Viseu avança com investimento de 26 milhões para mudar a cidade

A Câmara de Viseu vai até 2020 desenvolver projetos orçados em 25,8 milhões de euros que mudarão “a face da cidade” no âmbito do Plano Municipal de Obras do Centenário, que foi hoje apresentado.

O plano, apresentado durante a reunião de Câmara, integra investimentos nas áreas da mobilidade e acessibilidades, rede escolar, parques urbanos e de lazer, habitação social, reabilitação urbana, mercados municipais e projetos considerados “âncoras” do centro histórico.

“Quisemos que esta reunião de Câmara replicasse a importância do que tivemos há mais de cem anos”, afirmou o presidente da autarquia, Almeida Henriques, aludindo à construção do edifício dos Paços do Concelho e ao ordenamento da Praça do Rossio, da Rua Formosa, da Rua do Comércio e do Mercado 02 de Maio.

Tal como aconteceu com estas obras, o autarca está convencido de que as que integram o plano hoje apresentado “marcarão os próximos cem anos da cidade”.

Do investimento total de 25,8 milhões de euros, 19,6 são oriundos de fundos comunitários e 6,2 do orçamento municipal. Uma parte significativa das obras previstas está enquadrada no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), que obteve mais de 11 milhões de euros de financiamento comunitário.

“É um plano todo ele já com financiamento assegurado, de processos que têm projeto, que estão para ser abertos concursos e depois dos concursos iniciar as obras”, realçou.

Almeida Henriques destacou a cobertura e revitalização do Mercado 02 de Maio, a requalificação do Mercado Municipal e a transformação da central de camionagem no Centro de Operações de Mobilidade de Viseu.

No que respeita aos projetos que são considerados âncoras para o centro histórico, apontou a requalificação da Casa das Bocas, onde surgirá uma Unidade de Saúde Familiar, e de edifícios como o das Águas de Viseu e do Orfeão e ampliação do Teatro Viriato, entre outros.

“Neste plano, também estão obras de acessibilidades que visam facilitar a vida dos viseenses e resolver constrangimentos que temos na cidade”, afirmou, exemplificando com o acesso a Rio de Loba, a estrada junto à Casa de Saúde S. Mateus e a Avenida Capitão Homem Ribeiro, que é “o único troço da circunvalação que não está concluído”.

A nível ambiental, Almeida Henriques disse que a Mata do Fontelo vai ser reinterpretada, “recuperando a sua originalidade”, e o Parque Linear de Santiago passará definitivamente “a assumir-se como um parque de lazer”.

Durante a reunião de hoje foi aprovada a atribuição da medalha de mérito a João Inês Vaz, antigo governador civil de Viseu e arqueólogo falecido no ano passado.