Pedro Soares (BE) reuniu com Associação de Produtores Florestais do Planalto Beirão. Criação de Unidades de Gestão Florestal avança

As preocupações deixadas ao deputado e membro das Comissões Parlamentares da Agricultura e Ambiente, prendem-se com o escoamento da madeira e o ordenamento da floresta. 


Pedro Soares, no encontro que manteve em Carregal do Sal, com a APFPB, mostrou acompanhar estas preocupações. “Estimamos existirem  três milhões de metros  de madeira para cortar este ano na sequência dos incêndios e o Insituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) está a tentar encontrar soluções”, explicou. O Presidente da Associação enfatizou o problema vai ser o escoamento da madeira, dado que “os produtores precisam de vender rapidamente, senão estraga-se”, tendo o deputado Bloquista Pedro recomendado que “para conversar a madeira a melhor forma é mergulhar em água”.

Aspeto importante abordado foi o futuro da floresta, que na sua grande maioria é privada e de minifúndio, o que “traz problemas de ordenamento e planeamento,gestão e rentabilidade”, concordaram. “Por iniciativa do BE foi já aprovada na AR a constituição das Unidades de Gestão Florestal (UFG), cujas vantagens enumerou : “Para manter a propriedade, proporcionar rendimento atrativo e permitir o ordenamento da floresta, somente através da gestão conjunta, sendo a única via a gestão associativa ou cooperativa através das UGF”. 
Por seu lado, os dirigentes da APFPB, sustentaram que “as ZIF criaram uma enorme expectativa, mas apetece dizer que a montanha pariu um rato,dado que o seu funcionamento é muito complicado”. 
“O que se pretende com as UGF é um enquadramento legal que permita criar o patamar seguinte que se esperava da ZIF ou seja, intervir na gestão”, clarificou Pedro Soares.
“Vai haver incentivos fiscais para as entidades e para os produtores e apoios financeiros para a sua constituição.  
Estas UGF não põem em causa a titularidade das terras permitindo ganhar escala para a gestão e ordenamento e planeamento e permite aumentar o rendimento da floresta”, acrescentou.

Esclarecida ficou também a questão do papel do ICNF em todo o processo : “É necessário que esteja alinhado com as ideias defendidas pelas associações e municípios”.