Existem seis tipos de bullying: físico; sexual; verbal; social; cyberbullying; e homofóbico. Crónica do Psicólogo Marcelo Costa

O bullying consiste numa forma de violência entre colegas de turma, escola ou entre pessoas que tenham alguma caraterística em  comum (ex: idade). Os comportamento agressivos são propositados e prolongados no tempo, aumentando a angustia da(s) vitima(s).

O agressor tende a ser uma pessoa impulsiva com necessidade de dominar o outro. Este acredita que a única forma de resolver os problemas é através da agressão. No fundo, apesar o agressor aparentar ser uma pessoa confiante e forte, este é alguém marcado pela insegurança.

A vítima é geralmente uma pessoa bastante ansiosa, insegura e sensível. Frequentemente apresenta algum grau de isolamento social, dificultando desta forma a tarefa de fazer amigos. Este apresenta baixa autoestima e uma visão de si próprio extremamente negativa, desvalorizando-se constantemente (sendo que a entrada num ciclo em que é vitima de bullying, vai impedir a formação de experiências que desconfirmem estas ideias).

Existem 6 tipos de bullying: físico; sexual; verbal; social; cyberbullying; e bullying homofóbico.

O bullying físico, como o próprio nome indica, implica a existência de actos agressivos como empurrar, amarrar ou prender a vítima, bem como dar pontapés, cuspir, roubar dinheiro ou estragar objetos pessoais. O bullying sexual consiste em insultar ou fazer comentários de índole sexual. Obrigar a vítima a praticar actos sexuais, também constitui esta tipologia de bullying. No bullying verbal, os principais comportamentos a registar são as injúrias, gritos, humilhações verbais e críticas. O bullying social apresenta como comportamentos típicos a invenção de mentiras, boatos/rumores, comentários negativos e exclusão da vítima em trabalhos de grupo/atividades. O cyberbullying consiste numa tipologia de bullying mais recente, impulsionado pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação. Esta forma de bullying caracteriza-se pela divulgação de informação falsa, assédio, perseguição, tudo isto através de SMS, e-mail, redes sociais, ou outros veículos de comunicação semelhantes. Por fim, o bullying homofóbico envolve o preconceito relacionado com a orientação sexual da vítima e com a identidade de género. Esta forma de bullying pode assumir qualquer outra tipologia supramencionada.

A vítima, por medo, por se sentir inferior ao agressor e por vergonha, irá provavelmente camuflar esta situação durante algum tempo, sofrendo sozinha, achando que é verdadeiramente inferior e que merece tudo o que lhe está a acontecer. Encobrir esta situação tanto tempo, poderá culminar em formas de automutilação ou, no limite, levar à tentativa de suicídio.

Em suma, é fulcral que o leitor esteja verdadeiramente alerta em relação aos seus filhos, vizinhos e até mesmo a toda a comunidade escolar, pois o bullying assume-se como um dos principais desafios emergentes do século XXI.

Dr. Marcelo Costa

marcelocosta10@live.com.pt

(Licenciado em Psicologia)