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O Relógio. Opinião por António Leal

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Se dependesse de nós, meros mortais, certamente mediríamos o incomensurável, ajustando os nossos actos e conduzindo o rumo do nosso espírito, de acordo com as estações e as horas. E assim, faríamos do tempo um ribeiro em cujas margens nos sentaríamos para o ver fluir. Porém, em nós está consciente a impossibilidade de definirmos o tempo que temos para viver, levando-nos à certeza de que o passado é tão somente a memória do presente e o futuro apenas e só o sonho do hoje.

E nessa condição frágil de finitude que nos é intrínseca reside, contudo, uma infinita capacidade para amar, confinada, porém, à individualidade de cada um dos nossos corações, não se movendo de um pensamento para o outro ou de um acto de amor para outro. Não é por amarmos alguém ou algo que existe necessariamente reciprocidade. Será que o tempo, tal como o amor, é indivisível e imóvel? O que nos é comum é esta caminhada imparável para o fim desde que nascemos e é essa consciência que nos humaniza, perante os sinais de cada ruga em cada um de nós, porque, se nem todos seremos velhos, todos fomos crianças. Assim sendo, quem dera que, sempre que (mesmo que em pensamento), quisermos medir o tempo em estações, então que cada uma delas possa abraçar as outras e que assim aconteça também com as horas, os minutos e os corações porque só esse abraço nos sustém.

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