A enriquecedora experiência dos alunos em “GAP YEAR” contada na primeira pessoa

A nossa bússola foi encontrá-los em partes bem distintas do globo, no GAP YEAR, apoiado pela Fundação Lapa do Lobo. São 5 : João Ambrósio, Tomás Ambrósio, André Alves, Hugo Melo e o André Antunes. Aqui deixamos os seus testemunhos, na reta final da viagem das suas vidas :

João Ambrósio, Tomás Ambrósio, André Alves (Levado aos Extremos): É de Moçambique que vos escrevemos. Estamos a fazer voluntariado com crianças órfãs e podemos afirmar que esta está a ser a parte mais marcante do nosso périplo, apesar de já termos vivido diversas experiências: andar à boleia em Espanha, viver no deserto em Marrocos, passar o Natal com uma família desconhecida na África do Sul, tomar banho no Oceano Índico, viver sem água canalizada e sem eletricidade em Moçambique, entre muitas outras. Ver como estas crianças vivem felizes perante todas as adversidades da vida, exibindo sempre um contagiante sorriso, faz-nos repensar a nossa forma de estar no Mundo. Estamos a adorar esta aventura. Continuem a seguir a nossa viagem e acedam aos relatos, fotografias e vídeos em www.levadosaoextremo.tk e www.facebook.com/gapyearlevadoaosextremos.

André Antunes, Hugo Melo (Caídos no Oriente): “Caímos” no Oriente há mais de 4 meses. Durante este período, muito já aconteceu. É com estranheza que olhamos para o nosso percurso e damos conta que os dias passaram num abrir e fechar de olhos. Estamos a menos de 2 meses do término desta aventura e é fantástico sentir o quão forte tem sido a nossa aprendizagem. Ao longo deste tempo, temos sido confrontados com os mais diversos cenários. Desde a pobreza extrema até à excentricidade, desde a confusão até à serenidade, desde a felicidade até ao desespero. Afinal de contas, um Gap Year não é apenas festa e diversão. Há ocasiões que são perturbadoras, que tornam bem mais difícil a tarefa de carregar as saudades que nos acompanham desde o primeiro dia: temos visto demasiados rostos que são espelho de vida miserável; viagens de 5 ou 10 ou 35 horas de autocarro que nos moem física e psicologicamente; problemas com aqueles que tentam ficar com mais dinheiro do que realmente devem receber. Estes e outros acontecimentos têm-nos tornado mais fortes. Para trás ficou já 1 mês de voluntariado na Índia onde trabalhámos com crianças e jovens dos 5 aos 17 anos. No fim desse, viajámos outro tanto pelo país das especiarias. Seguiram-se aproximadamente 3 semanas no Camboja, 3 semanas no Vietname, 15 dias em Laos e neste momento encontramo-nos na Tailândia. Iniciámos agora um outro trabalho de voluntariado, desta feita ligado à responsabilidade ecológica e à construção de edifícios com recursos naturais, onde vamos ficar durante 3 semanas. O tempo tem-nos surpreendido. Com semanas ora vagarosas ora fulminantes, a verdade é que estamos mais perto da chegada ao fim desta maratona de aprendizagem. A chegada de dois jovens cujo modo de encarar a vida será totalmente diferente.  

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