Carlos Cunha Torres dirige carta aberta à Infraestruturas de Portugal devido ao “calamitoso estado do IP3”

Foi no passado dia 17, que o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Lapa do Lobo, dirigiu ao Presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, uma carta aberta, alertando para os graves problemas do Itinerário Principal 3. Assumindo-se como um “utilizador assíduo da estrada, entre a A1 e Santa Comba Dão”, Carlos Torres manifesta por um lado a sua compreensão pela não construção, até ao momento, da “tão falada auto-estrada Viseu-Coimbra ou sequer a duplicação do atual IP3”, mas por outro lado a sua profunda indignação pelo estado “calamitoso” a que chegou a estrada. Elencando as principais anomalias, no seu entendimento, o também empresário refere o piso em péssimo estado ; sinalizações vertical e horizontal deficientes, em mau estado, pouco visíveis ou já mesmo inexistentes nalguns troços ; lamelas anti-encadeamento partidas, torcidas ou já inexistentes ; separadores centrais desalinhados e bordejados por ervas daninhas de grande dimensão ; péssima sinalização luminosa noturna ; rails de proteção torcidos, amolgados ou desaparecidos ; bermas mal cuidadas e  existência de algumas obras de puro remendo, de uma forma geral mal sinalizadas, que se vão eternizando. 

Carlos Torres considera que estas situações indiciam “incúria, desleixo e não falta de dinheiro”, criticando assim a falta de atenção que está a merecer uma estrada “das mais perigosas do país”, num traçado que classifica de “obsoleto”.