é um Baga puro”, afirma Casimiro Gomes. “É um vinho para quem gosta de desafios, não estamos a pensar nele para os consumidores que se estão a iniciar nestas lides”.

Para além da enologia, a viticultura teve um papel determinante no desenho deste vinho. “Fizemos intervenções qualificadas na vinha, a mais determinante das quais foi uma monda precoce das folhas em maio, destinada a expor mais ao sol os cachos com os bagos ainda verdes”, afirma Casimiro Gomes. “Era uma prática frequente há 50-60 anos, mas que entretanto se perdeu. O ano de 2015, que foi excelente na Bairrada, ajudou-nos e fez o resto”.

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