Acidentes acontecem … Mas podem ser evitados

É normal no dia a dia, quer por distração ou mesmo sem querer acontecerem acidentes como ligeiros cortes, quedas, engasgamentos… Mas tal como estes acidentes insignificantes outros maiores também podem ocorrer. Os mais novos são alvos fáceis, vulneráveis e curiosos que facilmente correm riscos graves como choques elétricos, queimaduras, quedas em altura, afogamentos… Uma maneira simples de prevenir começa pela informação e observação da criança.

A forma mais fácil de evitar que sofra qualquer tipo de acidentes é a vigilância. Nunca a deixar sozinha e acompanhar enquanto ela está a executar tarefas de risco é uma ótima forma de prevenir acidentes que se podem tornar graves tanto para ela como para o resto das pessoas que a rodeiam.

Não deixar fichas ligadas e ferros quentes, supervisionar as crianças enquanto tomam banho ou estão na piscina, arrumar devidamente os produtos químicos, não deixar as janelas abertas e não deixar os sacos de plástico à vista pois muitas crianças gostam de brincar com eles usando-os como máscaras e podendo levar à sufocação.

Estas são medidas básicas que podem evitar grandes acidentes ou até mesmo a morte das mesmas.

Para impedir que a sua criança tome alguma substância que não deva, deve ter cuidado na arrumação dos materiais, colocá-los em locais pouco visíveis e onde a criança não os consiga alcançar. Assim terá uma maior segurança, pois a probabilidade que a criança tem de os ingerir será muito menor. Deverá fazer um ensino à criança de que existem produtos tóxicos e qual a sua função pois podem provocar doenças bastante graves como queimaduras internas.

Caso tenha conhecimento de alguém que tenha ingerido qualquer produto que não deva, deve ligar para a linha de apoio (referida no último parágrafo), se a pessoa ingerir o produto, coloque-a ao ar livre e não force o vómito, a única maneira de a desintoxicar é no hospital fazendo uma lavagem gástrica.

Nas férias tudo é mais relaxado, calmo e despreocupado, mesmo para os pais que passam as férias com os seus filhos. Este ambiente mais descontraído leva também a um “alívio” das regras que se aplicam aos mesmos durante o resto do ano, como deitar mais tarde, refeições menos controladas, gastar mais dinheiro do que o habitual e permitir beber álcool pela primeira vez, sendo que em Portugal a média é aos 13 anos. O álcool é igualmente um tóxico, sendo que o organismo não está preparado para o eliminar, devido à imaturidade do fígado, até aos 18 anos pelo menos. Com a agravante de causar habituação como qualquer outra droga.

Os acidentes rodoviários também são mais frequentes nestas alturas. É nos trajetos mais curtos que se facilita a não utilização de um adequado sistema de retenção (cinto e cadeirinha ou assento elevatório); a proximidade com máquinas agrícolas (nomeadamente tratores) são a origem de muitos acidentes em Portugal; a curiosidade por conduzir motas ou automóveis, independentemente de ser em recintos particulares também acontece com alguma regularidade e o desrespeito por regras exigidas aos peões na via pública.

Com a chegada do Verão, chegam também as altas temperaturas e com elas alguns problemas associados ao calor. As crianças fazem parte dos grupos mais vulneráveis. É necessário evitar a exposição solar entre as 11h e as 16h, utilizar protetor solar, óculos de sol e chapéu fora destes períodos, tal como hidratar regularmente com água ou bebidas não açucaradas. Os riscos não ocorrem só na praia, ou piscinas, mas também em desportos ao ar livre e em ambientes pouco arejados.

Em caso de acidente ligue para o número nacional de acidente (112), para o SOS criança (800 202 651), em caso de intoxicação (808 250 143) e caso perca a sua criança tem a linha de apoio para crianças desaparecidas (116 000).

ESTE VERÃO PROTEJA AS SUAS CRIANÇAS, NÃO A EXPONHA A RISCOS DESNECESSÁRIOS!

Enfermeira Joana Carvalho Lopes

UCC Aristides Sousa Mendes