Festas de Santo António espalharam o amor na Lapa do Lobo

Foi ontem, e na sua sexta edição, que as Marchas do Santo Casamenteiro encantaram os Lapenses e não só. O maior número de marchantes de sempre (cerca de 60, com 28 pares) – desta vez com muitos elementos do sexo masculino -, fez-se acompanhar uma vez mais pelo grupo de Cantares e pela Sociedade Musical 2 de Fevereiro. Foram largas centenas de assistentes, na “melhor e maior sala de espetáculos do mundo – a rua”, como referiu Catarina Fonseca, da Comissão Organizadora, que tornaram este evento, “provavelmente o de maior brilho, criatividade, cor e alegria”, desde que se iniciou, conforme diversas opiniões que recolhemos junto do público.O tema escolhido não podia ser mais apropriado : O Amor. E como “as marchas são lindas”, foram perfumando de amor e animação o Terreiro das Almas, contagiando um público entusiasta. Da marcha, e escolhida na hora, Patrícia Cardoso, foi a solteira abençoada e escolhida para levar o santo até ao Chafariz, esperando que, com este gesto dedicado, o Santo António (Casamenteiro), não viva apenas da fama. Cumpriu-se a tradição ancestral.

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O padrinho foi o campeão Lapense, Cristiano Pereira, que ao primeiro convite aceitou mais um desafio. A madrinha, Cláudia Silva, Lapense de coração (embora não residente),não poderia ter sido melhor escolha, pois há cerca de 20 anos, juntamente com elementos da atual comissão de festas de Santo António, fez parte da organização das marchas de São Pedro.

António Loureiro encabeçou com Catarina Fonseca a organização, tendo realçado o “grande orgulho” que sentiu nesta iniciativa, lamentando que a autarquia “mais uma vez não inclua as Festas de Santo António da Lapa do Lobo, no cartaz concelhio”, dado que “são tão boas como as outras”. A música, que animou o arraial, esteve a cargo da Filarmónica de Cabanas de Viriato, com o Grupo “Cordas e Cantos”, e a Banda “Tempo” de Cantanhede. O evento teve o apoio da Junta de Freguesia da Lapa do Lobo, Associação Desportiva e Cultural Lapense e Fundação Lapa do Lobo.

Ao nosso jornal Catarina Fonseca, salientou “o trabalho dedicado das costureiras, cabeleireira e maquilhadoras, que orgulhou toada a organização e marchantes”, e ainda  o trabalho e apoio “de todos aqueles que, com esforço, dedicação e boa vontade, tornaram a frase “A marcha é linda!” como a mais verdadeira de sempre”.