AZU repudia abate dos 50 cedros na Praça do Município em Nelas


A AZU (Associação Ambiente em Zonas Uraníferas) acaba de nos enviar uma nota de imprensa em que condena o abate dos cedros na Praça do Município em Nelas : 

“Ao tomar conhecimento do abate de cerca de 50 cedros pela Câmara de Nelas, no Largo do Município, nesta mesma Vila, vem manifestar discordância por este ataque ao meio ambiente e património florestal.

Em nota de imprensa que acaba de chegar à nossa redação 

Repudiamos e alertamos a população, porque de uma forma geral tem sido esta a prática de várias câmaras municipais e em particular dos vários executivos que têm passado pela gestão da Câmara de Nelas. São exemplo disso, a forma de cumplicidade do abate de várias tileiras, com mais de 50 anos, na avenida João XXIII, em prol da construção do edifício Central em Nelas, bem como da remodelação da Mata das Alminhas em que abaterem várias árvores, entre estes pinheiros de grande porte, que sustentavam o local como uma mata.
Esta tem sido prática habitual pelos vários executivos camarários, esperando-se uma maior sensibilização junto das populações para a preservação da natureza.
Consideramos importante que antes da concretização do corte dos cedros a população seja informada do porquê de tal decisão bem como seja dada resposta ao pedido de esclarecimento da AZU, visto considerarmos pouco esclarecedores os motivos referidos no comunicado enviado à comunicação social, onde a situação é explicada de uma forma lacónica e pouco respondendo às nossas dúvidas.
Pretendemos que seja esclarecido se no lugar dos cedros abatidos serão plantadas outras árvores, pois consideramos que à custa da insensibilidade do “Cortar a direito”, tal como foi feito, este local se transformou num espaço “nu” e cinzento. É lamentável que tenha sido tomada esta decisão de forma precipitada, que em vez de eliminar somente o que estava doente, tenha abatido todos os cedros, mesmo os bom estado e com possibilidade de intervenção técnica, com impacto tão negativo no nosso património.
A AZU, entende só agora tomar posição pública, visto termos esperado por uma resposta da Câmara de Nelas, a fim de serem dados esclarecimentos, os quais consideramos insuficientes, e por esse motivo só agora entendemos estarem criadas as condições para tomar tal posição”
Viseu, 16 de Fevereiro de 2014
A Direção da AZU